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O número de voluntários para ações sociais no país cresceu mais de 80% nos últimos quatro anos e já mobiliza mais de 20 milhões de pessoas. Para trabalhar com filantropia, há seis passos básicos a ser seguidos. Primeiro passo: defina com que tipo de carência você quer trabalhar. Mais da metade das pessoas que procuram os conselhos querem trabalhar com crianças. Nas palestras, os candidatos a voluntário ficam sabendo que também é possível se sentir útil (às vezes até mais útil) trabalhando com idosos, mães solteiras ou deficientes físicos.
Terceiro passo: aproveite sua habilidade em vez de tentar ser útil fazendo o que não entende. Se seu perfil tem a ver com negócios, viva! Saiba que a área de captação de recursos é a que mais precisa de voluntários, já que o maior problema das instituições filantrópicas ainda é a falta de dinheiro. Cerca de 18% das pessoas que doam seu tempo a instituições filantrópicas atuam nessa área. Ninguém nos centros de triagem, no entanto, vai discriminar quem tenha mais habilidade para trabalhar em outras áreas. "Assumir uma postura de solidariedade na vida é excelente começo", diz Maria Amália Muneratti, superintendente do Centro de Voluntariado de São Paulo. Quarto passo: esteja aberto para desempenhar tarefas que você jamais imaginou ser capaz de cumprir. Uma função-chave no voluntariado é o atendimento ao público. Muita gente pode achar chato telefonar ou bater de porta em porta pedindo dinheiro, mas exatamente por isso é uma área em que qualquer ajuda é desejável. Quinto passo: não se sinta pressionado a trabalhar demais. Algumas pessoas se vêem na obrigação de dedicar todo o tempo livre ao trabalho voluntário. O tempo médio doado pelos voluntários brasileiros é de seis horas por mês, segundo pesquisa do Instituto de Estudos da Religião (Iser). Sexto passo: o bom voluntário deve controlar o voluntarismo. Um problema comum das entidades é que o entusiasmo dos voluntários muitas vezes acaba antes de o trabalho ser feito. A estatística revela que 60% das pessoas que se oferecem para trabalhar de graça abandonam a atividade antes do previsto. A culpa, é bom que se diga, é da instituição em muitos casos. Mas são comuns as disputas próprias do mundo dos negócios. Segundo a consultora Ana Maria Domeneghetti, que implantou o setor de voluntários da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), o voluntário ideal precisa envolver-se emocionalmente com o trabalho, mas não pode deixar de lado o profissionalismo e a objetividade. "A pessoa deve saber cumprir as regras e respeitar a hierarquia das instituições", comenta.
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