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Bahia: Itacaré
E ainda é barato

Roberta Abreu Lima


Ivan Carneiro
O encontro do Rio das Contas com o mar: surfe, forró e natureza exuberante  

Itacaré é o único trecho do litoral baiano com praias separadas por costões cobertos de Mata Atlântica. Ondas grandes, rios, cachoeiras, manguezais, piscinas naturais e esportes radicais completam a descrição desse reduto ecológico apelidado de terra do surfe. O motivo da preservação, em grande parte, foi a dificuldade de acesso. A estrada de 65 quilômetros que faz o trajeto Ilhéus–Itacaré só foi concluída em 1998. Desde então, o fluxo de turistas não parou de crescer – o que fez o preço dos pacotes cair.

Nos últimos três anos, o turismo em Itacaré cresceu em média 37%. "A queda de preço se deve à entrada das operadoras, que são atraídas pela procura", explica Herica Santos, secretária de Turismo do município. A regularização de vôos para Ilhéus, sobretudo com os aviões fretados (na alta temporada chegam a ser seis por semana), também barateou os pacotes. "Os proprietários de pousadas passaram a cobrar menos porque trazemos turistas inclusive na baixa estação", afirma Cleyton Armelin, diretor comercial da CVC.

A maioria das opções de hospedagem fica na Praia da Concha, próxima ao centro, onde também acontece o agito noturno. O forró é uma das principais atrações, mas a badalação nem sempre vira a noite. Em Itacaré, o mar já está cheio às 6 da manhã. Surfistas de todo o país e do exterior são atraídos pelas ondas tubulares, principalmente em julho. As praias mais freqüentadas são Prainha, Tiririca, São José e Jeribucaçu. Escolas e associações oferecem cursos básicos para iniciantes. Outro esporte que se pode aprender ali é a capoeira. Três grupos locais fazem apresentações diárias com a participação dos turistas. Rafting no Rio das Contas, cavalgada e rapel na Cachoeira do Noré são outras opções para quem não estiver cansado das caminhadas em trilhas íngremes para chegar às praias.

Aqueles que não abrem mão de sofisticação também têm vez em Itacaré. A região, que já conta com dois resorts, ganhará no começo de 2006 o primeiro hotel seis-estrelas do país. O Warapuru, projeto português inspirado nos paraísos turísticos da Indonésia e da Tailândia, terá quarenta bangalôs com piscina privativa e mais dezoito casas com mordomo exclusivo (todas já vendidas). As diárias, obviamente, não serão acessíveis como o preço dos pacotes, mas a experiência promete compensar o custo.

 

QUANTO CUSTA: em média, 1 200 reais por pessoa na alta temporada, ou 1 000 por pessoa na baixa temporada (com aéreo).

QUANDO IR: na alta temporada para agitar, e na baixa para descansar.

NÃO ESQUEÇA: tênis para caminhadas.

COM QUEM IR: com quem goste da natureza e de andar muito.

NÃO LEVE: crianças pequenas, pois a infra-estrutura ainda é precária e o mar, agitado.

O QUE HÁ DE MELHOR: ondas para surfar, cachoeiras e piscinas naturais.

IMPERDÍVEL: a sombra dos coqueiros da Praia de Itacarezinho.

VOCÊ MERECE: ver o pôr-do-sol no pontão do farol da Praia da Concha em boa companhia.

NINGUÉM MERECE: ter de pagar para entrar nas melhores praias.

PARA SABER MAIS: (73) 3251-3904 ou www.itacare.com.br.