Carta ao leitor
Apresentação
Nutrição
A guerra dos sexos
A palavra é delas
Os cuidados básicos com a barba e o cabelo
Em busca de uma pele mais saudável e sem muitos pêlos
Entrevista: Mark Simpson
Famosos contam como cuidam da aparência
A convivência com a ex-mulher
A família antiga e a nova família
Estratégias para a conquista amorosa
A etiqueta do dia seguinte
Famosas contam como foram tratadas no dia seguinte ao primeiro encontro
Até onde o prazer da mulher depende do homem
Os "brinquedinhos eróticos" que podem agradar a ela
O uso recreativo dos comprimidos antiimpotência
Quando uma mulher é o melhor amigo de um homem
O clube dos motoqueiros cinquentões
A cozinha como parque de diversões masculino
Carne de caça
O homem que mora sozinho e sua empregada
Trabalho
Festa
Entrevista: Ricardo Almeida
Relógios
  

Com todo prazer

Metade das mulheres reclama de algum tipo
de disfunção sexual. A queixa mais comum
é a falta
de desejo – mas o parceiro pode
ajudá-la a superar o problema

Desde que o prazer sexual feminino deixou de ser tabu, homens e mulheres procuram incansavelmente os caminhos da satisfação plena. As promessas de orgasmos múltiplos e simultâneos desafiam os homens e fazem das mulheres eternas credoras. O sexo masculino está obcecado pelo prazer feminino – como se o atestado de sua masculinidade dependesse única e exclusivamente da satisfação de sua parceira na cama. Mas até onde o prazer delas depende deles? "A responsabilidade pelo prazer feminino é inteiramente da mulher", diz a psicóloga Jussânia Oliveira, do Instituto Paulista de Sexualidade. "É ela que deve explorar a sua própria sexualidade, observar os sinais que o corpo dá e auxiliar o parceiro a entendê-la." Aos homens cabe estar atentos a esses sinais. Que alívio, hein, cavalheiros? Nem tudo depende só dos senhores.

Para desvendar os mistérios sexuais femininos, é preciso primeiro entender a fisiologia do prazer delas. Os homens são movidos pela visão. Não raro, basta um belo decote para se excitarem. Já as mulheres precisam de clima, palavras, música, toques, e por aí vai. E cada uma delas gosta de ser tocada em lugares diferentes, de ouvir coisas diferentes. "Não é porque uma parceira adorou ser tocada na nuca que todas as outras vão gostar também", diz a psicóloga Jussânia. "O corpo humano tem mais de 100 pontos erógenos. Imagine a quantidade de combinações possíveis."


AS AFLIÇÕES FEMININAS

50% das mulheres têm algum tipo de problema sexual

Delas  

10% não têm desejo sexual
25% não ficam excitadas
30% raramente chegam ao orgasmo
20% sentem dor durante a relação
o

Os principais fatores que, segundo elas, comprometem o sexo são

• Rotina
Cansaço
Ansiedade
Falta de tempo

Fonte: Projeto Sexualidade do
Hospital das Clínicas de São Paulo

Do ponto de vista eminentemente orgânico, a relação sexual se divide em três etapas. Na primeira fase, a do desejo, o organismo aumenta a produção de dopamina, substância relacionada às necessidades básicas, como a vontade de comer. A partir daí, se tudo correr bem, tanto o homem quanto a mulher experimentam uma intensa troca de informações entre o cérebro e as mais diversas regiões do corpo. A troca é tão intensa que, para que o organismo não entre em colapso, há uma descarga violenta de endorfinas, uma espécie de morfina produzida naturalmente pelo corpo humano. Essa é a derradeira etapa, a do orgasmo.

Cinqüenta de cada 100 mulheres reclamam de algum tipo de problema sexual (veja quadro). A grande queixa é a falta de vontade de fazer sexo. Sem desejo não há como a relação ser minimamente satisfatória. Cerca de 30% das brasileiras não conseguem ter orgasmo durante a relação, contra 10% dos homens que declaram ter o mesmo problema. Apesar dos tempos modernos, o sexo feminino ainda se ressente do modo como foi educado (leia-se, reprimido) para lidar com o sexo. Tome-se o exemplo da masturbação, segundo os especialistas a maneira mais adequada e saudável de alguém conhecer o próprio corpo – condição sine qua non para uma atitude mais tranqüila e solta na cama. Estima-se que 60% das mulheres com problemas sexuais nunca ou raríssimas vezes se masturbaram. E como o homem pode ajudar uma companheira nessa situação? Com paciência, muita paciência.

  
       
 
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