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Um estilo
para viver melhor
Pedro Rubens
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| Thaís,
Bel, Tatiana, Marcella e Lizia: edição sem
precedentes |
VEJA
faz pela primeira vez uma edição especial sobre
estilo. Esse campo soma-se, assim, a uma vasta gama de temas
abordados em outros números, de saúde a turismo,
de negócios rurais a novidades tecnológicas.
A maneira como nos apresentamos ao mundo como nos vestimos,
falamos, nos comportamos, bebemos uma taça de vinho
ou escolhemos um chinelo de praia, enfim, nossa identidade
social é um assunto que provoca interesse crescente.
"Estilo" e "moda", hoje, não podem mais ser vistos
como categorias isoladas, exclusivas dos profissionais da
vaidade, mas como componentes importantes dos anseios por
qualidade de vida melhor e maior bem-estar. Desenvolver um
estilo próprio é ficar à vontade consigo
mesmo, ocupar com graça seu lugar no mundo, introduzir
momentos de beleza na vida cotidiana.
Orquestrada
pela editora Lizia Bydlowski, uma equipe de jornalistas se
dedicou a assuntos normalmente não tratados nas páginas
de VEJA, como os meandros da verdadeira elegância (regra
número 1: naturalidade é tudo, ouviu Thaís
Oyama da especialista Costanza Pascolato). Houve algumas surpresas.
A repórter Tatiana Schibuola constatou que a riquíssima
e bem-vestidíssima Ruth Malzoni, retratada como epítome
da socialite, é engraçada e descontraída,
sem nada do esnobismo associado à espécie. Outro
estereótipo derrubado: a apresentadora Eliana, fadada
ao exagero por determinismo profissional, é cheia de
classe e distinção. Fala baixo e ponderadamente,
sempre com pose impecável. Em Paris, Flávia
Varella foi a um grande desfile de moda pela primeira vez
nada menos que Valentino, o mestre italiano. Em Londres,
Silvia Rogar escreveu sobre a escola onde ela própria
faz mestrado em jornalismo de moda: o renomado Central Saint
Martins College of Art and Design. Acompanhando uma noiva
de verdade, para desvendar os mistérios do planejamento
de uma festa de casamento, a repórter Bel Moherdaui
deu laço no buquê, ajudou com a cauda e ainda
lembrou à nubente que estava esquecendo as luvas ao
entrar na igreja. Bom para a reportagem, inútil na
esfera pessoal: Bel confirmou sua convicção
de que casamento dá trabalho demais. Já Marcella
Centofanti constatou na prática a utilidade das dicas
das conselheiras de estilo e, seguindo suas orientações,
reorganizou o guarda-roupa de cima a baixo. Ganhou um jeito
mais leve de começar as manhãs.
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