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INSTALAÇÕES
Sai a caneta,
entra o mouse
Inovações
tecnológicas invadem
as escolas, mas precisa-se de bons
professores para obter resultados
Nélio Rodrigues
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| Alunos
observam pequenos animais no laboratório do Imaculada
Conceição: incentivo à investigação
científica |
A tecnologia
provocou verdadeira revolução no processo de aprendizagem.
Cada vez mais as canetas são substituídas por teclados
e mouses de computador. Os livros sofrem a concorrência da
internet. A incorporação de recursos tecnológicos,
entretanto, não é garantia de incremento na qualidade
de ensino.
"O
maior desafio é fazer com que o professor use adequadamente
todo o potencial oferecido pelas novas tecnologias", afirma Lúcio
de Andrade Fonseca, diretor de tecnologia do Pitágoras. Terceira
maior rede de ensino do país, com faturamento de 100 milhões
de reais por ano, o Pitágoras investe 3% de seu orçamento
em tecnologia. No laboratório de física, um projetor
acoplado a um computador permite que os alunos acompanhem em um
telão fenômenos físicos, como curto-circuito,
gás comprimido e levitação magnética.
"Esses recursos fazem muita diferença", diz o professor de
física Ennio Alberto Filho. "O aluno se empolga ao ver uma
experiência e fixa melhor os conteúdos." Ennio diz
que o apoio do colégio é muito importante para o aprimoramento
do professor. "Já fiz uma série de cursos patrocinados
pela escola."
No
Marista Dom Silvério, existem três laboratórios
de informática, um para cada nível de ensino. Já
na 1ª série os alunos aprendem a criar sites em trabalhos
interdisciplinares.
No
Imaculada Conceição, um prédio de laboratórios,
simples mas funcional, permite que o colégio incentive bastante
a investigação científica. Desde a 1ª
série do ensino fundamental, os alunos são estimulados
a fazer pesquisas e experimentos. Microscópios, instrumentos
ópticos, pipetas, buretas, condensadores, densímetros.
A escola conta com enorme lista de materiais à disposição
dos estudantes. Além de experiências mais convencionais,
os alunos do Imaculada Conceição têm a oportunidade
de observar órgãos do corpo humano e dissecar pequenos
animais. Há ainda uma estufa para estudos de botânica
e um laboratório fotográfico. No laboratório
de física, muitos dos equipamentos usados nas atividades
são construídos pelos próprios alunos com material
reciclável.
"Construindo
os aparelhos, eles aprendem mais facilmente os conceitos da física",
diz o responsável pelos laboratórios, Geraldo Sebastião
de Rezende. Na 1ª série do ensino médio, os alunos
se dividem em grupos para produzir monografias acadêmicas.
Movimento dos satélites, leis de Kepler e sistema de Copérnico
são alguns dos temas dos trabalhos. Ao fim do ano letivo,
as monografias são caprichosamente encapadas e ficam disponíveis
na biblioteca da escola.
O
professor de ciências Celso Baeta Neves, que também
é diretor do parque ecológico da Universidade Federal
de Minas Gerais, costuma levar os alunos da 8ª série
para a universidade. Lá eles coletam dados meteorológicos
que depois serão analisados na sala de aula. "Trabalhos de
campo enriquecem muito o projeto pedagógico", afirma Baeta
Neves. "Hoje, os alunos não aceitam mais uma aula meramente
expositiva e monótona."
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TOME
NOTA
É ótimo estudar em um colégio com piscinas
aquecidas, ginásios cobertos e laboratórios
equipados com microscópios e computadores de última
geração. Mas não deixe que isso se torne
o fator decisivo na escolha. Em educação, apesar
de todas as inovações tecnológicas, o
mais importante ainda são as pessoas. A infra-estrutura
precisa estar a serviço da aprendizagem, e não
servir apenas como instrumento de marketing.
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