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Estilo
O
jeito de cada tribo
Já
se foi o tempo do roqueiro que só se vestia de preto e do
gótico que não ouvia reggae. As tribos urbanas ainda
estão aí, mas os jovens transitam sem problemas entre
elas. "É como se surfassem umas nas outras", diz a psicóloga
e pesquisadora de moda Cristiane Mesquita. "Eles se apropriam de
elementos estéticos de algumas tribos, mas são raros
os que seguem seus códigos a fundo." Uma tribo urbana é
uma espécie de pacote de gosto musical, ídolos, roupas
e acessórios. É uma forma de sinalizar aos outros
o que se é ou não é nada disso. Pode
ser simplesmente a expressão sem compromisso da preferência
momentânea por uma moda ou por um artista pop. Quando saem
para a balada, muitos jovens se vestem de acordo com a ocasião.
A roqueira que usa roupa de couro durante seis dias da semana pode
renascer clubber para uma festa a caráter no sábado.
VEJA Jovens reuniu representantes das seis tribos urbanas
mais numerosas do Brasil e pediu a eles que contassem como é
seu estilo pessoal.
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Surfista |
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Luigi
Ucelli di Nemi, 17
Estudante do ensino médio |
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Seus
sons preferidos são reggae, rock e rap. O
cantor do momento para ele é o americano
Ben Harper, considerado pelos fãs uma mistura
moderna de Jimi Hendrix com Bob Marley
Sua
prancha preferida é Bushman; a parafina da
hora é Sticky Bumps. Para ele, o melhor calção
para surfar é Quiksilver, com camiseta Oakley
ou O'Neill. Roupa de borracha é da Rip Curl
ou O'Neill
Surfa
no Litoral Norte de São Paulo, mas sonha
viajar para a Indonésia
Usa
bermudas Gap e Volcom, camisetas de campeonatos
de surfe e tênis Reef
Sua
maior diversão é ficar batendo papo
com os amigos na água, boiando em cima da
prancha enquanto espera as ondas
Seu
maior ídolo é Kelly Slater, surfista
americano, seis vezes campeão mundial
Em
sua mochila da escola vão cadernos, canetas,
livros didáticos e um casaco |
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Clubber |
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Vanessa
Cristina Vieira, 22
Consultora de moda |
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Seu
som preferido é o tecno. É fã
dos DJs Mau-Mau e do casal Ana & Davi, que tocam
nos clubes de São Paulo. Adora festivais
de música eletrônica e raves
Os
cuidados com o visual incluem esmalte preto nas
unhas e delineador preto da Avon, que também
usa para fazer bolinhas nas pálpebras
Gosta
do escritor Paulo Coelho e seu livro preferido é
Veronika Decide Morrer
Tem uma tatuagem pequena nas costas e quatro piercings
(na barriga, no nariz e nos mamilos)
Gosta de usar saia curta, coturno, camisetas coloridas.
Como acessório, um colar do Exército
americano feito de strass. As marcas preferidas
são Reinaldo Lourenço, A Mulher do
Padre e Sommer
Seu maior ídolo é DJ Rush, que mistura
efeitos eletrônicos com música brasileira
e The Beatles
Na bolsa vão cremes, óculos, CDs,
documentos, celular, agenda, maquiagem e às
vezes uma muda de roupa |
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Roqueira |
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Luíza
Matsushita, 19
Estudante de design digital |
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Só ouve rock e hard rock. Curte desde os
jurássicos australianos do AC/DC até
as bandas mais recentes, como The Donnas, Turbonegro,
Hellacopters, Backyard Babies
Maquia-se todos os dias antes de sair de casa. Passa
muito lápis preto, muito blush, base, iluminador
e brilho nos lábios
Gosta de cinema e é fã do filme Quase
Famosos, de Cameron Crowe, sobre um adolescente
escalado para cobrir uma turnê de uma banda
de rock para a revista Rolling Stone. Mantém
um fotolog com o pseudônimo de Lovefoxxx
Não gosta de livros, prefere revistas moderninhas,
como a inglesa The Face
Sua roupa para a balada e para o dia-a-dia é
a mesma. Calça jeans justa sem marca, camiseta
com cara de antiga ou de banda, tênis de cano
longo All Star, Reebok e Vans. Jaqueta em estilo
tradicional
old school
Seu maior ídolo é Terry Richardson,
fotógrafo que se denomina "rocktografer"
Tem sempre na bolsa uma garrafa de água,
chiclete, porta-CDs de oncinha, discman, uma agenda
pink e laranja, caderno, lapiseira e celular |
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| Zeca Rodrigues |
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Hip
Hop |
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Juliana
Maria da Silva, 18
Cabeleireira |
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Ouve hip hop e rhythm'n'blues. Revezam-se em seu
CD player os discos da dupla francesa de soul Les
Nubians e da musa do hip hop Missy Elliott
Lê revistas de moda, estilo e música
negra americanas. Curte livros de sociologia e história
negra. Está lendo Esmeralda -- Por Que
Não Dancei, autobiografia de Esmeralda
Ortiz, uma ex-menina de rua viciada em crack
O
filme preferido é o brasileiro Cidade
de Deus, de Fernando Meirelles
Capricha no visual moderno, sempre usando uma saia
e uma camiseta combinadas com botas e tênis
bacanas. Não se importa com grifes, mas gosta
de jovens estilistas brasileiros, como Caio Gobbi
e Andrea Bilinski
A
balada preferida é aquela em que rola música
black
Tem vários ídolos negros, entre eles
a cantora de rhythm'n'blues Jill Scott
Sempre carrega na bolsa creme hidratante, batom,
o livro que está lendo, um dicionário
de bolso inglês-português e um caderninho
para anotar pensamentos e letras de rap que está
compondo |
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