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Renato Chaui
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Luciano
Huck
Apresentador de TV, 30 anos
"O
que eu gosto de fazer com dinheiro é viajar, investir em
coisas novas e comprar imóveis. Tento guardar 30% do que
ganho por mês. Vim de uma família de classe média
alta. Morei com meus pais até os 5 anos. Depois eles se separaram
e vivi com minha mãe até os 20. Eles me ensinaram
a dar valor ao dinheiro. Nunca fui esbanjador, mas também
não sou neurótico. Quero ter dinheiro suficiente para
fazer tudo aquilo de que gosto e não ficar na vontade. No
começo, quando precisei de empréstimo, pedi a meu
pai e ao Andrea Calabi, namorado de minha mãe. Consegui pagar
sem problemas, mas reconheço que eles foram mais generosos
que o FMI."
Adi Leite
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Ana
Moser
Ex-jogadora de vôlei, 33 anos
"Comecei
a ganhar dinheiro aos 16 anos, quando saí de casa e virei
dona de mim. Fui uma das pioneiras no vôlei a criar uma empresa
para trabalhar a imagem. A primeira coisa que comprei com meu dinheiro
foi um carro usado em sociedade com minha irmã. Nunca fui
consumista, sempre poupei. Quando jogava, eu preferia comprar imóveis
a deixar dinheiro no banco. Hoje invisto em fundos de renda fixa
e na minha empresa, que é dona de três escolinhas de
vôlei, uma em São Paulo e duas em Blumenau. Se tenho
dúvida sobre investimento, pergunto ao gerente do banco.
Sempre fiz bons negócios. Não tenho do que reclamar,
mas já levei tombos de alguns times que não me pagaram."
Claudia Sanz
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Marcelo
Madureira
Humorista
do Casseta & Planeta, 43 anos
Eu
tenho um lema: nunca se pode pôr todos os ovos na mesma cueca.
Meu princípio é: para cada real que ganho, tento economizar
outro. Nem sempre dá. Antes de ser humorista, trabalhei no
BNDES. Sou formado em engenharia de produção, mas
especializei-me em planejamento. Desde os 17 anos comprava ações.
Fui muito influenciado por meu pai, que trabalhou no setor financeiro.
Na época do BNDES cheguei a administrar um fundo de ações
do qual participavam meus colegas de banco. Isso me deixou muito
estressado. Hoje, só leio os jornais de economia por hobby.
Larguei tudo porque o humorismo é muito melhor. Agora só
dou conselhos aos colegas que me pedem. Tornei-me moderado em matéria
de investimentos. Sobre dinheiro, meu pai já dizia: não
se deve gastar mais do que se ganha.
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Rogerio Montenegro

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Suzana Alves (Tiazinha)
Artista, 23 anos
"Eu era muito consumista, mas de dois anos para cá
mudei. Estou mais organizada, não compro mais nada a prestação.
Vim de uma família simples. O sucesso estourou aos 18 anos.
De repente ganhei um bom dinheiro e quis ter de tudo. Comprei aquilo
que queria, carro, casas. Agora sosseguei e estou ótima.
Penso mais em guardar. Invisto em salas comerciais e outros imóveis
para alugar. Meu empresário é economista e cuida de
meus bens. Por orientação dele, também aplico
em renda fixa e CDBs. Não invisto na bolsa para não
correr o risco de perder. Já me convidaram para ser sócia
de vários negócios, mas nunca aceitei. Já tenho
muita coisa de que cuidar em minha carreira."
Angel Mora
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Bibi
Ferreira
Atriz, 80 anos
"Levo
uma vida pacata financeiramente. Sou muito caseira, o que é
bom porque é econômico. Tenho cartão de crédito,
mas uso pouquíssimo. Não sou apaixonada por pequenos
vícios, como ir a restaurante ou dar festinhas, coisas que
levam o dinheiro. Gosto de ter o conforto de minha casa sem grandes
luxos. Meu pai nunca me ensinou nada a respeito de dinheiro. Ele
teve grandes fortunas, mas perdeu tudo. Se eu tivesse muito dinheiro,
investiria no mercado imobiliário. Só acredito em
três coisas: circulação de sangue, circulação
do dinheiro e circulação de imóveis. Tenho
horror a empréstimo. Na única vez em que precisei,
para pagar o prejuízo de um incêndio no teatro, trabalhei
tanto que fiquei doente. Pensei que era uma lesão, mas o
médico disse que meu problema era outro: dívidas demais."
Claudio Rossi
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Jairo
Bouer
Psiquiatra e apresentador da MTV, 35 anos
"Gasto
boa parte de meu dinheiro em viagens. O que sobra eu guardo. Sempre
trabalho com uma margem de segurança. Há três
anos venho economizando. Estou em dúvida sobre o que fazer.
Não sei se compro um apartamento, para sair do aluguel, ou
se deixo o dinheiro aplicado para aproveitar a rentabilidade dos
fundos de renda fixa, que estão em alta. É
a primeira vez que economizo pensando em comprar um imóvel.
As
outras vezes que guardei dinheiro usei para trocar o carro. Se tivesse
filhos, eu os aconselharia a não dar o passo maior que a
perna. É bom economizar, mas não se deve deixar de
fazer as coisas de que gostamos por causa de dinheiro. Sou econômico,
mas não muquirana."
J.M. Ricardo
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Tony
Ramos
Ator, 53 anos
"Trabalho
há quarenta anos e sempre administrei minhas finanças
desde o tempo em que tinha de contar os tostões do
ônibus para ir trabalhar na TV Tupi. Já nessa época
comecei a aplicar dinheiro em caderneta de poupança. Mesmo
pagando pouco, acho que é mais segura. Nunca tive problemas,
a não ser no Plano Collor, quando perdi os últimos
dois salários que havia recebido do teatro e da televisão.
Também gosto de investir em imóveis. Houve época
em que apliquei em ações. Acho um bom negócio
a longo prazo. Sou conservador porque é difícil para
um ator contar com remuneração fixa. Há períodos
em que você fica até seis meses sem renda."
Lailson Santos
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Serginho
Groisman
Apresentador de TV, 51 anos
"Sou muito desorganizado com as contas. Já me
convidaram para ser sócio de restaurante, mas recusei porque
não tenho a mínima condição. Já
fui síndico do prédio onde morava. O resultado foi
uma catástrofe. Pedi demissão para o bem do condomínio.
Para não pagar multa nas contas, deixo-as em débito
automático. Por ser desligado, perdi um carro. Era um Fusca
branco que foi guinchado e ficou no pátio do Detran. Havia
tanta taxa atrasada que era melhor comprar um carro novo. Não
quero viver para ganhar dinheiro, e sim ganhar dinheiro para viver.
Sempre fui e quero continuar assim. Por isso não tenho outros
negócios que não seja o programa de televisão."
Cida Souza
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Boris
Casoy
Jornalista, 60 anos
"Aprendi
a lidar com dinheiro na adversidade. Perdi meu pai aos 13 anos e
passei por momentos muito difíceis. Como
já tive de pedir empréstimo, sou tolerante com as
pessoas que às vezes não conseguem pagar suas dívidas.
Nessas horas eu lembro de mim mesmo. Por tudo que passei quando
era jovem, tornei-me conservador em relação ao dinheiro,
mas não sou pão-duro. Uso cartão de crédito
somente em viagens e
fico longe do cheque especial. Confiro sempre meu extrato, mas não
sei exatamente quanto reservo para investimentos. Aplico em fundos
DI e imóveis, que me dão segurança.
Quanto
aos negócios, meu conselho é fazer como eu faço:
seja
desconfiado e não aceite acordo verbal."
Andrea Marques
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Gustavo
Borges
Nadador, 28 anos
"Minha
maior preocupação com dinheiro é conseguir
manter o mesmo padrão de vida que tenho hoje. Vejo minha
carreira de nadador quase terminando e tenho de me preparar para
outras atividades no futuro, depois das Olimpíadas de 2004.
Hoje sou sócio de um bar na Vila Olímpia e de uma
escola de inglês, ambos em São Paulo. Tudo o que venho
guardando é para ter um negócio com meu nome. Meu
interesse maior é ter uma academia de natação.
Sou conservador na hora de investir. Hoje eu consigo uma boa renda
com o aluguel de um imóvel que tenho em São Paulo.
Quero ensinar meu filho a administrar bem o dinheiro. A pior coisa
é você ter de viver pensando no mês seguinte."
Sergio Pedreira
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Alessandra
Negrini
Atriz, 31 anos
"Herdei
de meus pais um comportamento não-consumista, que tento passar
para meu filho. Talvez por isso saiba administrar meu dinheiro de
forma equilibrada: não sou pão-duro, mas também
não saio por aí gastando. Meu maior investimento até
agora foi na compra do apartamento em que moro, no Rio de Janeiro.
Acho que me falta ousadia para investir em ações,
por exemplo. Guardo meu dinheiro em um fundo de renda fixa porque
sei que é menos arriscado. Em matéria de finanças
até que sou organizada. Mas conto sempre com a ajuda do gerente
do banco. Ele me avisa quando há dinheiro disponível
para investir. Já pensei em abrir um negócio próprio,
na área de lazer, mas tenho medo de arriscar e perder tudo.
Na minha profissão não dá para bobear. É
sempre bom ter um dinheiro guardado."
Alexandre Marchetti
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Aracy
Balabanian
Atriz, 61 anos
"Em
1994, meu apartamento no Rio pegou fogo. Fiquei só com a
roupa do corpo. Minhas jóias e meus dólares foram
queimados. Nem seguro do imóvel eu tinha. Graças a
meu trabalho e a bons amigos, consegui reconstruir minha vida. Não
precisei tomar empréstimo em banco, só com amigos.
Tenho uma geladeira que se chama Marieta Severo e um frigobar que
batizei de Cláudia Raia. Gosto de viajar, continuo comprando
jóias, perfumes e coisas de casa. Hoje tenho seguro para
tudo. Já estou adquirindo meu terceiro apartamento. Também
tenho um pouco de dinheiro em fundos de renda fixa e caderneta de
poupança. Investimento mesmo eu faço nos espetáculos
que produzo. Esse é o sucesso que importa."
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