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Crescimento
Estamos
mais altos
A
altura média dos jovens brasileiros aumentou
5 centímetros em relação à da geração
anterior
A diferença
entre os adolescentes de agora e os da geração anterior
pode ser medida com régua: os meninos estão 5 centímetros
mais altos e as meninas, 3. O padrão médio de altura
de um jovem adulto hoje é de 1,75 metro. Nas meninas, esse
valor fica em 1,65 metro. É um perfil típico de classe
média urbana, e há variações consideráveis
com relação à população mais
pobre e de regiões onde o acesso à variedade de alimentos
é menor. Atribui-se o aumento na altura média do brasileiro
nos últimos vinte anos a vários fatores. O mais importante
é uma alimentação de melhor qualidade. O cardápio
nacional é hoje mais nutritivo e variado. Há maior
quantidade de proteína, substância presente na carne
e no leite que é decisiva no processo de crescimento. Também
ajudou a prática de esportes e exercícios físicos
com maior freqüência e variedade. Oito em cada dez garotos
entre 12 e 20 anos praticam algum tipo de esporte nas principais
capitais brasileiras. Entre as meninas, essa proporção
é de sete em dez. Por fim, sentem-se agora os bons resultados
de décadas de vacinação em massa e da melhoria
nas condições sanitárias, que puseram sob controle
as doenças infecciosas comuns na infância e que interferem
no processo de crescimento.
O
jovem brasileiro não está apenas mais alto. Todo o
processo de crescimento foi acelerado em relação às
gerações anteriores. No início do século
XX, a primeira menstruação ocorria aos 15 anos. Hoje,
a menarca normalmente acontece aos 12 anos. Há 100 anos,
o crescimento dos rapazes só estava completo aos 24 anos.
Agora, a estatura adulta é alcançada aos 18. "O crescimento
é uma combinação de características
genéticas com o meio em que o adolescente vive. Uma coisa
não evolui sem a outra", explica o médico Paulo Zogaib,
da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A prática
de exercícios físicos é um dos fatores que
têm relação com a espichada juvenil. A ciência
não comprovou como se dá exatamente essa influência,
mas os médicos apostam em três fatores. O primeiro
é que os exercícios estimulam a produção
e a secreção de hormônios diretamente ligados
a esse processo, como o hormônio do crescimento e a testosterona.
O segundo é que a estrutura óssea responde a estímulos
como sobrecarga de exercícios. O problema é que, se
a sobrecarga for excessiva, pode interromper de vez o processo de
crescimento. O último é que, ao fazer exercício,
um jovem sente mais fome. Ao comer mais e praticar esporte novamente,
acaba gerando um ciclo que favorece o melhor aproveitamento dos
nutrientes.
Os
pais costumam acompanhar com orgulho o desenvolvimento precoce dos
filhos, mas é preciso ficar atento aos efeitos decorrentes.
A abreviação da infância é um deles,
principalmente no caso das meninas. É comum garotas na faixa
de 12 anos, ainda interessadas em brincar com boneca, começarem
a sofrer assédio do sexo oposto pelo fato de ostentarem um
corpo de adulto. Elas são pressionadas a agir como adolescentes,
quando não têm maturidade para isso. Por outro lado,
há recursos para os jovens que estão com o relógio
biológico atrasado ou demonstram alguma limitação
orgânica para crescer. Tratamentos à base de hormônio
do crescimento sintético são muito utilizados. O importante,
nesses casos, é estar atento ao ritmo de crescimento logo
no início da adolescência, porque o sucesso do tratamento
depende do diagnóstico precoce.
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São
coisas da idade |
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Soluções
para os problemas que surgem na adolescência
DENTES
DESALINHADOS
O problema: os molares nascem tortos e
pressionam os dentes da frente, entortando-os
Solução: uso de aparelho
ortodôntico. O tratamento dura dois anos,
em média
Passam com a idade? Não
Priscila Prade
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ACNE
O problema: obstrução e inflamação
dos poros provocadas pelo aumento na oleosidade
da pele. Incomoda meninos e meninas
Como tratar: antiinflamatórios para
os casos mais leves, remédios mais fortes
para os casos graves. Tratamentos a laser diminuem
a oleosidade da pele
Passa com a idade? Sim, por volta dos 20
anos
ESTRIAS
O problema: marcas na pele, parecidas com
cicatrizes, provocadas pelo crescimento rápido
ou pelo aumento de peso
Solução: injeção
de produtos que preenchem as marcas, esfoliação
e abrasão da pele. Funcionam melhor quando
aplicados assim que as marcas surgem
Passam com a idade? Não
MÁ
POSTURA
O problema: a falta de massa muscular faz
com que os jovens fiquem com os ombros e a barriga
para a frente
Solução: prática de
exercícios físicos, como musculação,
natação, vôlei e muito alongamento
Passa com a idade? Sim, a partir dos 16
anos
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Com
a ajuda do cirurgião plástico |
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Rafael Campos
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SEIOS
MAIS FARTOS
A atriz Nathalia Rodrigues, 22 anos,
a vilã do seriado Malhação,
da Globo, implantou silicone nos seios no
ano passado: "Como vivia de regime,
meus seios tinham murchado", diz
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Dos
360 000 pacientes que fizeram operações
plásticas no Brasil no ano passado, 50
000 eram adolescentes. O exame dessa estatística
nos permite saber o que os jovens brasileiros
mais querem mudar na própria aparência.
Cerca de metade das intervenções
foi de reformas estéticas no nariz. Essa
é uma cirurgia quase que só feminina.
Não porque seja pouco másculo se
incomodar com a feiúra do próprio
nariz. Mas porque o resultado é uma aparência
artificial, visto que o nariz masculino é
naturalmente mais avantajado (lembre-se do que
aconteceu com Michael Jackson). Como a configuração
nasal só se define lá pelos 15 anos,
não é recomendável a plástica
precoce nessa área. A segunda cirurgia
mais procurada é nas mamas e para
ambos os sexos. É isso mesmo: é
comum, durante a puberdade, a mama masculina crescer
demais, o que provoca constrangimento. Entre as
meninas, a procura por seios maiores (com implante
de silicone) ganha por margem estreita das reduções.
Em geral, são feitas após os 16
anos. Antes disso, há a possibilidade de
as mamas voltarem a crescer e a cirurgia precisar
ser refeita. Outra intervenção cada
vez mais comum é a lipoaspiração
nas laterais do abdômen (pneus), na barriga
e no culote. Antes de se decidir pela plástica,
é bom pesar prós e contras. Toda
cirurgia envolve riscos. Depois, por mais perfeita
que fique, sempre haverá uma pequena cicatriz.
Além disso, o resultado não é
imediato. São necessárias semanas
de pós-operatório, período
penoso em que não se pode fazer ginástica
nem tomar banhos de sol.
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