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Patrícia
Viotti
Ela
não pinta os cabelos e não faz as unhas.
Mas, atenção: a simplíssima Patrícia
pode estar
vestindo Saint Laurent, Galliano, Miyake...
Pedro Rubens
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Ao
contrário de toda a reluzente galáxia que gira
a sua volta, o nome de Patrícia Viotti não costuma
provocar reconhecimento imediato. Casada há dezesseis
anos com Washington Olivetto, estrelíssima da publicidade,
ela fica bem menos sob os holofotes na sua bem-sucedida carreira
de produtora publicitária. A discrição
profissional se reproduz no estilo pessoal. Em meio a uma
rotina corrida de vôos na ponte aérea, reuniões
e eventos, temporariamente interompida pelos cuidados com
a primeira gravidez, aos 45 anos (e de gêmeos, para
agosto), Patrícia cultiva uma simplicidade quase zen.
Passa longe das tinturas e, assim, a bela cabeleira
castanha da juventude já abriga fios assumidamente
brancos. Corta com o mesmo cabeleireiro há anos e não
faz as unhas das mãos nem dos pés. A maquiagem
é minimalista, reduzida a uns toques de rímel
e batom. Salto alto, nem pensar. Por trás de tanto
despojamento, no entanto, bate um coração enamorado
dos grandes nomes da moda. Patrícia guarda verdadeiros
tesouros no armário, alguns deles praticamente secretos.
Mas, por favor, nada de consumismo ostensivo. São peças
discretas, a maioria com muitos anos de praia. Como um vestido
de Galliano de dez anos atrás, "muito lindo porque
não tem nenhuma costura e se adapta às curvas
do corpo"; ou os terninhos bem-cortados de Jil Sander, a imperatriz
alemã do estilo clean; ou ainda a tecnológica
fluidez que é marca de mestres japoneses como Issey
Miyake e Yohji Yamamoto. De todo o acervo, o mais valioso
é o vestido da foto acima: o antológico Yves
Saint Laurent inspirado na arte abstrata do holandês
Piet Mondrian, datado de 1965, uma peça que ocupa lugar
de honra na história da moda. É uma reprodução
do modelo original, feita sob encomenda quando Saint Laurent
anunciou que iria fechar sua maison. "Foi um presente do Washington,
de dois anos atrás", conta. E uma celebração
de um dos raros momentos em que a moda atingiu o status de
obra de arte.
Fotos acervo pessoal/Rogério Montenegro/Bia
Parreiras
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Acervo pessoal
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