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BARES
Os
melhores bares
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Souza
Fotos Mário Rodrigues
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| Souza:
dicas preciosas do mestre Derivan |
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A
paixão pela coquetelaria começou cedo. "Desde
criança eu brincava de preparar drinques para os amigos
de meu pai", conta o piauiense Deusdete Neres de Souza. Aos
29 anos, dez deles como barman, Souza dirige atualmente o
bar do classudo restaurante Hampton, no Itaim Bibi. Atrás
do balcão, manuseia com destreza copos e bebidas para
preparar impecáveis martinis, manhattans e caipirinhas.
A fama de seu bloody mary circula entre os entendidos. Pupilo
do mestre Derivan, com quem trabalhou durante oito anos nos
extintos Bistrô e San Francisco Bay, Souza aplica cada
ensinamento repassado pelo ex-patrão. Entre eles, o
hábito de chamar os clientes pelo nome e de saber de
cor seus drinques preferidos. "Tenho uma relação
de amizade com muitos fregueses." Para ele, o bom barman precisa
estar a par das notícias do dia. "Quem se senta ao
balcão geralmente pergunta alguma coisa sobre trânsito,
futebol e política." Se o propósito for um bom
papo, Souza é o homem certo. Basta dar corda que a
conversa vai longe.
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Frangó
Onde
mais na cidade se pode sentar em frente a uma pracinha de
jeitão interiorano, ao abrigo de um casarão
centenário, e escolher entre noventa marcas de cerveja
nacionais e importadas? Por esses e outros caprichos, o Frangó
leva, pela quarta vez consecutiva, o título de melhor
boteco. Some-se a tais virtudes a hospitalidade dos sócios
Cassio Piccolo e Norberto D'Oliveira, sempre de prontidão
para sugerir uma loirinha aos não-iniciados no assunto.
Pergunte a eles sobre as magníficas belgas fabricadas
por monges trapistas, como a Chimay e a Orval. São
suas preferidas.
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| Dobradinha
no Largo da Matriz: cervejas importadas e coxinha nota
10 |
De
quebra, o botequim do Largo da Matriz da Freguesia do Ó
ganhou também na categoria de melhor petisco, por sua
coxinha de frango com catupiry. Na cozinha, duas fritadeiras
ficam reservadas exclusivamente para a iguaria. "Temos uma
bancada de mármore branco usada somente para trabalhar
a massa", conta Valdecir Piccolo, pai de Cassio. Imersos em
gordura vegetal, numa temperatura entre 200 e 250 graus, os
salgados levam cinco minutos para ficar sequinhos e crocantes.
Por semana, são utilizados em seu preparo 120 quilos
de peito de frango (cozidos sem pele) e outros 90 quilos de
farinha de trigo. Em média, a clientela devora por
dia cerca de 800 coxinhas.
Largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó, 168, Freguesia
do Ó,
3932-4818. 11h/0h (sex. e sáb. até 2h; dom.
9h/23h; fecha seg.). Cc.: D, M e V. T.: todos. www.frangobar.com.br.
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Léo
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| Tardes
de sábado: 150 litros por hora e três dedos de espuma
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Somente
uma valiosa recompensa levaria tantos paulistanos a se deslocar
até ali, sob o risco de ficar em pé na calçada
e de acatar um implacável horário de funcionamento.
Para os bons de copo, não há dificuldade que
os distancie do glorioso chope do Léo, eleito pela
terceira vez o melhor da cidade. Com a morte, em janeiro,
do empresário Hermes de Rosa único proprietário
do bar desde 1960 , a sexagenária casa está
agora sob os cuidados da viúva, Célia, e de
Waldemar Pinto, que assumiu a gerência no início
do ano. Nada mudou nos minuciosos procedimentos com a bebida.
Diariamente, logo cedo, os caminhões da Brahma entregam
os barris, que seguem para uma câmara fria. Antes de
alcançar a torneira, o líquido atravessa um
pré-resfriador e uma serpentina envolta em gelo. Por
fim, ao tirador Joaquim Fernando Lopes Santos, na função
há quinze anos, é confiada a tarefa de deixar
o copo com milimétricos três dedos de creme.
Nas tardes de sábado, quando suas dezessete mesas mal
dão para o começo, são consumidos 150
litros por hora. Os famosos bolinhos de bacalhau fazem tabelinha
perfeita com a bebida.
Rua Aurora, 100, Santa Ifigênia,
221-0247. 10h/20h30 (sáb. até 16h; fecha dom.).
Cc.: V. T.: todos (seg. a sex. até 15h). www.barleo.com.br.
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Filial
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| Porto
seguro na madrugada: chope de colarinho cremoso até altas
horas |
Quinta-feira,
2 e pouco da manhã. A maioria dos bares da Vila já
recolheu suas mesinhas, mas o Filial segue lotado. O boteco
dos quatro irmãos Altman que foram donos do
célebre Vou Vivendo virou um porto seguro na
madrugada. Ali, o pessoal pode beber e papear até altas
horas sem aquelas indesejáveis indiretas do garçom.
Os proprietários desconversam, mas o horário
oficial de fechamento raramente é respeitado. Em geral,
eles esticam. O salão de piso quadriculado, enfeitado
com caricaturas de personalidades da música brasileira,
recebe bons de copo, boêmios de carteirinha, intelectuais,
músicos e descolados em geral. O chope bem tirado,
com colarinho de primeira, contribui para a moçada
se esquecer da hora. Depois de pedir a saideira, mande vir
junto um caldinho de feijão um santo da casa
que pode ajudá-lo a acordar zerado no dia seguinte.
Rua Fidalga, 254, Vila Madalena,
3813-9226. 17h/2h30 (sex. até 3h30; sáb. 12h/3h30;
dom. 16h/1h). Cc.: D, M e V. Estac. c/manobr. (R$ 7,00).
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Posto
6
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| Novo
point da Vila: reverência ao Rio |
As
mesinhas vão sendo ocupadas uma a uma. Rapidamente,
o salão lota e uma espera se forma. Hora de relaxar
em frente a um chope cremoso e deixar de lado os problemas
do trabalho. Assim começa a noite no Posto 6, um dos
bares-sensação da Vila Madalena, inaugurado
no fim de 2002. Curiosamente, a casa conseguiu emplacar numa
esquina tida como micada. Desde o fechamento do Olivia, que
funcionou ali nos anos 90, o ponto não ia para frente.
Ex-dono do Venice, Wanderley Romano e mais dois sócios
arremataram o imóvel, fizeram dele um boteco chique
e viraram o jogo. Garimpadas nos arquivos do Jornal do Brasil,
fotos antigas reverenciam o Rio de Janeiro. Numa delas, Garrincha
dá um de seus dribles no Maracanã. Noutra, Vinicius
de Moraes, Chico Buarque e Nelson Motta dividem o balcão
de um bar em Copacabana. O clima de paquera e a trilha sonora
de MPB, bossa nova e jazz fazem o pessoal nem se dar conta
de que o horário do rush já acabou.
Rua Aspicuelta, 644, Vila Madalena,
3812-7831. 17h30/1h (sáb. a partir das 16h30; dom.
12h/0h). Cc.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 7,00).
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Skye
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| No
topo do Unique: bela vista da cidade |
No
topo do extravagante hotel design Unique, projetado pelo arquiteto
Ruy Ohtake, o restaurante Skye abriga um atraente bar de espera.
Toda a badalação em torno da casa deu fôlego
também a esse ambiente anexo, hoje tão concorrido
quanto o principal. O serviço de bebidas estende-se
por um enorme deque com piscina e espreguiçadeiras,
de onde se pode apreciar uma das mais bonitas vistas da cidade.
À direita, enxergam-se as árvores do Parque
do Ibirapuera; à esquerda, os prédios e as torres
iluminadas da Avenida Paulista. Para dar um toque festivo
ao espaço, DJs tocam bossa nova, lounge music, ambient
e house. Pizzas individuais e especialidades japonesas abastecem
a endinheirada clientela. Entre os coquetéis preparados
pelo barman José Roberto Maia, o colorido unique é
uma combinação de vodca preta, licor de limão,
calda de cereja e suco de abacaxi.
Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 4700 (Hotel
Unique), Jardim Paulista,
3055-4702. 12h/15h e 19h/0h (sex. até 1h; sáb.
almoço até 16h e jantar até 1h; dom.
almoço até 16h). Cc.: todos. Estac. c/manobr.
(R$ 7,00).
www.skye.com.br.
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Grazie
a Dio!
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| Clima
alto-astral: shows todas as noites |
O
que faz uma casa com música ao vivo despontar entre
tantas outras da cidade? Uma bem costurada programação
de shows, um time de músicos experientes e uma adequada
estrutura de som são fundamentais. Mas há sempre
um algo mais que a coloca acima das outras. No caso do Grazie
a Dio!, esse trunfo é o clima alto-astral. Inaugurado
em 1999 pelo italiano Maurizio Longobardi, o bar-restaurante
atrai uma moçada bonita e disposta a se divertir. Não
raro o espaço fica apertado para tanta gente
e, acredite, ninguém se incomoda. Na variada agenda,
os ritmos latinos marcam presença às terças,
com a big band Heartbreakers. Aos sábados, instrumentistas
dos grupos Funk Como Le Gusta, Havana Brasil e do extinto
Karnak armam uma concorrida jam session dançante. Mesmo
aos domingos, uma noite por natureza mais tranqüila,
a coisa ferve, com uma agitadíssima festa de samba-rock.
Rua Girassol, 67, Vila Madalena,
3031-6568. 19h/1h (sex. e sáb. até 1h30). Cc.:
todos. Couvert art.: R$ 10,00 (a partir das 21h). Estac. c/manobr.
(R$ 8,00).
www.grazieadio.com.br.
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Liquid
Lounge
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Grandiosas instalações: constante vai-e-vem |
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Conhecido
como o bairro do agito, a Vila Olímpia não teve
nenhuma de suas casas entre as campeãs do ano passado.
Em 2003, a história foi diferente. O novato Liquid
Lounge, inaugurado em abril, papou o título naquele
quesito que mais caracteriza a região, ou seja, a paquera.
Suas grandiosas instalações, com três
mezaninos interligados, plantas tropicais e queda-d'água,
caíram no gosto do público mauricinho. A ferveção
começa do lado de fora, onde uma fila se forma logo
no início da noite. Lá dentro, o pessoal não
quer saber de ficar na mesa. O constante vaivém resulta
numa intensa troca de olhares. Mas a azaração
pega forte mesmo quando a pista de dança entra em cena
com as batidas eletrônicas. Chegou a hora de partir
para o ataque. Para deixar o clima ainda mais solto, os atendentes
sobem no balcão e fazem performances com fogo. Se suas
investidas derem resultado, a próxima parada pode ser
um dos confortáveis sofás do lounge. Aí,
é mais de meio caminho andado.
Avenida Hélio Pellegrino, 801, Vila Olímpia,
3849-5014 e 3044-2808. 18h/último cliente (sáb.
a partir das 20h; fecha seg.). Cc.: V. Cons. mínima:
R$ 10,00 a R$ 40,00 (ter. a sáb. a partir das 21h;
dom. a partir das 20h). Estac. c/manobr. (R$ 8,00).
www.liquidlounge.com.br.
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ampgalaxy
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Pista subterrânea: DJs de primeira |
Donos
da grife moderninha A Mulher do Padre, os irmãos Vinicius
e Caio Campion inauguraram em abril uma casa multifuncional,
misto de bar, danceteria e loja de roupas. A estratégia
inicial de abrir a pista de dança somente uma vez por
semana deu resultado: suas baladas de terça viraram
notícia, atraindo gente descolada, famosos e curiosos.
Em pouco tempo, o nome ampgalaxy (assim mesmo, em minúsculas)
deixou de soar estranho e passou a significar noitada das
boas. Nestes cinco meses, passaram pelos pick-ups da casa
feras do som eletrônico como Marky, Renato Lopes, Anderson
Noise e o nova-iorquino Larry Tee, um dos bambambãs
do electro. Nas noites em que a pista subterrânea não
funciona às quartas e quintas, por exemplo ,
há sempre um DJ animando o lounge. Sem cerimônia,
o público pede licença, dá uma afastadinha
nas mesas e cai na dança.
Rua Fradique Coutinho, 352, Pinheiros,
3085-7867. 12h/último cliente (dom. a partir das 19h;
seg. até 20h). Cc.: D, M e V. Entrada: R$ 10,00 (sex.,
sáb. e ter. a partir da 0h). Cons. mínima: R$
15,00 e R$ 20,00 (sex. e sáb. a partir das 23h; ter.
a partir da 0h). Estac. c/manobr. (R$ 7,00).
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The
View
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No trigésimo andar: varanda sob medida |
Lugares
em topo de edifícios parecem ter vocação
nata para o romantismo. A deslumbrante paisagem da cidade,
lá do alto, propicia um cenário ideal para momentos
a dois. Prestes a completar um ano, o The View faz parte desse
time. O elegante bar está instalado no 30o andar de
um flat, próximo à Avenida Paulista. Um elevador
privativo conduz os casais até a cobertura do prédio.
Lá em cima, tudo conspira a favor: a iluminação
suave, o sonzinho ao vivo de piano e MPB, os confortáveis
sofás e poltronas amparados por mesinhas baixas. O
salão, todo envidraçado, realça o visual.
Nas paredes, fotos evocam arranha-céus de Nova York,
Chicago, Boston e Londres. Em noites de lua cheia, os apaixonados
refugiam-se no terraço, onde podem partilhar confidências
e carinhos com ainda mais discrição.
Alameda Santos, 981 (Flat International Plaza), Cerqueira
César,
3266-3692. 18h/2h (sáb. a partir das 19h; seg. até
0h; fecha dom.). Cc.: todos. Couvert art.: R$ 15,00 (a partir
das 21h). Estac. c/manobr. (R$ 5,00 por três horas).
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