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Como os
famosos cuidam do dinheiro
A
riqueza veio rápido e fácil, em alguns casos, mas
eles se
preocupam em não torrar dinheiro. Vinte e um famosos contam
aqui como fazem para que eles e suas fortunas não se separem

Flavia
Sanches
Antonio Milena
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Hortência
Ex-jogadora de basquete, 42 anos
" Como
jogadora sempre tive casa, comida e roupa lavada. Fui muito mal-acostumada.
O dinheiro que recebia eu guardava. Quando era casada, quem cuidava
das finanças era meu marido. Agora que estou separada quero
aprender a administrar meu dinheiro. Mas nunca vou investir na bolsa
de valores porque não entendo absolutamente nada. Prefiro
coisas mais seguras. Quando comecei a jogar, investia em imóveis.
A primeira coisa que comprei com meu salário foi a casa de
meus pais. Hoje eu tenho plano de previdência privada, aplico
em fundos de renda fixa e CDBs. Sobrou dinheiro, eu invisto sempre."
Fernando Lemos/Strana
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Fernanda
Montenegro
Atriz, 71 anos
"Meu
marido e eu sempre tivemos uma casa bem administrada, dentro de
nossas posses. Passamos por fases de champanhe e caviar e por fases
de guaraná e mortadela. Nossa profissão é muito
instável. Vivemos do teatro. Cinema paga pouco e televisão
é algo esporádico. Hoje em dia tenho secretária,
uma produtora e um escritório que ajuda a administrar nossa
vida profissional. Essa retaguarda é indispensável
para lidar com um sistema tributário sofisticadíssimo
e complicado. Além dos espetáculos e da empresa, aplicamos
nosso dinheiro em caderneta de poupança. Nunca me arrependi.
Temos nosso próprio teto e um sítio que, há
muitos anos, é nosso refúgio. Não penso em
previdência privada, mas temos um ótimo plano de saúde."
Renata Ursaia
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Chiquinho
Scarpa
Playboy, 50 anos
"Sou
conservador para investir prefiro imóveis e
não corro riscos nos negócios. Uma vez já me
ofereceram sociedade na criação de elefantes para
circo. Recusei. Nas coisas pessoais sou mão-aberta. Os tecidos
de meus ternos vêm de Paris. Custam 4 000 reais depois de
prontos. Mesmo assim, isso é a metade do que cobra a Daslu
por uma roupa igual. Sou irresponsável apenas com as namoradas
gasto mesmo. Em casa, porém, não esbanjamos.
Quem administra meus gastos é a Sílvia, que está
comigo há trinta anos. Sei quanto ganho e quanto posso gastar.
Confiro meu saldo diariamente. A única coisa que comprei
a prazo foi uma Mercedes, quando eu tinha 17 anos. Dei como entrada
o Fusca que ganhei de meu pai na época. Foi a primeira coisa
que comprei com meu salário."
Mario Rodrigues
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Robert Scheidt
Iatista, 28 anos
"Dependo
exclusivamente de meus patrocinadores para viver. O esporte que
pratico dá troféus, mas não dá cheques.
São raros os torneios que oferecem prêmios em dinheiro,
e mesmo assim o valor máximo não passa de 1 000 dólares.
Por isso me preocupo e tento economizar para o futuro, pois sei
que a carreira de um atleta de alto nível não é
muito longa. Nunca pedi empréstimo. Prefiro pagar à
vista. Sou comedido nos gastos, acho que por herança de uma
família de origem alemã. Gasto com os equipamentos
que uso e as viagens ao exterior, que agora ficaram mais caras.
Já investi na bolsa de valores, mas hoje prefiro não
arriscar. Até agora morei com meus pais. Acabo de comprar
um apartamento, que estou terminando de mobiliar."
Leo Feltran
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Costanza
Pascolato
Consultora de moda, 62 anos
"Dinheiro não é minha maior preocupação,
mas preciso dele para ter segurança. Sou uma mulher dos anos
30, casei nos anos 60. Estava dependente até bem pouco tempo
atrás. Fiquei viúva e fui cuidar de minha vida. Gosto
de guardar dinheiro. O que eu tenho, além das ações
de minha empresa, está na poupança e em fundos de
perfil conservador. É uma coisa sagrada, a que só
minhas filhas têm acesso. O melhor dinheiro que empreguei
foi em meu apartamento, em São Paulo, que é bacanérrimo.
Para falar a verdade, não sei o que é um bom investimento.
Há vinte anos estou com o mesmo pé-de-meia, só
que minha vida melhorou. Comparo minhas finanças a um balde
que tem um furinho no fundo. Sempre vai ficar do mesmo jeito."
João Raposo
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Raul
Cortez
Ator, 70 anos
"Gente
pão-duro não faz meu gênero. Sou mão-aberta
em tudo, mas nunca compro o supérfluo. Só o que é
necessário e o que me dá prazer. Procuro guardar o
que posso para construir um patrimônio. Quero deixar algo
para minhas filhas e netas. Meus investimentos são diversificados:
imóveis, fundos, CDBs e um pouco de ações.
De forma geral sou organizado. Tenho uma secretária que me
ajuda a administrar as contas. Sempre recebo relatórios semanais
e mensais. Peguei empréstimo uma vez para comprar um imóvel.
No final, acho que tive de pagar ao banco três vezes o valor
da casa. Foi um sufoco. Pensei que não ia conseguir. Quando
quitei a dívida, comprei uma garrafa de champanhe e a esvaziei
sozinho."
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