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eram desse jeito... Mary-Kate e Ashley, as gêmeas
queridinhas dos EUA, continuam ricas e bonitas. Mas o guarda-roupa
quanta diferença!
AP  | AFP
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CERTINHAS E IGUAIZINHAS
Roupa de gêmeas: até fazerem 18 anos, as irmãs Olsen usavam saia comprida, salto
baixo, decote zero, sapatos iguais e cabelo idem, compondo uma imagem de meninas
bem-comportadas capaz de vender roupas, videogame, boneca, maquiagem, móveis,
lençóis e toalhas. Eram as filhinhas que toda mamãe gostaria de ter. Entre o varejo
e a carreira artística, amealharam portentosos 275 milhões de dólares, fortuna
que passaram a controlar diretamente no ano passado | Mães,
tremei. As filhinhas bonitinhas, engraçadinhas, arrumadinhas e certinhas
que povoam tantos sonhos maternos estão nestas fotos. Mas é só
virar a página e... bem, choque e espanto: aparece o que as filhinhas querem
ser quando se libertam das amarras da criação convencional e começam
a se vestir como adolescentes modernas. As personagens são reais: as gêmeas
californianas Mary-Kate e Ashley Olsen, 18 anos. Famosas desde o berço,
como atrizes de seriados da televisão, elas cresceram diante dos olhos
do público americano com uma imagem inocente e bem-comportada, capaz de
vender qualquer coisa, de perfume a jogos eletrônicos. Exatamente por isso
a mudança foi estarrecedora. Assim que completaram 18 anos, no ano passado,
as meninas deram o grito primal de independência. Assumiram o controle da
própria fortuna, mudaram da casa da mamãe para o outro lado do país
Nova York , entraram na faculdade e viraram literalmente o guarda-roupa. ...e
ficaram assim
Mike Segar/Reuters  |
ARRUMAÇÃO DESARRUMADA
Roupa de jovens: blusa sobre blusa, saia sobre calça, cachecol máxi e saia míni;
polaina que parece roupa de múmia, o jeans rasgado, arrastando na calçada, deixa
entrever o chinelinho rasteiro; a saia branca esvoaçante bate de frente com as
botas – esses são alguns exemplos da revolução estilística das gêmeas. Em comum,
ar meio descabelado, óculos gigantes e copaço de café – o estilo moderno largado
tomou conta das Olsen em Nova York | Adeus,
conjuntinhos comportados, cabelinhos escorridos, sapatinhos de saltinhos, colarzinhos
de pérolas. A virada é tão impressionante que, com o fervor
dos recém-convertidos, as gêmeas Olsen exageraram um pouco nos jeans
rasgados, nos coturnos abrutalhados, nas cabeleiras propositalmente despenteadas,
nos óculos escuros e-nor-mes sem contar o eterno copaço de
café à mão. Mas certamente ficaram mais interessantes ao
se transformar não só num case de revolução estilística
como em desfile ambulante de todos os modismos que as garotas antenadas inventam.
Com mais de duas centenas de milhões de dólares à disposição,
elas poderiam usar as grifes mais caras do planeta (e realmente pontuam o estilo
largadão com acessórios de alto luxo), mas preferiram descer do
salto e entrar, se não na história, pelo menos na sociologia da
moda. As irmãs estrearam na
TV aos 9 meses de idade, revezando-se no papel de Michelle, a caçula da
série Três É Demais. Viraram modelo de meninas-família.
"Nas horas vagas, gostamos de tricotar e assistir a programas de televisão",
repetiam, em entrevistas. O guarda-roupa acompanhava o tom: praticamente poderiam
freqüentar cultos evangélicos. Como se espera de gêmeas, freqüentemente
davam um jeito de estar com roupas parecidas em cores diferentes. Mesmo quando
superaram a fase saia-na-canela, tornaram-se no máximo o que as meninas
brasileiras chamariam de patricinhas. Dessa moldura de Sandy em dose dupla, saltaram
diretamente para a busca do relaxado, largado, misturado, abusado. A moda não
é só uma aventura pessoal na vida das gêmeas. Ashley começou
a trabalhar no ateliê do estilista Zac Posen, garoto-prodígio da
moda americana; a irmã, por sua vez, faz estágio com a celebrada
fotógrafa Annie Leibovitz. Dá para ser mais cool? | |