(exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)

ÍNDICE
  Carta ao leitor
Apresentação
Contexto
Comportamento
Cotidiano
Cultura
  Livros: Formas de estimular o gosto pelas obras clássicas
Trash: O lado "encantador" do lixo cultural
Globalização: Por que a juventude é padronizada no mundo todo
Ídolos: Em vez de ícones de uma geração, tornaram-se apenas divertimento
Notas
Gente
Educação e Saúde
Consumo
Opinião
 

 
- CULTURA  
       
   

O planeta teen

A globalização espalha a cultura
jovem com mais velocidade

Tatiana Chiari

 
Fotos AP

A cultura jovem é uma cultura planetária desde os anos 50. Foi nessa década que começaram a surgir os ícones dessa faixa etária: James Dean, Elvis Presley, Chuck Berry... Depois vieram Beatles, Rolling Stones, Madonna... Fosse brasileiro, americano ou francês, o adolescente se identificava com os mesmos ídolos. Ele pertencia mais a sua faixa etária que a seu país.


O que a globalização trouxe de novo a esse cenário foi a velocidade. Vinte anos atrás, só alguns poucos brasileiros privilegiados conseguiam importar um disco recém-lançado dos Smiths. Afinal, de acordo com o cronograma da gravadora, o disco só aportaria no país uns seis meses mais tarde. Hoje, CDs, filmes e programas de televisão chegam ao mundo inteiro de maneira praticamente simultânea. O seriado americano Dawson's Creek, estrelado pela musa teen Katie Holmes, pode ser visto tanto no Brasil quanto na Áustria ou na Indonésia – e espelha o comportamento dos adolescentes de todos esses países. O filme Todo Mundo em Pânico foi campeão de bilheteria no ano passado entre os jovens do Brasil, África do Sul, Rússia, Filipinas e Israel. O grupo Backstreet Boys é recordista de público na Itália, na Nova Zelândia e no Japão. São modas que chegam rápido, mas também passam rápido. O planeta teen as consome de maneira voraz e veloz.

 
       
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