Carta ao leitor
 

Um guia para um mundo em mutação

Momento
  econômico
  Seu dinheiro numa economia de guerra
Investimentos
  O longo prazo é o prazo
Educação
  Programe as despesas com a faculdade de seu filho
Infância
  As primeiras lições para a vida financeira
Entrevista
  Robert Kiyosaki: vocação para a riqueza
Estilo
  Os famosos ensinam a cuidar bem do dinheiro sem torrar
Aposentadoria
  A vida mansa que a previdência privada proporciona
Internet
  As próximas mudanças do banco on-line
Empréstimos
  Fuja das dívidas e... viva mais feliz
Cotidiano
  ABC do cheque: como é o dinheiro que você mesmo assina
Casa própria
  Os conselhos dos corretores para um bom negócio
Imóveis
  Tenha uma multinacional como inquilino
Extravagâncias
  Os luxos e seus preços
Plano de saúde
  Um roteiro para você escolher bem o seu
Vida conjugal
  Quando o casamento vira uma guerra de cifrões
Automóvel
  As delícias de um carro zero-quilômetro
Seguro de carro
  Não quebre a cara em contratos obscuros
Serviços
  domésticos
  São eles mesmos: o eletricista, o encanador, o pedreiro...
Justiça
  50 direitos que poucos conhecem
Leitura
  Cinco livros para aprender a lidar com a grana
Teste
  Que tipo de investidor é você?
 
     
 

O longo prazo é o prazo

A estabilidade do real permitiu que se confrontasse com
mais precisão o rendimento das aplicações oferecidas pelo
mercado. Lucrou mais quem olhou para o futuro

Edson Pinto de Almeida


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Ouça a entrevista com Mauro Halfed, autor do livro Como Administrar o Seu Dinheiro
  Para quem já tem reserva de emergência, qual é o melhor investimento?
O que é melhor: curto ou longo prazo?
A estabilidade da moeda favorece o lucro?

"Uma grande vantagem da moeda estável é que as pessoas físicas podem escolher a forma mais adequada de cuidar do próprio dinheiro num prazo maior", resume o economista Julius Haupt Buchenrode, diretor de produtos de investimentos do Citibank, em São Paulo. Esquecer a cultura inflacionária dos 80% mensais de 1990 e olhar o futuro além do dia seguinte faz parte de um aprendizado difícil para muitos. Antes, era preciso aplicar o dinheiro para não perder, tal era a velocidade de corrosão do poder de compra. A estabilidade econômica permitiu que os investidores tivessem uma idéia mais clara não apenas das perdas, mas das possibilidades reais de lucro futuro. Antever com mais precisão o desempenho dos investimentos no longo prazo tornou-se instrumento poderoso, como mostra a tabela.


Ilustração Alex Akermann


O sobe-e-desce dos índices, ao sabor dos acontecimentos externos, é um motivo a mais para fazer da poupança um hábito. "O primeiro passo é pagar as dívidas e depois formar um colchão de liquidez, economizando, se possível, o equivalente a seis meses do salário", ensina Mauro Halfeld, professor da Universidade Federal do Paraná e autor do livro Como Administrar Melhor Seu Dinheiro. Na hora de escolher em que investir, os especialistas recomendam que cada pessoa avalie o rendimento de acordo com os objetivos de vida. Por esse raciocínio, alguém que está para se aposentar não deve investir na bolsa de valores, mas uma pessoa com 35 anos que tenha aposentadoria planejada para os 60 anos pode fazer um Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) com perfil arrojado de investimento. Nas mais diversas circunstâncias, quem faz aplicações tendo em vista um período de longo prazo tem maior chance de retorno mais consistente. "Quem guardou dinheiro sistematicamente de 1994 para cá multiplicou por dez seu patrimônio", afirma Eduardo Figueiredo de Freitas, economista-chefe do Unibanco.

 

 
 
 

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