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Um
mergulho na alma masculina
Fotos Claudio Rossi

Daniela
Pinheiro, da sucursal do Rio: à frente de um time de doze jornalistas |

A
repórter Adriana Dias Lopes e o empresário Mauro Ferraz: depoimento
esclarecedor sobre os desafios de assumir a homossexualidade
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Até
pouco tempo atrás, os papéis sociais reservados aos
homens e às mulheres pareciam definidos de forma clara e
pétrea. A eles cabia conquistar e sustentar a mulher. A lista
de tarefas femininas era um pouco mais extensa. Elas precisavam
embelezar-se para agradar aos homens, proporcionar-lhes prazer,
criar os filhos, aceitar eventuais escapadelas e compreender certa
dose de egoísmo na cama. O tempo e principalmente a busca
da independência econômica por parte das mulheres alteraram
de maneira substancial a lista de atribuições e responsabilidades.
As mulheres passaram a conquistar e a dividir as contas, quando
não a sustentar o homem. E eles foram obrigados a se embelezar
para agradar às mulheres, proporcionar-lhes prazer, criar
os filhos, aceitar eventuais escapadelas e compreender certa dose
de egoísmo na cama. VEJA já publicou algumas reportagens
ambiciosas, inclusive capas, a respeito das mudanças registradas
no universo masculino nos últimos tempos. Mas esta é
a primeira vez que a revista prepara uma edição inteira
dedicada ao tema, abrangendo assuntos como namoro, sexo, casamento,
beleza, saúde, fidelidade, filhos, diversão e carreira.
Para
realizar esta edição especial, VEJA montou um time
de doze jornalistas, coordenados pela editora Daniela Pinheiro,
da sucursal do Rio de Janeiro. A um dos integrantes do time, Adriana
Dias Lopes, coube a tarefa de contar a história do empresário
paulista Mauro Ferraz, que assumiu a homossexualidade. Adriana entrevistou
as pessoas que compõem seu grupo de amigos mais chegados
para relatar o impacto da revelação na amizade que
os unia. Ao fim do trabalho comandado por Daniela, restava decidir
a melhor maneira de sintetizar na capa da edição a
figura desse novo homem. O trabalho foi entregue ao publicitário
Sérgio Gordilho, diretor de criação da agência
África, de Nizan Guanaes. Sérgio preparou doze versões,
até chegar a esta que está em suas mãos.
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