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Aventura
A
turma da adrenalina
Os
esportes de aventura fascinam os jovens
pela liberdade e pela emoção. E ensinam que
é preciso respeitar os próprios limites e não
descuidar da segurança
Cláudio Rossi
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PAREDE
ACIMA
Mário Sérgio Duarte Garcia, 14 anos, no paredão
de 11 metros numa academia paulistana |
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ESCALADA
INDOOR |
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O
que é: escalada de paredões
artificiais
Como se aprende e onde praticar: há
cursos básicos de uma hora de duração.
Pratica-se o esporte em academias especializadas
Equipamento básico: cordas,
sapatilha para escalada, capacete e pó
de magnésio para passar nas mãos
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Junte
numa mesma atividade adrenalina, concentração, contato
com a natureza e sensação de liberdade. Esses são
os ingredientes que fazem dos esportes irados (é assim que
são chamados) os preferidos por boa parte dos adolescentes.
Para muitos, emoção é pedalar sem parar no
meio do mato ou manobrar um barco de borracha corredeira abaixo.
Para outros, programa irado é participar de corridas de aventura
uma gincana que mistura de tudo, de caminhada a rappel, atividade
em que a pessoa desce paredões pendurada a uma corda. Nas
grandes cidades, longe do mar e da natureza, há esportes
que substituem o contato com o mato e os barrancos sem abrir mão
do sabor de aventura. Um dos mais procurados é a escalada
indoor, realizada em paredões artificiais. "É indescritível
a sensação de ter chegado lá em cima, de ter
conquistado algo", explica Mário Sérgio Duarte Garcia,
de 14 anos, que há dois sobe por paredões com 11 metros
de altura numa academia especializada em São Paulo.
A
busca por atividades sem regras fixas e que fujam do convencional
é o maior atrativo para os adolescentes que enveredam pelos
exercícios tidos como radicais termo, aliás,
em desuso por causa da restrição e do risco que pressupõe.
Muitos pais torcem o nariz a essas modalidades pelo fato de a maior
parte delas exigir o uso de equipamentos de segurança. Fica
a sensação de que o perigo é um preço
alto demais a ser pago pela adrenalina liberada. Para os especialistas,
o importante é respeitar os próprios limites e ficar
sempre atento à segurança. "O risco não está
na modalidade, mas na pessoa", ensina o multiatleta paulista Luiz
Makoto Ishibe, de 42 anos, praticante de alpinismo, trekking e mountain
bike. O improviso, marca registrada dos esportes de aventura, exige
poder de concentração e rapidez de raciocínio
para que o atleta saia de situações complicadas. Pelo
menos no início, é importante receber a orientação
de um instrutor e nunca subestimar a natureza. E, como regra final,
saber quando é hora de não se aventurar. "Jamais entro
no mar se percebo que vou correr riscos. Meu negócio é
o prazer, não o sofrimento", afirma a estudante pernambucana
Ana Flávia da Silva Matos, 22 anos, praticante de surfe há
nove. Radicalismo, como se vê, é coisa do passado.
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