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"Fiquei muito sem graça quando comprei e não paguei. Foi num leilão realizado na escola. Estavam leiloando uma cesta grande de doces e eu não sabia que tinha de pagar, pensava que era brincadeira. Fui dando lance até que bateram o martelo com minha oferta. Como não tinha dinheiro, quase fui linchado."
"Fiquei envergonhadíssimo quando fui apanhado no motel com documento falsificado. Eu não havia ainda completado 18 anos, mas dava um jeito de entrar mesmo assim. Uma noite, eu e minha namorada já estávamos no quarto quando quiseram conferir o xerox que havíamos apresentado na entrada com os originais. Acabamos no Juizado de Menores."
"Minha maior vergonha aconteceu aos 14 ou 15 anos, quando cabulei aula para tocar numa festa com minha banda de baile. Meu pai passou na escola, naquele dia, porque achou que tinha me dado pouco dinheiro. Ficou furioso quando soube e foi atrás de mim. Subiu no palco, puxou minha orelha até eu levantar do chão e saiu me arrastando até o carro."
"Não me lembro de nada pior do que o dia em que pedi o carro do meu pai emprestado para fazer boa figura com uma namorada nova. Tinha 19 anos e achei que ir ao cinema de Fusca não pegava bem. Ao sairmos de lá, me atrapalhei com o hidramático e quebrei a marcha à ré. A menina achou aquilo horrível e meu pai ficou furioso porque levou três meses para conseguir repor a peça importada."
"Foi terrível ser apanhado em flagrante por meu pai quando resolvi cabular aula e ir até Petrópolis com uma amiga. Tinha 15 anos. Pegamos carona com dois caras. Durante o trajeto, no entanto, cruzamos com meu pai, que também estava de carro e me viu. Preocupado, ele veio atrás e fez com que o carro no qual estávamos parasse. Ordenou que eu descesse e me deu uma daquelas broncas inesquecíveis."
"Para uma adolescente que quer se auto-afirmar, ainda mais uma menina que deseja ser atriz, nada pior do que cair no palco. Isso aconteceu comigo aos 12 anos, quando estava dançando uma coreografia espanhola na festa de fim de ano do ginásio. Quase no término da apresentação, tropecei e caí, mas me levantei rápido, a tempo de dizer o 'olé' final."
Editado por Marcos de Andrade Silva e Rubiana Peixoto |
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