O fabuloso mundo da nova Daslu

Os conglomerados globais do luxo

Dior: a reinvenção
do gênio


O rosto de ouro de Isabeli Fontana

Alta-costura é risco
e fantasia


Os artesãos por trás do sonho

Moda hoje: como acertar na mistura

O xadrez chique
da Burberry


Sapatos para gastar, andar e seduzir

O brasileiro da
Calvin Klein


Os brilhantes de
Hebe Camargo


Do jeitinho das estilistas do momento

Maquiagem: o poder da beleza

Onde nascem
os modismos


Miuccia Prada faz, os outros vão atrás

A incrível transformação das gêmeas Olsen

Como é feito um vestido de 7 000 reais
Gloria Kalil
   
 

Carta ao leitor
Capítulos coloridos
da aventura humana


Divulgação

Não é preciso viver nos círculos em que se compra um par de sapatos por 9 700 reais (como o da foto acima) ou uma bolsa por 76 720 reais (clique aqui) para apreciar a excelência dos materiais, a maestria da manufatura e a beleza das formas dos objetos produzidos para o mercado de alto luxo. Como moda e design cada vez mais desempenham a função de provedores de prazer estético outrora ocupada pela arte, conhecer melhor quem e como os faz pode corresponder a uma viagem a um mundo cheio de estímulos e personagens fascinantes. Surpreendentes também. A maison Dior, uma das mais conhecidas grifes do mundo, tem à frente do departamento de criação o estereótipo do estilista amalucado: o inglês John Galliano, que se fantasia de pirata ou Napoleão e produz roupas delirantes. VEJA fez uma entrevista com ele. Mas procurou também quem está por trás desses devaneios, artesãos como François Lesage, um simpático senhor de 76 anos "nascido sobre um monte de miçangas e lantejoulas", que comanda com simplicidade – mas também com um enorme orgulho do trabalho ímpar – o mais legendário ateliê de bordados para alta-costura. Em Nova York, Francisco Costa, proveniente da minúscula Guarani, no interior de Minas Gerais, contou como é chefiar o departamento de moda feminina de um gigante planetário do tamanho da Calvin Klein. Em São Paulo, acompanhamos como a Daslu se transformou de superbutique em um conglomerado de luxo provavelmente sem paralelo no mundo – em que outro lugar existe uma loja com 3 500 pares de sapatos expostos simultaneamente, 87 banheiros, orquestra com cinqüenta músicos, trinta guias para acompanhar as consumidoras de primeira viagem, quatro carrinhos de golfe para ampará-las quando cedem à estafa das compras e um helicóptero pendurado no saguão?

Outra pergunta intrigante que paira sobre a moda e os modismos é, justamente, onde nascem as tendências. Quem usou primeiro uma bota de caubói com um vestido vaporoso? Ou o blusão de moletom debaixo de um blazer curtinho, com o capuz para fora? E a saia rodada ao estilo anos 50 que invadiu todas as vitrines nesta estação? As respostas podem estar nas passarelas de Milão, onde a cerebral Miuccia Prada pratica habitualmente o ritual de antecipar o que o mundo inteiro vai acabar usando – ou na Galeria Ouro Fino, no centro de São Paulo, domínio dos cybermanos. São bipolaridades assim que fazem da moda um dos capítulos mais coloridos da grande aventura humana.