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O longo prazo é o prazo
A
estabilidade do real permitiu que se confrontasse com
mais precisão o rendimento das aplicações oferecidas
pelo
mercado. Lucrou mais quem olhou para o futuro
Edson
Pinto de Almeida

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"Uma
grande vantagem da moeda estável é que as pessoas
físicas podem escolher a forma mais adequada de cuidar do
próprio dinheiro num prazo maior", resume o economista Julius
Haupt Buchenrode, diretor de produtos de investimentos do Citibank,
em São Paulo. Esquecer a cultura inflacionária dos
80% mensais de 1990 e olhar o futuro além do dia seguinte
faz parte de um aprendizado difícil para muitos. Antes, era
preciso aplicar o dinheiro para não perder, tal era a velocidade
de corrosão do poder de compra. A estabilidade econômica
permitiu que os investidores tivessem uma idéia mais clara
não apenas das perdas, mas das possibilidades reais de lucro
futuro. Antever com mais precisão o desempenho dos investimentos
no longo prazo tornou-se instrumento poderoso, como mostra a tabela.
Ilustração
Alex Akermann
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O sobe-e-desce dos índices, ao sabor dos acontecimentos externos,
é um motivo a mais para fazer da poupança um hábito.
"O primeiro passo é pagar as dívidas e depois formar
um colchão de liquidez, economizando, se possível,
o equivalente a seis meses do salário", ensina Mauro Halfeld,
professor da Universidade Federal do Paraná e autor do livro
Como Administrar Melhor Seu Dinheiro. Na hora de escolher
em que investir, os especialistas recomendam que cada pessoa avalie
o rendimento de acordo com os objetivos de vida. Por esse raciocínio,
alguém que está para se aposentar não deve
investir na bolsa de valores, mas uma pessoa com 35 anos que tenha
aposentadoria planejada para os 60 anos pode fazer um Plano Gerador
de Benefícios Livres (PGBL) com perfil arrojado de investimento.
Nas mais diversas circunstâncias, quem faz aplicações
tendo em vista um período de longo prazo tem maior chance
de retorno mais consistente. "Quem guardou dinheiro sistematicamente
de 1994 para cá multiplicou por dez seu patrimônio",
afirma Eduardo Figueiredo de Freitas, economista-chefe do Unibanco.
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