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RANKING
Acima da média
Os
melhores colégios do Recife
têm algo em comum: a qualidade
do corpo docente
E. Queiroga/Lumiar
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| Turma
do Madre de Deus visita a torre Malakoff: passeios ampliam o
horizonte cultural |
A pesquisa
VEJA-Ipsos Marplan comprova uma tese bastante simples: o que faz
a diferença entre uma escola boa e uma mediana são
os professores. Apesar da introdução de novas tecnologias
e das instalações cada vez mais sofisticadas que deixam
alguns colégios com ares de clube, o sucesso ou o fracasso
de um projeto pedagógico depende fundamentalmente da interação
entre professor e aluno dentro da sala de aula. "Uma equipe coesa,
que compartilhe o mesmo projeto pedagógico, é determinante
para a qualidade de ensino", afirma Maria Helena Guimarães,
secretária executiva do MEC. "É fundamental também
investir na formação permanente dos docentes."
E. Queiroga/Lumiar
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| Festa
do folclore no Helena Lubienska: estudo da cultura popular |
E. Queiroga/Lumiar
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| Colégio
Apoio: arte como instrumento de aprendizagem |
Entre as melhores escolas do Recife existem instituições
com os mais variados perfis. Religiosas, laicas, grandes, pequenas,
conservadoras, liberais. Algumas se preocupam em engajar as crianças
e os adolescentes em trabalhos sociais. Outras oferecem um grande
número de atividades esportivas. Tão diferentes entre
si, essas instituições têm em comum professores
bem remunerados e estáveis, que se reúnem freqüentemente
para avaliar e planejar as aulas e recebem para isso. Nelas,
há mais profissionais que trabalham em regime de exclusividade
e maior ocorrência de mestres e doutores. Mas tudo isso ainda
não é o suficiente. É preciso que o corpo docente
tenha uma estrutura adequada dando sustentação do
lado de fora da sala de aula. Um bom número de coordenadores,
cursos para que se possa utilizar a informática como instrumento
efetivo de aprendizagem, palestras com especialistas para aprimorar
os métodos pedagógicos. Todos esses itens, em menor
ou maior grau, foram encontrados pela pesquisa VEJA-Ipsos Marplan
nesses colégios.
E. Queiroga/Lumiar
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| Colégio
Marista São Luís: qualidade de ensino e preocupação social |
Ao
fim do levantamento, os campeões foram o Colégio Santa
Maria (ensino fundamental) e a Escola Recanto (ensino médio).
É importante ressaltar que existem várias escolas
tão boas ou quase tão boas quanto as primeiras colocadas.
A diferença no desempenho das melhores não foi grande.
As vinte primeiras alcançaram mais de 70 pontos de 100 possíveis.
Todas atingiram um patamar de excelência que as coloca em
posição de superioridade entre os 135 estabelecimentos
de ensino que responderam ao questionário. Isso significa
que não se deve dar tanta importância à colocação
específica de cada colégio. Mais produtivo é
observá-los como um grupo de qualidade superior. Qual será
então a melhor escolha? Diante de tantas possibilidades,
ela dependerá menos da classificação final
do que de determinadas opções dos pais, que podem
preferir uma orientação mais ou menos liberal, religiosa
ou não, e levar em conta, sobretudo, a localização
importantíssima na hora de decidir onde matricular
o filho (veja reportagem).
As escolas mais bem colocadas nos rankings da pesquisa VEJA-Ipsos
Marplan, além de possuírem ótimos professores
e oferecerem condições para que eles desenvolvam seu
trabalho, mantêm uma grade curricular equilibrada, com bom
número de atividades artísticas e esportivas, utilizando
vários instrumentos para a avaliação de estudantes
e professores e respeitando um limite adequado de alunos por sala,
o que permite o acompanhamento personalizado de cada criança
ou adolescente. Dispõem de laboratórios, quadras e
ginásios esportivos, computadores, bibliotecas e demais equipamentos
para que o corpo docente possa atingir o máximo de eficiência.
Para completar, mantêm ainda bons canais de comunicação
com os pais.
Não
é suficiente, porém, que seu filho esteja matriculado
em um ótimo colégio e se sinta feliz lá dentro.
Estudar seja em uma escola de primeira linha, seja em outra
mais modesta exige esforço, disciplina e motivação.
Adotado por nove em cada dez colégios, o construtivismo prega
que o conhecimento precisa ser construído pelo aluno. Segundo
essa teoria, o professor deve auxiliar nesse processo, fazendo com
que a criança tenha capacidade e espírito crítico
para filtrar um número cada vez maior de informações
a que está exposta. Ou seja, o papel da escola é preparar
para a vida, e não apenas transmitir conhecimento. Lembre-se
de que, muitas vezes, os benefícios propiciados pela instituição
só serão percebidos muitos anos depois de o aluno
deixar as carteiras escolares.
Em
outras palavras, o colégio não deve fazer média
com o aluno, e o fato de um professor ser querido pela turma não
significa necessariamente que ele seja bom, embora essa empatia
seja um fator importante para criar um clima emocional positivo
entre o mestre e o aprendiz.
Além
de originarem o ranking das melhores, as 72 perguntas do questionário
permitiram que se produzisse uma radiografia inédita da rede
particular do Recife. Mais do que amostragem, é quase um
recenseamento. Afinal, nos 135 colégios que participaram
do levantamento estudam 91.580 crianças
e jovens, mais de 90% do total de 101.681 que
cursam os ensinos fundamental e médio nas escolas particulares
da cidade. É o que o leitor pode ver nos destaques da pesquisa,
apresentados em forma de gráficos e tabelas no decorrer das
reportagens desta edição.
TOME
NOTA |
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As escolas dos dois rankings não são necessariamente
as mais indicadas para seu filho. Não existe o colégio
ideal para todos os tipos de aluno. Uma família que
valoriza a solidariedade pode não concordar com o estímulo
à competição em determinada escola, por
exemplo. Por isso, escolha uma instituição que
pregue valores parecidos com aqueles que você deseja
estimular em seus filhos. E não esqueça: é
primordial que eles gostem do colégio.
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