Índice
Carta ao leitor
Apresentação
Cada uma na sua, todas ótimas

Gloria Kalil
Ruth Malzoni
Patrícia Viotti
Carolina Ferraz
Chiara Gadaleta

Afinal, o que é ser chique?
Roupas sem nenhum juízo
Um Valentino é para sempre
Uma vovó do barulho
Ícone brasileiro
A bolsa de 5.000 dólares
Celeiro de gênios
Movimento de libertação
Reengenharia matrimonial
Deu vontade de experimentar?
Auto-ajuda que funciona
Mulheres que sabem beber
Acionar em ermergências
Palavra de especialistas
Nunca diga nunca usei isso
Profissão: fashionista
 
 
     
 

Ruth Malzoni

Imagine uma socialite: a mulher linda, de alta manutenção,
sempre vestida com as melhores roupas e as maiores jóias.
Basta olhar Ruthinha e não precisa imaginar mais nada

 
Pedro Rubens

Começo da década de 70. Adolescentes imaginam-se revolucionando o mundo ao som de John Lennon, usam sandálias de couro, túnicas indianas, cabelão desgrenhado. Não Ruthinha Malzoni – aos 15 anos, seu modelo é Audrey Hepburn, a bonequinha de luxo de pretinho básico de Givenchy e pérolas. Nada mais natural para quem nasceu, viveu e para sempre se perpetuará no que as antigas colunas sociais chamavam de altas-rodas da sociedade, cercada de glamour e sofisticação. Seu avô é Hercílio Luz, o ex-governador de Santa Catarina – sim, o da ponte e do aeroporto. Órfã de pai aos 6 anos, teve como padrasto Atílio Fontana, fundador da Sadia. Educação tradicional (incluindo curso na Le Cordon Bleu, de Paris, o que não significa obviamente que jamais tenha pilotado um fogão), festas e recepções, viagens ao exterior (com uma montanha de malas Louis Vuitton), gosto continuamente aprimorado e dois casamentos somaram-se à origem social e à espetacular beleza morena para transformá-la num perfeito exemplar de socialite, a "mulher de sociedade". Linda, rica, coberta de jóias "importantes" (é assim que se diz daquelas coisas ofuscantes), Ruth assume sem culpa a paixão pelas roupas. "Adoooro me arrumar", diz, e os olhos brilham. E que não venham com aquela história de chique simples. Sua idéia de simplicidade é o Galliano com cinto de brocado e profusão de pedras usados na foto acima. "Usar conjuntinho não tem a menor graça e ainda se corre o risco de dar de cara com uma amiguinha – ou inimiguinha – com roupa igual", explica. Exceto nas aulas de ginástica (que ajudam a manter o corpo enxutíssimo aos 48 anos), não abre mão do salto alto – emboneca-se toda até nos fins de semana na fazenda, refúgio dela e do marido, o empresário Paulo Malzoni. "O Paulo costuma dizer que se casou com uma mulher de plástico: sempre bonita, arrumada e disposta", auto-ironiza-se. É uma vida fútil? "Sou formada em economia, falo quatro línguas e estou permanentemente estudando. Conheço mulheres que não ligam para a aparência e mesmo assim são de uma futilidade atroz."

 
Fotos acervo pessoal

Pedro Rubens