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17 de setembro de 2003
CARTA AO LEITOR
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CRÔNICA
   

BARES

Ipiranga/Vila Mariana

Bar da Vila – Rua Joaquim Távora, 1322, Vila Mariana, 5539-4887. 17h/último cliente (sáb. a partir das 12h; dom. 16h/0h). Cc.: D, M e V. T.: todos. Estac. c/manobr. (R$ 5,00). www.bardavila.com.br.
Quando essa casa foi inaugurada, três anos atrás, a Rua Joaquim Távora ainda não havia se transformado num agitado corredor de bares. Freqüentado por casais e grupinhos mais sossegados, o local dispõe de mesinhas na calçada devidamente protegidas por toldos. Do cardápio, merece atenção o sanduíche de carne louca na baguete, temperado com tomate, cebola, pimentão, azeitona e ervas. O chope (Heineken) não arranca suspiros.

Bar do Luiz Nozoie – Avenida do Cursino, 1210, Jardim da Saúde, 5061-4554. 18h/23h (sáb. 12h/19h; fecha dom.). Cc.: D, M e V. www.bardoluiznozoie.hpg.com.br.
Esse boteco pé-sujo é tocado pela simpática família Nozoie. Ponto alto, a cozinha prepara frituras maravilhosas, como os espetinhos de peixe empanado e os rissoles de camarão, queijo e carne. Engenhoso, o sistema de refrigeração das cervejas foi criado pelo próprio Luiz. Ele transformou uma antiga máquina de fazer sorvete em tanque de gelar as loirinhas. As cervejas ficam no ponto em quinze minutos. Depois, para não congelar, as garrafas são levadas à geladeira.

Bar do Magrão – Rua Agostinho Gomes, 2988, Ipiranga, 6161-6649. 17h/último cliente (sáb. e dom. a partir das 12h). www.bardomagrao.com.br.
A excêntrica decoração – composta de badulaques de todo tipo, como luvas de boxe, relógios de parede e sapatos de palhaço – confere um charme único ao local. Pequeno e escurinho, esse autêntico boteco funciona há oito anos no Ipiranga. Quem toma conta do pedaço é Magrão, um figuraça de 1,90 metro de altura e 80 quilos. Roqueiro desde garotinho, ele coloca suas preferidas para rolar no CD-player. Entre as poucas e boas do cardápio está a berinjela picada e curtida no azeite. Os mais famintos podem pedir uma massa da trattoria anexa, que pertence à mulher do proprietário.

Bar do Nico – Rua Moreira e Costa, 538, Ipiranga, 273-4811. 11h30/0h (dom. 12h/16h; seg. a partir das 16h). Cc.: V. T.: todos. Manobr. (R$ 7,00).
Gerente do célebre Léo por oito anos, Milton Di Francesco levou para seu bar alguns segredos do antigo emprego. Entre eles, o apuro para extrair o chope, com colarinho espesso e na temperatura exata. Assim como na Rua Aurora, os canapés são preparados à vista do cliente. Primorosos, valem a visita, da mesma forma que os especialíssimos bolinhos de bacalhau e de arroz com provolone – ambos vendidos por unidade. Aberta há três anos, a casa ocupa um bem montado casarão de esquina. No salão tem um belo painel com a imagem do Museu do Ipiranga, que fica pertinho dali.

Barxaréu – Rua Joaquim Távora, 1150, Vila Mariana, 5539-2444. 17h/1h (sáb. 16h/0h; dom. 16h/22h). Cc.: D e M. Manobr. (R$ 7,00 de seg. a sex.).
As mesinhas na calçada e os potes com conservas sobre o balcão reforçam a atmosfera de botequim. Aberto em 1991, o bar ganhou fama de uns tempos para cá, principalmente por atrair os estudantes da vizinha Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). O dono é o boa-praça Paulinho Meirelles, famoso por ter sempre uma nova piada para contar aos clientes. Entre as sugestões para acompanhar a cervejinha destaca-se a porção de bolinhos de abóbora com carne-seca.

Genuíno – Rua Joaquim Távora, 1217, Vila Mariana,
5083-4040. 17h/1h (sáb. a partir das 12h). Cc.: D, M e V. Manobr. (R$ 7,00).
www.genuinochopp.com.br.

Está estrategicamente instalado em frente ao prédio da pós-graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Depois das aulas, os estudantes só precisam atravessar a rua para saborear um ajeitado chope, servido com colarinho de três dedos. O espaço mais concorrido fica nos fundos: um quintal cercado de plantas, sob a copa de duas árvores. Para beliscar, há porções triviais, como os sequinhos pastéis de carne, palmito e queijo com tomate seco.

Jabuti – Avenida Conselheiro Rodrigues Alves, 1315, Vila Mariana, 5549-8304. 10h/1h (dom. até 17h). Cc.: V. T.: todos.
O tradicional boteco, aberto na década de 60, fica em frente ao belo prédio do Instituto Biológico. O chamariz são as porções de peixes e frutos do mar, escoltadas por um chopinho bem tirado. Para garantir o frescor dos pescados, os donos madrugam na Ceasa pelo menos uma vez por semana. De lá trazem de tudo: lula, marisco, polvo, manjuba, pescada, porquinho, sardinha, atum, siri, camarão e patinha de caranguejo. As ostras vêm de Cananéia. Acompanhe: como nos velhos tempos, os próprios garçons fecham a conta, na matemática da ponta do lápis.

A Juriti – Rua Amarante, 31, Cambuci, 3207-3908. 8h/0h (dom. e feriados até 16h; fecha seg.). Estac. na Avenida Lins de Vasconcelos, 1042 (R$ 4,00 por três horas).
Um botecão de verdade, com mesinhas de ferro, azulejos nas paredes e televisão ligada o tempo todo. Aberto em 1957 numa travessinha da Avenida Lins de Vasconcelos, serve a famosa calabresa joana d'arc, assada no espeto em um fogareiro a álcool. A freguesia divide-se entre os tiozinhos da região, que ficam bebendo em pé no balcão e na calçada, e uma clientela de outros cantos da cidade, atraída pela fama dos aperitivos. São mais de trinta opções, como bolinho de bacalhau, ostra, lula e ovo de codorna. Além de um razoável chope, oferece uma famosa batida de amendoim.

 
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