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17 de setembro de 2003
CARTA AO LEITOR
RESTAURANTES
BARES
COMIDINHAS
MISTÉRIOS DA CIDADE
CRÔNICA
   

BARES

Bela Vista/Centro

Amigo Leal – Rua Amaral Gurgel, 165, Vila Buarque, 223-6873, Metrô República. 16h/1h (dom. e feriados 17h/0h). Cc.: todos. Estac. no nº 195 (R$ 5,00). www.amigoleal.com.br.
Acomode-se em uma das mesas e observe. Sem nenhuma solicitação, o garçom logo trará um prato de canapés e um chope. Em seguida, um outro virá oferecer uma dose de steinhaeger. Assim determina a tradição nessa choperia de estilo germânico, aberta em 1967 pelo alemão Leopoldo Urban, fundador do Léo. Mesmo localizada na suspeita Amaral Gurgel, a casa mantém um público cativo, principalmente na happy hour. Depois do expediente, as atenções se voltam para o valioso líquido que sai da chopeira e para os sequinhos pastéis (carne, palmito, camarão e queijo-de-minas), feitos na hora.

Bar Barão – Rua Barão de Duprat, 561, centro, 227-9687, Metrô Luz. 11h/21h (sáb. até 16h; fecha dom.). Cc.: V. T.: todos. Estac. no nº 589 (R$ 4,00 a partir das 17h). www.barbarao.com.br.
Foi inaugurado como O Léo, em 1968, pelo mesmo fundador da célebre casa da Rua Aurora. No início dos anos 90, entretanto, mudou de nome devido a uma disputa judicial. O chope caprichado, os canapés preparados à vista do cliente e as canecas de porcelana penduradas nas paredes evidenciam o parentesco. Cá, tal como lá, os bolinhos de bacalhau são preparados apenas às quartas e aos sábados. Fique atento ao horário: as portas baixam cedo.

Bar Estação – Shopping Frei Caneca, 3472-2373. 12h/0h (sex. a dom. até 1h). Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 3,00 (seg. a qui. a partir das 19h; sex. a dom. a partir das 18h). Estac. (R$ 3,00 por duas horas).
Sua localização estratégica, bem em frente às nove salas de cinema do Shopping Frei Caneca, oferece uma conveniente opção para antes e depois de um filminho. Além de um chope correto, pode-se escolher ali entre 21 coberturas de pizza. Apesar da péssima acústica do ambiente, aberto para o corredor do shopping, a casa insiste em manter a música ao vivo (MPB, blues e pop-rock) todas as noites.

Brahma – Avenida São João, 677, centro, 3333-0855, Metrô República. 11h/1h (qua. e qui. até 2h; sex. e sáb. até 4h; dom. 12h/23h). Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 25,00 (dom. a sex. a partir das 18h; sáb. a partir das 14h). Estac. c/manobr. (grátis de seg. a sex. até 16h; R$ 7,00 nos demais horários). www.barbrahmasp.com.
Aberto no fim da década de 40, viveu céu e inferno na célebre esquina da Ipiranga com a São João. Quando fechou as portas, em 1998, imaginava-se terminar ali a história desse símbolo da boemia paulistana. Mas, impulsionado pela revitalização do centro, voltou à ativa em 2001, preservando parte do charme original. Em seu salão de pé-direito alto, com lustres de cristal e espelhos, a música ao vivo impera em todas as noites. Em cartaz na casa há mais de dois anos, os paulistaníssimos Demônios da Garoa fazem concorridas apresentações às quintas-feiras. Num espaço anexo funciona o Brahminha, com entrada pela Avenida Ipiranga.

Café Piu Piu – Rua Treze de Maio, 134, Bela Vista, 3258-8066. 21h/2h (sex. e sáb. 21h30/4h; fecha seg.). Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 10,00. www.cafepiupiu.com.br.
Falem bem, falem mal, o Piu Piu segue com sua chama acesa na ladeira da Treze de Maio. Neste ano completou redondos vinte anos de vida. Esqueça o chope ruim e as porções triviais. Entre no clima. As noites de sexta e sábado, com shows de bandas cover de rock, atraem muita gente. Durante a semana, a programação abre espaço para outros gêneros, como blues, MPB, soul e instrumental.

Cambridge – Avenida Nove de Julho, 210 (Hotel Cambridge), centro, 3487-1176, Metrô Anhangabaú. 18h/último cliente. Cc.: todos. Entrada: R$ 5,00 (sex. e sáb. a partir das 23h). Cons. mínima: R$ 10,00 (só em noites de festa). Estac. c/manobr. (R$ 10,00). www.bardohotel.com.br.
Mesmo com o hotel desocupado, passando por uma reforma, o bar do Cambridge continua em voga devido às suas animadas festas. Muita gente procura o local para comemorar o aniversário – e, nesses casos, o anfitrião pode inclusive escolher o DJ. Com atmosfera noir, o ambiente preserva características da época em que foi inaugurado, na década de 50, com sofás de couro, cortinas de veludo e carpete. Fotos de Marilyn Monroe e Nat King Cole reforçam o clima cult.

Del Mar – Rua dos Andradas, 161, Santa Ifigênia, 222-8600. 11h30/21h (sáb. até 16h; fecha dom.). T.: todos (só no almoço até 16h).
A meio quarteirão do Léo, o boteco serve de abrigo quando o afamado vizinho fica superlotado. O chope pode não ser tão nobre, mas também desce fácil. Aberto em 1982 pelos irmãos espanhóis Delta e Mario, trocou de mãos há sete anos e é hoje tocado pela ex-pedagoga Marcia Leme. Os pôsteres que forram as paredes e a requisitada paella valenciana, em porção individual, mostram que a alma ibérica permanece viva. Vale a pena provar também a porção de camarões empanados.

Drosophyla – Rua Pedro Taques, 80, Consolação, 3120-5535. 19h/1h (sex. até 2h; sáb. 20h/2h; fecha dom.). Cons. mínima: R$ 10,00 a R$ 15,00 (qua. a sáb. a partir das 21h). www.drosophyla.com.br.
Depois de comandar por dez anos um bar homônimo em Belo Horizonte, a mineira Lílian Varella abriu em São Paulo o seu Drosophyla. Com um pé no kitsch, a decoração reúne excêntricos objetos da coleção da proprietária, como cabeças de animais empalhadas, bonecos infláveis e luzes de Natal. O lugar, notadamente cool, atrai casaizinhos e uma moçada em ritmo de pré-balada. Para tabelar com a estranha caipirinha de manga com pimenta-rosa, há bolinhos de camarão com catupiry.

Estadão – Viaduto Nove de Julho, 193, centro, 3257-7121, Metrô Anhangabaú. 24 horas. Cc.: D, M e V. T.: todos.
Uma considerável reforma, concluída no fim de agosto, deu outra cara ao velho boteco 24 horas. O surrado balcão de fórmica foi substituído por um de granito, com banquetas mais espaçosas. Pode ser que a mudança não agrade aos clientes de longa data, em nome da tradição. Para os novos fregueses, porém, as melhorias são bem-vindas. O bar recebe taxistas, policiais, boêmios e outros tipos que circulam pelo centro na madrugada. A maioria vai atrás de seu famoso sanduíche de pernil no pão francês. Segundo os donos, cerca de 400 deles são vendidos por dia.

Juke Joint – Rua Frei Caneca, 304, Bela Vista, 3120-1229. 23h/5h (dom. 9h30/20h; fecha de seg. a qua.). R$ 5,00 a R$ 10,00 (entrada) ou R$ 5,00 a R$ 20,00 (cons. mínima). Estac. no nº 348 (R$ 5,00).
Ocupa o porão de uma casa, a mesma que anos atrás abrigava o clube de jazz e blues Sanja. Underground por excelência, divide-se em bar e pista de dança, com praticamente nenhum aparato de decoração. Aos sábados, rola uma noitada de rock alternativo, a Subjazz, com bandas e DJs. Outro destaque da programação é o after-hours Rebordose Eletrônica, que começa – repito, começa – às 9h30 da manhã de domingo.

La Bourse – Rua Quinze de Novembro, 275, 9º andar, centro, 3233-2451, Metrô São Bento. 12h/18h (fecha sáb. e dom.). Cc.: todos. T.: todos.
No 9º andar do prédio da bolsa de valores, o bar de estilo inglês precede o restaurante de mesmo nome, onde na hora do almoço se reúne a alta-roda do mercado financeiro. No fim do dia, depois do estressante pregão, o pessoal dos bancos e das corretoras da região aproveita para relaxar os ombros e beber um uisquinho. As doses de 8 e 12 anos, assim como alguns coquetéis, têm preço promocional durante a happy hour. Um dos sócios da casa é o experiente João Salustiano de Moura, o Joãozinho, que trabalhou dezoito anos no restaurante La Tambouille, primeiro como barman e depois na gerência.

Santa Madalena – Rua Santa Madalena, 27, Bela Vista, 287-6999. 12h/15h e 18h30/1h (seg. só almoço; fecha sáb. e dom.). www.pannamontata.com.br.
Numa travessa da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, lado centro, o inusitado bar ocupa um galpão sem nome na porta. Ali, durante o dia, funciona uma cozinha comercial, a Panna Montata. Comandado pelo artista gráfico Sérgio Gagliardi, o bar possui um atraente quê de improviso, com cadeiras e mesas desemparelhadas e objetos antigos espalhados pelo salão. Podem-se provar ali algumas boas massas, como o nhoque romano (assado e servido com molho de tomate) e a lasanha de bacalhau. Para quem quiser apenas petiscar, a bruschetta de shiitake é uma boa saída. Entre as bebidas, há quinze marcas de cachaça, a maioria de Minas Gerais.

Terraço Itália – Avenida Ipiranga, 344, 42º andar, centro, 3257-6566, Metrô República. 15h/0h (sex. e sáb. até 1h; fecha dom.). Cc.: todos. Cons. mínima: R$ 25,00. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). www.terracoitalia.com.br.
Tudo conspira a favor do romantismo. A iluminação baixa, as poltronas grudadinhas e, o mais importante, a magnífica vista da cidade, a 160 metros de altura. Para alcançar o 42º andar do edifício, os casais precisam pegar dois elevadores e subir a pé um pequeno lance de escadas. Muitos turistas, a maioria estrangeiros, também são vistos por lá, contemplando a metrópole do alto. No cardápio estão quinze sugestões de petisco, como a miniquiche de siri. Para beber, além dos drinques clássicos, há robustas caipirinhas de frutas, como a de figo com carambola.

Veríssimo – Rua Frei Caneca, 80 (Pergamon Hotel), Bela Vista, 3120-2021. 6h/0h (fecha dom.). Cc.: todos. Estac. c/manobr.
Anexo ao restaurante do hotel Pergamon, o discreto bar conta com apenas quatro mesas e outros cinco lugares no balcão. Seu elegante ambiente, revestido de mármore italiano escuro, convida a pedir um drinque, como o cosmopolitan (sucos de cranberry e limão, vodca e Cointreau). Reforçam a carta de coquetéis oito receitas à base de champanhe. O adocicado love berry, por exemplo, combina a bebida com licor de framboesa. Na happy hour, de segunda a sexta, um sonzinho de piano embala o bate-papo.

Villaggio Café – Praça Dom Orione, 298, Bela Vista, 251-3730. 19h/último cliente (dom. 18h/23h; fecha seg.). Cc.: V. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 15,00. www.villaggio.com.br.
Na ativa há onze anos, a diminuta casa de shows cultua em sua programação o samba genuíno, a música instrumental e os novos compositores da MPB. Bambas como Monarco, Nelson Sargento e Dona Ivone Lara costumam passar por seu palco. Nas noites em que artistas célebres como esses se apresentam, o apertado salão costuma ficar intransitável. A aura boêmia vale a visita. Principalmente nos fins de semana, recomenda-se fazer reserva.

Xingu ­ Rua Martinho Prado, 119, Bela Vista, 3255-8244. 0h/5h (qui. a partir das 23h; fecha de dom. a qua.). Cons. mínima: R$ 30,00. Estac. c/manobr. (R$ 8,00).
No endereço onde funcionou o legendário Ferro's Bar, o clubinho tornou-se cult, principalmente por causa do falado electro, música eletrônica de viés retrô, repleta de sintetizadores. Considerados os embaixadores do gênero na cidade, os DJs Luca Lauri e Liana Padilha tocam por lá às sextas. A decoração brinca com o kitsch, com cortinas de paetê, plumas e cubos de vidro. Ao completar um ano, em agosto, a casa fechou para uma rápida reforma. A reabertura está marcada para o fim de setembro.

 
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