Índice
Carta ao leitor
Apresentação
  O Brasil já conta com cerca de 20 milhões de voluntários  
  O que leva as pessoas a sair de casa e ajudar o próximo  
  Algumas entidades filantrópicas são maiores que grandes empresas  
  Stephen Kanitz - O importante é começar  
  Iniciativa privada investe na comunidade  
  Mais da metade das companhias já desenvolvem projetos sociais  
  Oded Grajew - O futuro está em nossas mãos  
  A transformação da filantropia ao longo dos séculos  
  Alguns doam uma hora por semana. Outros dedicam a vida inteira  
  Zilda Arns - Os príncipes e os mendigos  
  Com a doação via internet, até os mais preguiçosos podem fazer o bem  
  Comunidade Solidária muda a atuação do governo na área social  
 

Guia rápido da cidadania
. Informe-se sobre a quem ajudar
. Não dê dinheiro apenas. Participe
. Fique de olho nos picaretas

 
  Você possui credenciais para iniciar um projeto social próprio?  
  Atividades artíticas transformam a vida de crianças carentes  
  Principais campanhas filantrópicas nacionais  
  Escolha a quem ajudar na lista de 431 instituições filantrópicas selecionadas por VEJA  
  Milu Villela - Começamos a década do voluntariado  
  Como as pessoas ajudam e como outras são ajudadas  
EXCLUSIVO ON-LINE
  O vale-tudo das entidades para arrumar dinheiro junto à sociedade  
  O terceiro setor tornou-se um mercado de trabalho atraente  
  Dos Estados Unidos à Turquia, cresce a legião de voluntários no planeta  
  Conheça alguns famosos que emprestam sua imagem para impulsionar campanhas filantrópicas, dão contribuições em dinheiro e fundam organizações não-governamentais  
 

 

 
 

Guia rápido da cidadania.2

Não dê dinheiro apenas.
Participe

Os primeiros passos de quem pretende
arregaçar
as mangas e trabalhar algumas
horas por semana
pelo outro

 
Negreiros

O número de voluntários para ações sociais no país cresceu mais de 80% nos últimos quatro anos e já mobiliza mais de 20 milhões de pessoas. Para trabalhar com filantropia, há seis passos básicos a ser seguidos.

Primeiro passo: defina com que tipo de carência você quer trabalhar. Mais da metade das pessoas que procuram os conselhos querem trabalhar com crianças. Nas palestras, os candidatos a voluntário ficam sabendo que também é possível se sentir útil (às vezes até mais útil) trabalhando com idosos, mães solteiras ou deficientes físicos.

 
Segundo passo: se você não tem idéia da instituição com a qual quer colaborar na condição de voluntário, procure um dos 36 centros de voluntariado existentes no país. Sempre se pode localizar uma entidade mais próxima e fazer a inscrição para alguma atividade. Essas organizações, geralmente coordenadas por voluntários, ajudam os interessados a descobrir a melhor maneira de se integrar a uma das inúmeras instituições que necessitam de colaboradores. Os centros de voluntariado são organizações autônomas, que contam com o apoio de empresas, fundações e associações privadas e também do programa de voluntários do Conselho da Comunidade Solidária do governo federal. Funcionam em espaços cedidos por outras instituições e montam palestras nas quais os candidatos à prática de boas ações são informados sobre as opções existentes. Os centros são importantes principalmente porque abrem o universo de possibilidades dos candidatos. Além dos centros de voluntariado, pode-se consultar a internet para ter informações de oportunidades para exercitar a solidariedade. Os interessados podem até mesmo se cadastrar em projetos de acordo com a região onde moram ou o tema de interesse (veja alguns desses endereços no quadro ao lado).

Terceiro passo: aproveite sua habilidade em vez de tentar ser útil fazendo o que não entende. Se seu perfil tem a ver com negócios, viva! Saiba que a área de captação de recursos é a que mais precisa de voluntários, já que o maior problema das instituições filantrópicas ainda é a falta de dinheiro. Cerca de 18% das pessoas que doam seu tempo a instituições filantrópicas atuam nessa área. Ninguém nos centros de triagem, no entanto, vai discriminar quem tenha mais habilidade para trabalhar em outras áreas. "Assumir uma postura de solidariedade na vida é excelente começo", diz Maria Amália Muneratti, superintendente do Centro de Voluntariado de São Paulo.

Quarto passo: esteja aberto para desempenhar tarefas que você jamais imaginou ser capaz de cumprir. Uma função-chave no voluntariado é o atendimento ao público. Muita gente pode achar chato telefonar ou bater de porta em porta pedindo dinheiro, mas exatamente por isso é uma área em que qualquer ajuda é desejável.

Quinto passo: não se sinta pressionado a trabalhar demais. Algumas pessoas se vêem na obrigação de dedicar todo o tempo livre ao trabalho voluntário. O tempo médio doado pelos voluntários brasileiros é de seis horas por mês, segundo pesquisa do Instituto de Estudos da Religião (Iser).

Sexto passo: o bom voluntário deve controlar o voluntarismo. Um problema comum das entidades é que o entusiasmo dos voluntários muitas vezes acaba antes de o trabalho ser feito. A estatística revela que 60% das pessoas que se oferecem para trabalhar de graça abandonam a atividade antes do previsto. A culpa, é bom que se diga, é da instituição em muitos casos. Mas são comuns as disputas próprias do mundo dos negócios. Segundo a consultora Ana Maria Domeneghetti, que implantou o setor de voluntários da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), o voluntário ideal precisa envolver-se emocionalmente com o trabalho, mas não pode deixar de lado o profissionalismo e a objetividade. "A pessoa deve saber cumprir as regras e respeitar a hierarquia das instituições", comenta.

 

 

 
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