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Em busca de diversãoSeis
anos depois de lançado o
primeiro Usar remédios contra disfunção erétil para aumentar o vigor sexual eis o que muitos homens estão fazendo, principalmente os mais jovens. Os mais usados são à base de sildenafil (Viagra é a marca mais famosa deles), tadalafila (Cialis) e vardenafil (Levitra). O mecanismo de ação é bastante semelhante: relaxam a musculatura do pênis, aumentando o aporte de sangue ao órgão, o que leva à ereção. Essas pílulas só funcionam se houver desejo. Não são indutoras de ereções e, sim, potencializadoras. Estima-se que um em cada dez brasileiros tenha algum grau de disfunção erétil. O problema é mais comum entre homens com idade ao redor dos 50, 55 anos. No que se refere ao uso recreativo dos medicamentos, um dado revelador é o número fornecido pelas maiores redes de farmácias: estima-se que um terço dos compradores sejam jovens com cerca de 30 anos. Nessa fase da vida, a probabilidade de um homem ter de recorrer a esse tipo de artifício para desfrutar os prazeres de uma noite de amor é inferior a 25%. Quem não sofre de impotência não terá ereções mais poderosas e duradouras com o Viagra. O único efeito é a diminuição e olhe lá do tempo entre uma ereção e outra. Ou seja, o sujeito tende a se recuperar mais rapidamente de uma relação e, em pouco tempo, estar pronto para outra. Esse efeito, no entanto, é muito mais psicológico do que físico, já que a simples ingestão do remédio pode deixar o homem mais "animado" para o sexo. "O uso repetido desse tipo de medicamento mascara questões emocionais delicadas", diz o urologista Celso Gromatzky, do Hospital das Clínicas, de São Paulo. Entre elas estão, por exemplo, a vergonha do tamanho do pênis, o medo de não ter ereção ou de não conseguir satisfazer a parceira. Nesses casos, o uso dos comprimidos antiimpotência pode atrapalhar ainda mais. O usuário começa a pensar que, sem o "aditivo", não será capaz de manter uma relação sexual satisfatória e que a mulher não ficará satisfeita com sua performance. Ele acaba, então, entrando numa espécie de círculo vicioso. Se não tem o comprimido ao alcance, não faz sexo, não consegue manter relações sem a pílula e por aí vai. O engenheiro Paulo Garcia, de 34 anos, foi uma vítima desse vício. Ele namorou uma mulher por sete anos e conta que, com o tempo, o sexo começou a ficar "caseiro demais". Ao desabafar com um amigo, ouviu dele a sugestão de experimentar Viagra. "Na primeira vez, não aconteceu nada", diz. "A transa continuou morna e só aconteceu porque minha namorada se esforçou muito." O engenheiro só começou a sentir algum efeito quando tomou o remédio e teve relação com uma outra parceira, que não sua namorada. "Tive mais ereções do que estava acostumado. Mas não sei dizer se foi por causa do remédio ou por causa da excitação de estar na cama com uma mulher diferente." O fato é que, depois disso, Garcia ficou alguns meses sem ter coragem de fazer sexo sem a pílula. O caso do engenheiro é, segundo especialistas, clássico. Como havia algum tempo ele vivia uma relação desgastada, seu desejo ficou comprometido. Muito provavelmente, Garcia teria todas as condições de recuperar o entusiasmo sexual sem apelar para medicamento nenhum. Mas, ao contrário disso, preferiu a "muleta psicológica" do remédio. E, pior, ficou dependente dela.
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