Carta ao leitor
 

Um guia para um mundo em mutação

Momento
  econômico
  Seu dinheiro numa economia de guerra
Investimentos
  O longo prazo é o prazo
Educação
  Programe as despesas com a faculdade de seu filho
Infância
  As primeiras lições para a vida financeira
Entrevista
  Robert Kiyosaki: vocação para a riqueza
Estilo
  Os famosos ensinam a cuidar bem do dinheiro sem torrar
Aposentadoria
  A vida mansa que a previdência privada proporciona
Internet
  As próximas mudanças do banco on-line
Empréstimos
  Fuja das dívidas e... viva mais feliz
Cotidiano
  ABC do cheque: como é o dinheiro que você mesmo assina
Casa própria
  Os conselhos dos corretores para um bom negócio
Imóveis
  Tenha uma multinacional como inquilino
Extravagâncias
  Os luxos e seus preços
Plano de saúde
  Um roteiro para você escolher bem o seu
Vida conjugal
  Quando o casamento vira uma guerra de cifrões
Automóvel
  As delícias de um carro zero-quilômetro
Seguro de carro
  Não quebre a cara em contratos obscuros
Serviços
  domésticos
  São eles mesmos: o eletricista, o encanador, o pedreiro...
Justiça
  50 direitos que poucos conhecem
Leitura
  Cinco livros para aprender a lidar com a grana
Teste
  Que tipo de investidor é você?
 
     
 

Leia trechos do livro Guia Valor Econômico de Finanças Pessoais

O que é risco?

É a possibilidade de você não conseguir atingir seus objetivos de investimentos

O prazo de seu investimento é um item importante a ser considerado quando você estiver avaliando o risco de sua aplicação. Se você tem tempo, as aplicações de maior risco tendem a dar uma rentabilidade mais atraente do que aplicações conservadoras. Já opções muito conservadoras, como a caderneta de poupança, podem, no longo prazo, levá-lo a perder dinheiro.

Todo ativo, seja uma ação, seja um contrato que embute uma taxa de juro, tem um valor pelo qual pode ser negociado no mercado. Esse valor varia periodicamente. Quanto mais variar o valor desse ativo, mais riscos ele contém. Essa é uma das medidas mais eficientes de risco de uma aplicação, e, no jargão do mercado, essa oscilação do retorno de cada ativo é chamada volatilidade. Como a oscilação das taxas de juro é menor do que a oscilação do preço das ações,dizemos que as aplicações de renda fixa são mais seguras do que os investimentos em ações. Essa oscilação de preços é denominada risco de mercado.

Quando aplicamos em renda fixa, corremos ainda o risco de o emissor do papel não honrar o pagamento do título na data de vencimento. Esse risco de inadimplência é conhecido como risco de crédito. Os emissores podem ser empresas, bancos privados ou públicos ou mesmo governos de diferentes países. No mercado brasileiro, os papéis emitidos pelo governo federal são considerados como os de menor risco de crédito. No mercado internacional, os papéis de menor risco de crédito são os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Como medir o risco que estou correndo?
Acompanhando a volatilidade histórica de cada mercado

Os riscos podem ser quantificados, e hoje em dia há muito avanço tecnológico nesse setor. Modernos softwares de gerenciamento de riscos estão ligados nos computadores dos administradores de recursos e dos grandes investidores. Um dos mais utilizados atualmente é o Value at Risk, ou VAR, que mede a probabilidade de perda de determinada aplicação em diversos cenários adversos da economia. 0 VAR, usado por gestores de investimento, é um modelo estatístico que consegue prever a perda máxima de uma carteira, com 95% de probabilidade de acerto, quando as condições de mercado forem desfavoráveis a suas aplicações.

Quais são as aplicações mais arriscadas?
As aplicações que você não conhece são as de maior risco

Nunca entre num mercado sem antes conhecer seus riscos. Saiba que todo investimento embute uma dose de risco, portanto, não sossegue até estar convencido de que tem consciência dos riscos do mercado no qual você está investindo. Para avaliar corretamente o risco, esqueça a rentabilidade da aplicação específica que você está avaliando. Rentabilidades extremamente altas podem seduzi-lo e fazê-lo ficar generoso quanto ao nível de risco que está disposto a correr. Em momentos de crise, contudo, suas chances de se desesperar são maiores. Pergunte qual a perda máxima que determinada aplicação pode lhe dar. A resposta vai lhe ajudar a saber se você está ou não preparado para aquele investimento.

 

JOGO RÁPIDO

O risco da Bolsa é a oscilação de preços das ações.
Na renda fixa prefixada há risco de crédito e de subida nas taxas de juro.
Na pós-fixada, apenas o risco de crédito. Na poupança, os riscos são: a quebra do banco e perda do poder de compra no longo prazo, pois seu rendimento às vezes não acompanha a inflação.