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Ruth
Malzoni
Imagine
uma socialite: a mulher linda,
de alta manutenção,
sempre
vestida com as melhores roupas
e as maiores jóias.
Basta
olhar Ruthinha e não precisa
imaginar mais nada
Pedro Rubens
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Começo
da década de 70. Adolescentes imaginam-se revolucionando
o mundo ao som de John Lennon, usam sandálias de couro,
túnicas indianas, cabelão desgrenhado. Não
Ruthinha Malzoni aos 15 anos, seu modelo é Audrey
Hepburn, a bonequinha de luxo de pretinho básico de
Givenchy e pérolas. Nada mais natural para quem nasceu,
viveu e para sempre se perpetuará no que as antigas
colunas sociais chamavam de altas-rodas da sociedade, cercada
de glamour e sofisticação. Seu avô é
Hercílio Luz, o ex-governador de Santa Catarina
sim, o da ponte e do aeroporto. Órfã de pai
aos 6 anos, teve como padrasto Atílio Fontana, fundador
da Sadia. Educação tradicional (incluindo curso
na Le Cordon Bleu, de Paris, o que não significa obviamente
que jamais tenha pilotado um fogão), festas e recepções,
viagens ao exterior (com uma montanha de malas Louis Vuitton),
gosto continuamente aprimorado e dois casamentos somaram-se
à origem social e à espetacular beleza morena
para transformá-la num perfeito exemplar de socialite,
a "mulher de sociedade". Linda, rica, coberta de jóias
"importantes" (é assim que se diz daquelas coisas ofuscantes),
Ruth assume sem culpa a paixão pelas roupas. "Adoooro
me arrumar", diz, e os olhos brilham. E que não venham
com aquela história de chique simples. Sua idéia
de simplicidade é o Galliano com cinto de brocado e
profusão de pedras usados na foto acima. "Usar conjuntinho
não tem a menor graça e ainda se corre o risco
de dar de cara com uma amiguinha ou inimiguinha
com roupa igual", explica. Exceto nas aulas de ginástica
(que ajudam a manter o corpo enxutíssimo aos 48 anos),
não abre mão do salto alto emboneca-se
toda até nos fins de semana na fazenda, refúgio
dela e do marido, o empresário Paulo Malzoni. "O Paulo
costuma dizer que se casou com uma mulher de plástico:
sempre bonita, arrumada e disposta", auto-ironiza-se. É
uma vida fútil? "Sou formada em economia, falo quatro
línguas e estou permanentemente estudando. Conheço
mulheres que não ligam para a aparência e mesmo
assim são de uma futilidade atroz."
Fotos acervo pessoal
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Pedro Rubens

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