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EXCLUSIVO
ON-LINE: Patrimônio O CEP ideal Como
encontrar uma casa no lugar desejado
| Pedro Rubens  |
A localização do imóvel pode
ser o fator mais importante na hora de comprar. Nas grandes cidades, a distância
em relação ao trabalho deve ser decisiva. Para evitar trânsito,
o ideal é estar o mais perto possível do emprego. Mas há
outros fatores que devem ser levados em conta, até para pensar em uma valorização
ou desvalorização futura na hora de vender. O consultor imobiliário
Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio,
é capaz de produzir, em poucas linhas, uma verdadeira bíblia sobre
o que levar em conta antes de comprar um imóvel. Aí vai ela:
Em determinadas cidades, a vista de uma área verde ou a proximidade de
um parque são tão importantes quanto ter casa no litoral com visão
para a praia ou vizinha da faixa de areia. Mas sempre é bom verificar na
prefeitura se, justamente nessa área tão especial, não há
projetos urbanísticos que acabarão mudando a paisagem.
Ter metrô por perto é excelente. Ter a estação na porta
de casa é uma catástrofe. Aliás, isso serve para qualquer
tipo de transporte público.
Vagas na garagem, por seu lado, valorizam um apartamento, em muitos casos, até
mais do que a distribuição de seus cômodos.
Se todo mundo quer ter nas proximidades de casa um colégio, uma delegacia
ou uma unidade do corpo de bombeiros, não se acha quem os queira exatamente
no terreno ao lado e muito menos quem tope dividir o muro com um cemitério.
A localização muito próxima de serviços como padarias,
mercados e farmácias costuma ser muito bem aceita.
O entorno de bairros nobres tem geralmente muito potencial de valorização,
desde que não contenham grandes áreas desocupadas, passíveis
de invasão a qualquer momento.
Em todos os casos, trocar idéias com os vizinhos ajuda a saber quais as
vantagens e desvantagens de viver numa determinada região e visitar o imóvel
em diferentes dias da semana e horários traz uma boa idéia de problemas
de segurança, barulho e posição do sol.
Quando se trata de imóvel usado, é imprescindível levar um
mestre de obras para revisar o local, informar-se sobre obras de manutenção
recentes e, no caso de edifícios, tentar saber se há alguma reforma
na pauta das reuniões de condomínio um detalhe que pode evitar
muito barulho e gastos consideráveis.
Só depois de tudo isso é que se deve considerar a documentação:
saber se todos os impostos estão em dia, se o imóvel está
quitado e se não há penhora judicial sobre a propriedade. Há
quem se empolgue na hora de comprar um imóvel e esqueça de analisar
se poderá bancar os custos relativos à localização.
Do IPTU à faxineira, tudo é mais caro num bairro nobre. Por isso,
é possível encontrar boas oportunidades de compras em áreas
ocupadas há poucos anos, como a Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e Alphaville,
em São Paulo. Pessoas que não têm muita experiência
com administração financeira acabam assumindo gastos que não
podem pagar e logo descobrem que terão de vender a casa, perdendo dinheiro.
Não vale a pena entrar nesse clube.
| Uma casa no campo A compra
da residência secundária Não
por acaso se diz que uma segunda casa, no campo ou na praia, dá duas alegrias
ao dono: uma no dia da compra e outra na hora da venda. Então, para o que
o seu caso não cumpra o ditado, vale seguir o conselho de quem entende
do assunto: se a família é grande, unida, tem prazer em receber
amigos, gosta de ter seus próprios acessórios de lazer disponíveis
a qualquer momento e dispõe de alguma gordura financeira para bancar os
custos, ótimo, vá em frente. Pouca coisa na vida dá tanto
prazer, para famílias com esse perfil, quanto as animadas reuniões
de fim de semana que serão realizadas nesse ambiente. Isso não tem
preço. Se, no entanto, as finanças
familiares levam a considerar como prioridade a relação custo-benefício,
o cenário é diferente. Na imensa maioria dos casos, o investimento
feito numa casa de campo ou de praia não se paga nem mesmo quando a região
sofre um acelerado processo de valorização. Alugar um imóvel
para o fim de semana ou para as férias e usar as pequenas sobras do orçamento
para comprar pacotes de viagem é muito mais negócio. Impostos, manutenção,
caseiro, gastos com segurança e até pedágios compõem
uma planilha que desanima qualquer analista. Para piorar, os filhos, que quando
pequenos podem aproveitar muito um segundo imóvel, raramente querem viajar
com os pais assim que entram na adolescência. Até para evitar uma
crise na família, é melhor pensar dez vezes de investir. |
| Todos
a bordo A compra do barco
Pedro Rubens  |
É um luxo, sim. Mas quem não merece
passear no seu próprio barco pelos recantos desse imenso litoral brasileiro
ou pelos rios e represas país adentro? A questão, porém,
não é de merecimento, mas de renda per capita. Os Estados Unidos
têm 17 milhões de embarcações de lazer. A Itália,
880 000. O Brasil, 53 000. "O brasileiro ainda tem a idéia de que
um barco custa muito caro", diz Lenílson Bezerra, diretor executivo
da Associação dos Construtores de Barcos. "Mas hoje é
tão fácil comprar um barco quanto comprar um carro e até
os preços são semelhantes." As próprias lojas oferecem
alternativas de consórcio ou de financiamento, mesmo para embarcações
usadas. As possibilidades de preço variam
conforme o nível de sofisticação que se deseja. Um veleiro
de quatro metros pode custar 1 800 reais. No outro extremo, um iate para doze
passageiros com 12 metros de comprimento chega a valer 12 milhões de reais.
Do mesmo modo, os custos de manutenção vão do zero a valores
repletos de zeros. "De um barco pequeno, o próprio dono pode cuidar",
informa Bezerra. "Quem tem uma grande embarcação, precisa de
marina, marinheiros, mecânicos, limpeza, serviço de bordo e sistemas
de comunicação, entre outros detalhes." Entre um extremo e
outro, aquela lancha suficiente para passear com três convidados nos finais
de semana, sai por algo em torno de 50 000 reais e gera uma despesa mensal em
torno de 460 reais, segundo as contas do consultor gaúcho Nélson
Ilha, especializado em barcos.
| É só escolher e navegar Um
barco... Custa... E permite... Com custo mensal de*... A
vela, de 4,2 metros 1 800 reais Passear sozinho na represa 0 reais* De
alumínio, de 5 metros, com motor 9 000 reais Pescar com um amigo no
rio 300 reais* Tipo lancha, de 6 metros 50 000
reais Sair para mergulhar no mar 420 reais** Tipo
iate 500 000 reais Fazer festa com um grupo a bordo 4000 reais** *
Barcos pequenos podem ser guardados em casa. **Para
modelos maiores, foram consideradas 150 horas anuais de uso e custos de combustível,
seguro, manutenção e marina | |
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