Índice
Carta ao leitor
Apresentação
  O Brasil já conta com cerca de 20 milhões de voluntários  
  O que leva as pessoas a sair de casa e ajudar o próximo  
  Algumas entidades filantrópicas são maiores que grandes empresas  
  Stephen Kanitz - O importante é começar  
  Iniciativa privada investe na comunidade  
  Mais da metade das companhias já desenvolvem projetos sociais  
  Oded Grajew - O futuro está em nossas mãos  
  A transformação da filantropia ao longo dos séculos  
  Alguns doam uma hora por semana. Outros dedicam a vida inteira  
  Zilda Arns - Os príncipes e os mendigos  
  Com a doação via internet, até os mais preguiçosos podem fazer o bem  
  Comunidade Solidária muda a atuação do governo na área social  
 

Guia rápido da cidadania
. Informe-se sobre a quem ajudar
. Não dê dinheiro apenas. Participe
. Fique de olho nos picaretas

 
  Você possui credenciais para iniciar um projeto social próprio?  
  Atividades artíticas transformam a vida de crianças carentes  
  Principais campanhas filantrópicas nacionais  
  Escolha a quem ajudar na lista de 431 instituições filantrópicas selecionadas por VEJA  
  Milu Villela - Começamos a década do voluntariado  
  Como as pessoas ajudam e como outras são ajudadas  
EXCLUSIVO ON-LINE
  O vale-tudo das entidades para arrumar dinheiro junto à sociedade  
  O terceiro setor tornou-se um mercado de trabalho atraente  
  Dos Estados Unidos à Turquia, cresce a legião de voluntários no planeta  
  Conheça alguns famosos que emprestam sua imagem para impulsionar campanhas filantrópicas, dão contribuições em dinheiro e fundam organizações não-governamentais  
 

 

 
 

Carta ao leitor

Walter Novaes

Antônio Milena, Ana Silvia, Adriano Pidone e Tadeu Nogueira (em pé), Alice Lobo, Cley Scholz e Beatriz Baldim (sentados): quatro meses de trabalho

Esta edição especial de VEJA apresenta aos leitores um resumo ambicioso a respeito de um assunto que merece prioridade no Brasil de hoje: a filantropia. Financiar ou participar de causas sociais não é exatamente uma atitude de grande tradição na cultura brasileira, ou pelo menos não era tão visível como atualmente. Os levantamentos mais recentes dão como certo que pelo menos 20 milhões de pessoas atuam como voluntárias, um exército grandioso. Embora incapaz de acabar com a miséria, a tropa ajuda a atenuar o sofrimento de milhões de brasileiros. A mobilização consegue modificar estatísticas e melhorar nossos indicadores sociais. Não é para menos. Há entidades filantrópicas que reúnem mais voluntários que o total de funcionários das maiores empresas do país. Existem também organizações muito pequenas, cujos beneficiados cabem numa sala de aula. Mas o trabalho que desenvolvem é de grande importância, e todas elas juntas conseguem fazer mais do que qualquer governo seria capaz.

Esse retrato do Brasil solidário revela que está em curso uma revolução no mundo da filantropia. Antigas práticas assistencialistas perdem espaço para programas mais consistentes, especialmente no campo educacional. O que não muda é a vontade de muitos brasileiros de se engajar numa boa causa, diante da constatação de que os problemas do país são maiores que a capacidade das autoridades de resolvê-los. A cada dia surgem novos projetos semelhantes aos abordados aqui.

Para preparar esta edição, a revista mobilizou uma equipe de catorze repórteres e treze fotógrafos. Durante quatro meses, eles visitaram alguns dos principais projetos filantrópicos do país. Grande parte das iniciativas nasceu e sobrevive sem apoio oficial. São projetos levados adiante por pessoas comuns, desenvolvidos com persistência e muita criatividade e sustentados especialmente pelo espírito solidário, que independe de idade, credo ou classe social. Em paralelo, VEJA se impôs uma tarefa igualmente ambiciosa: listar as principais entidades filantrópicas do Brasil, apresentadas no final da revista. Todas as instituições foram consultadas mais de uma vez para detalhar o que fazem, como sobrevivem e quantas pessoas atendem. Aparecem separadas por região, em ordem alfabética e com telefone para contato. Atenção: em todas elas, aceitam-se voluntários.

 
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