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Transição: Os primeiros 100 dias

Imóveis: Nem sempre é mau negócio

Internet (exclusivo on-line): Amantes do risco

Bolsa de valores (exclusivo on-line): Vale a pena formar um clube de investimento?

Entrevista - Paul Slovic (exclusivo on-line): Como conviver com o risco


Seguros: Desempregado, mas com as contas em ordem

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Natal (exclusivo on-line): As boas compras

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Noticiário econômico: Aprenda com eles a ficar frio

Crises: Minidicionário para entendê-las

Auto-avaliação: Teste sua inteligência financeira

   
   
 

IMPOSTOS

Não deixe o Leão esmagar
seus ganhos

O que fazer legalmente para
pagar menos imposto em 2003

Por Juliana Almeida


Evandro Luiz


Para a maioria dos brasileiros, imposto de renda é assunto para encarar só depois do Carnaval. Mas quem tratar dele com antecedência terá mais tempo para tomar decisões que podem garantir um desembolso menor ou uma restituição maior no ano que vem. Lançar mão dos recursos legais para pagar menos imposto exige certo planejamento. Muitas das providências têm de ser tomadas até o final do ano a declarar. "A experiência mostra que o planejamento tributário pode propiciar uma redução de 45%, em média, do imposto a pagar", afirma Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), de Curitiba. Abaixo, o que pode ser feito para pagar menos imposto de renda em 2003:

Contribuir para um plano de previdência privada
No fim do ano, muitos bancos fazem propaganda dizendo
que ter um plano de previdência é o melhor recurso para pagar menos imposto. Quem entrar num plano até dezembro poderá aproveitar, na declaração de 2003, o benefício fiscal que esses planos oferecem. Mas como é que isso funciona? Quem tem seguros como o Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) ou o Fundo de Aposentadoria Programável Individual (Fapi) pode usar as contribuições para diminuir o imposto a pagar – até o limite máximo equivalente a 12% de sua renda bruta anual. Um exemplo: quem ganha 100 000 reais por ano pode deduzir até 12 000 reais de sua base de cálculo. Com isso, o imposto será computado sobre um valor menor (88 000 reais, no caso). Atenção: quem opta pela declaração simplificada e se beneficia do desconto-padrão de 20% não tem como se valer da redução da previdência privada.

Compensar perdas em aplicações financeiras
Quem obteve bons retornos num fundo de investimento e prejuízo em outro fundo, e se ambos forem administrados pela mesma instituição financeira, tem como pagar menos IR. A instituição financeira pode fazer a compensação de modo que se pague imposto apenas sobre o lucro do primeiro investimento subtraído do prejuízo do segundo investimento. A compensação só pode ser feita até dezembro do ano seguinte à realização do prejuízo. O BankBoston, o HSBC, o Citibank, o Opportunity e o Itaú, por exemplo, já oferecem esse sistema de compensação. Consulte seu gerente.

Usar melhor as deduções com saúde, educação e pensão alimentícia
Só vale para quem declara no formulário completo. Algumas despesas médicas não podem ser deduzidas. É o caso de gastos com remédios e enfermeiros. Mas se esses gastos forem embutidos na conta do hospital eles passam a ser dedutíveis. O transporte escolar não pode ser abatido. Passa a ser se for embutido na mensalidade do colégio. Um outro caso se refere ao casal separado ou divorciado em que o cônjuge que fica com a guarda judicial do(s) filho(s) recebe pensão. Como se sabe, quem paga pensão pode deduzi-la integralmente em sua declaração. Por isso, os especialistas sugerem que, ao se separar, o casal faça um acordo em juízo para que os gastos com instrução e com saúde sejam incluídos no valor da pensão. Isso pode representar uma grande vantagem, pois permite escapar do limite de desconto de despesas com a escola dos filhos, fixadas para cada um em 1 998 reais por ano.

Autônomos e profissionais liberais podem abrir empresa ou fazer o livro-caixa
Para quem presta serviços como pessoa física, o imposto chega a 27,5% sobre os ganhos. De acordo com contadores e advogados, ao abrir uma firma, a carga tributária poderá cair para algo entre 10% e 15%. "Mas antes de tomar qualquer decisão é preciso fazer as contas, pois dependendo da renda média mensal e dos gastos com contador pode não ser um bom negócio", afirma Valdir Amorim, especialista em legislação do imposto de renda da IOB Thomson, empresa de consultoria tributária.

Se, ao fazer os cálculos, a pessoa chegar à conclusão de que abrir uma empresa não compensa, há outra opção: fazer um livro-caixa. Nele, devem-se registrar todas as despesas ligadas ao trabalho: aluguel do escritório/consultório, luz, água, condomínio, transporte, pagamento de funcionários e compra de equipamentos. As despesas totais podem ser abatidas mensalmente das receitas obtidas. E se os gastos forem superiores aos rendimentos, eles podem ser deduzidos das receitas do mês seguinte, processo que deve ser feito até o último mês de cada ano. Com isso, paga-se muito menos imposto, já que a renda refletirá a real situação do negócio e não uma arrecadação fictícia.

Constituir uma empresa para receber aluguel
Como no caso anterior, a carga tributária pode cair de 27,5% para algo em torno de 10% a 15% para quem abre uma firma de administração para receber aluguéis. Nesse caso, também é necessário analisar a renda mensal e os gastos com contador, cartório e burocracia.

Sócios devem trocar o pró-labore por distribuição de lucros
Normalmente, os sócios de uma empresa recebem a remuneração por meio de uma quantia fixa mensal, denominada pró-labore. Ela funciona como um salário. Nesse caso, a tributação pode ser de até 27,5% sobre o valor, mais os 20% do INSS. Para ficarem livres desses valores, os sócios podem ser remunerados por meio de uma divisão dos lucros. A distribuição de lucros é isenta de imposto tanto na fonte quanto na declaração do ano. Esse recurso só pode ser utilizado, porém, se estiver previsto no estatuto da empresa.

 
 
       
         
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