Índice
Carta ao leitor
Apresentação
Cada uma na sua, todas ótimas

Gloria Kalil
Ruth Malzoni
Patrícia Viotti
Carolina Ferraz
Chiara Gadaleta

Afinal, o que é ser chique?
Roupas sem nenhum juízo
Um Valentino é para sempre
Uma vovó do barulho
Ícone brasileiro
A bolsa de 5.000 dólares
Celeiro de gênios
Movimento de libertação
Reengenharia matrimonial
Deu vontade de experimentar?
Auto-ajuda que funciona
Mulheres que sabem beber
Acionar em ermergências
Palavra de especialistas
Nunca diga nunca usei isso
Profissão: fashionista
 
 
     
 

Chiara Gadaleta

Em seu mundo de móveis e roupas com ar retrô,
Chiara, ex-modelo que não perde a pose,
se concentra em estar sempre um passo
à frente do que ainda vai virar moda


Fotos acervo pessoal


Pedro Rubens


A profissão de Chiara Gadaleta, bem-sucedida stylist de 32 anos, é antecipar tendências de moda, ajudar o estilista a definir os rumos de uma coleção e combinar os elementos do desfile com as idéias apresentadas nas roupas. Por gosto e imperativo profissional, está na vanguarda da vanguarda. Longe de seus pares, com 1,80 metro de altura, figura magérrima, cabelo curto com mechas longas e descoloridas e uma constelação de estrelinhas tatuada no ombro, é o tipo de figura que deixa a plebe boquiaberta. Suas roupas carregam o ar empoeirado dos brechós, tudo com cara de anos 80. Até turbante e tiara trançada na altura da testa ela usa. Ou seja, coisas que, em quem não tem domínio completo da linguagem da moda, ficariam ridículas, nela são o auge da modernidade. "Quando voltei ao Brasil, notava a reação das pessoas nas ruas. Hoje a moda está mais acessível e não provoco tantas reações esquisitas", diz. Chiara já foi modelo e trabalhou em Paris. Odiou. "Sempre tive muita opinião. Eu não ia a alguns castings simplesmente porque não gostava das roupas do estilista", lembra. Depois de dois anos de passarelas, um marido e um filho, foi estudar no instituto de moda Berçot e passou da prática à teoria. De volta a São Paulo, Chiara concentra-se em estar um passo à frente do que vai acontecer na moda. Como, para os modernésimos, isso significa jamais usar nada que já saia pronto de uma loja, tudo em sua vida tem ar de passado recomposto. O recém-comprado apartamento conta com pouquíssimos móveis com ar reciclado: cubos de acrílico coloridos, um curioso meio-manequim, um pôster antigo com um coração. No guarda-roupa, peças exclusivíssimas, pilotos de coleção que, às vezes, nem chegam às lojas. Muita manga morcego, estampas psicodélicas e preto, sobretudo preto. Quem vê não esquece.