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Aposentado ainda jovem
e com dinheiro

Como escolher um plano de previdência privada e calcular
os valores das contribuições mensais e da renda vitalícia

Maurício Oliveira


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Quem planeja comprar um plano de previdência privada – um tipo de investimento para garantir uma aposentadoria confortável e a qualidade de vida na terceira idade – pode começar a viagem pela internet. As principais empresas do setor oferecem um serviço simples e interativo para que os interessados façam simulações e calculem o valor das contribuições mensais e quanto vão receber no futuro, como renda vitalícia. Para isso, basta fornecer os dados básicos do interessado, particularmente a idade atual e o ano em que pretende aposentar-se. Imaginar-se vinte ou trinta anos à frente é divertido, mas o exercício deve funcionar apenas como referência inicial e nunca como o principal critério para a escolha do plano, segundo explicam os especialistas no assunto. Trata-se de uma estimativa, não uma promessa de ganho com exatidão aritmética. O gráfico que ilustra estas duas páginas da reportagem foi montado com base em uma simulação detalhada na internet e vale ser conferido como ponto de partida.

"Por se tratar de um investimento de longo prazo, um dos fatores mais importantes no momento de optar por um plano de previdência privada é a confiança na solidez da instituição", ressalta o economista Uriel de Magalhães, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, e integrante de um centro de pesquisa especializado no assunto. Essa análise deve levar em conta o porte e a tradição da empresa e o peso do associado estrangeiro, quando houver. Também é importante comparar as condições oferecidas pelos planos, com atenção especial a dois itens: a taxa de administração, que é cobrada periodicamente sobre o montante investido e costuma variar de 1% a 3,5%, e a taxa de "carregamento", aquela que é descontada de cada uma das contribuições e pode ir de zero a 5%.

Com tantas variáveis, a escolha torna-se, sem dúvida, complexa. Há, no entanto, um consolo: ela não é definitiva. Uma das novidades trazidas pelo Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL), modalidade lançada em 1998 que logo se transformou na mais procurada do mercado, foi a possibilidade de transferir os recursos de uma empresa para outra. Como o desempenho dos planos é divulgado diariamente em jornais especializados em economia, basta acompanhar o mercado para definir se vale a pena migrar para o concorrente.

Com o objetivo de tornar a previdência privada mais atraente para os ressabiados consumidores brasileiros, habituados às reviravoltas econômicas anteriores ao Plano Real, as modalidades existentes passaram a permitir o saque de toda a verba depositada já no período de contribuição. Os consultores alertam, no entanto, que sacar esse dinheiro diante da primeira emergência é um péssimo negócio. Quem faz a retirada depois de poucos meses de contribuição corre sério risco de ficar no prejuízo, já que na saída do capital há desconto do imposto de renda. O investimento só vale a pena se o capital for mantido por longo prazo. Nesse caso, a mordida do Leão ocorre depois de anos e anos de rendimento. "Um plano de previdência tem a missão específica de possibilitar que o padrão de vida seja mantido depois da aposentadoria. Para outros objetivos há investimentos mais apropriados", afirma o advogado Antonio Penteado Mendonça, de São Paulo.

 
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Site com duas áreas úteis sobre previdência privada: dúvidas mais freqüentes e simulador. Após fornecer alguns dados, o visitante tem na tela do computador uma comparação de preços entre seguradoras.