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O melhor da cidade
Guia 2002/2003 |
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BARES
BELA
VISTA/CENTRO
Amigo
Leal
Rua Amaral Gurgel, 165, Vila Buarque,
223-6873, Metrô República. 16h/1h (dom. 17h/0h). Cc.:
todos. Estac. no nº 195 (R$ 4,00). www.amigoleal.com.br.
Desde 1967, quando foi inaugurada pelo mesmo criador do Bar Léo,
esta choperia mantém intacta a qualidade do chope. A bebida
é tirada no capricho, com a pressão do gás
na medida, o que garante um creme consistente. Pelo salão
de estilo germânico, misturam-se pessoas que trabalham na
vizinhança, clientes antigos e jovens que vão ao centro
atrás de resquícios da boemia de outros tempos. Os
deliciosos pasteizinhos são feitos na hora e vendidos por
unidade, como ensinam os bons botecos.
Bar
Barão
Rua Barão de Duprat, 561, centro,
227-9687, Metrô Luz. 11h/21h (sáb. até 16h;
fecha dom.). C.: V. T.: todos. Estac. no nº 589 (R$ 4,00 a
partir das 17h). www.barbarao.com.br.
Próximo ao Mercado Municipal, guarda um pouco de história
em cada canto do salão. A começar pelas paredes, repletas
de canecas presenteadas por clientes. O garçom Hélio
Souza da Motta circula entre as mesas desde a inauguração
do bar, em 1968. Outra marca do passado é a antiga chopeira
elétrica, que faz a alegria de seus fiéis freqüentadores.
Os canapês de lingüiça blumenau são uma
boa companhia para o bem tirado chope.
Bar
Estação
Shopping Frei Caneca,
3472-2372. 12h/1h. Cc.: todos. T.: T e V. Couvert art.: R$ 2,00
(ter. a sex. e dom. a partir das 20h; sáb. a partir das 14h).
Estac. (R$ 2,00 por duas horas).
No mesmo piso dos cinemas do shopping, é interessante
pedida para antes ou depois do filminho. O ambiente recria uma estação
ferroviária, com ferramentas antigas e imagens da Estação
da Luz do começo do século passado. No cardápio,
sobressaem as pizzas de massa fina, como a que leva cobertura de
carne-seca com banana. A cada compra de ingresso para o cinema,
ganha-se um chope. O adocicado drinque central do brasil mistura
pinga, abacaxi, leite de coco e leite condensado. À noite,
sempre tem música ao vivo.
Bar
Léo
Rua Aurora, 100, Santa Ifigênia,
221-0247. 10h/20h30 (sáb. até 16h; fecha dom.). T.:
todos (só no almoço).
Quando alguém conhece este boteco, encravado em um pedaço
deteriorado da região central, quase sempre se torna devoto
de seu chope. A bebida é primorosa. O tirador Joaquim Fernando
Lopes Santos controla na munheca a torneira da antiga chopeira alemã.
Com a espátula, equilibra creme e líquido, até
atingir um resultado sublime. Depois, despeja os copos sobre o balcão.
A partir daí não há mais escalas. Os garçons
recolhem as caldeiretas e as levam até os sedentos clientes.
Embora esteja sempre lotado, é um programaço!
Brahma
Avenida São João, 677, centro,
3333-0855, Metrô República. 11h/1h (sex. e sáb.
até 4h; dom. até 23h; qua. e qui. até 2h).
Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 3,00 a R$ 20,00 (dom. a
sexta a partir das 18h; sáb. a partir das 11h). Estac. c/manobr.
(grátis de seg. a sex. até 17h; R$ 6,00 nos demais
horários).
Um dos mais célebres bares da cidade, foi reaberto no ano
passado com cara nova. De 1948, ano em que inaugurou, restaram para
contar história os lustres de cristal, alguns móveis
antigos e os dois maravilhosos pianos de cauda. O chopinho é
correto. Boa surpresa mesmo são os bolinhos de mortadela
e de bacalhau. Todos os dias há música ao vivo. Às
quintas, apresentam-se os Demônios da Garoa, um símbolo
paulistano. O Brahminha, com entrada pela Avenida Ipiranga, é
um espaço mais reservado, sem o zunzunzum do salão
principal.
Café
Piu Piu
Rua Treze de Maio, 134, Bela Vista,
3258-8066. 21h/2h (sex. e sáb. 21h30/4h; fecha seg.). Couvert
art.: R$ 5,00 a R$ 15,00.
www.cafepiupiu.com.br.
A ladeira da Treze de Maio, no coração do velho Bixiga,
já viveu noites mais brilhantes. Isso foi nos idos dos anos
70 e 80, quando a rua era sinônimo de agito noturno. Desse
período, o Piu Piu foi um dos poucos sobreviventes a manter
as características e o público fiel. O principal motivo
da longevidade se deve à intensa e variada programação
musical. No palco, a cada dia, apresentam-se bons conjuntos de rock,
blues, jazz, MPB e até cantores de tango.
Café
São Paulo Antigo
Largo
Santa Cecília, 52, Santa Cecília,
3361-2596. Metrô Santa Cecília. 24 horas (fecha dom.).
Cc.: todos. T.: todos. Couvert art.: R$ 5,00 a R$ 12,00 (a partir
das 19h). Estac. c/manobr. (R$ 6,00).
Ótima opção para o fim de noite. Ao lado do
larguinho de Santa Cecília, o lugar reserva uma atmosfera
boêmia. As poucas mesas reúnem notívagos, casais
e universitários interessados em fumar o último cigarro
ou pedir a saideira antes de voltar para casa. Durante a happy hour,
rola um violão suave. Nas altas horas da madrugada, entram
em cena bandas de rock, MPB e jazz. Para beber, o chopinho
claro ou escuro tem a preferência. Os reforçados
beirutes dão um jeito quando a fome aperta.
Cambridge
Avenida Nove de Julho, 210 (Hotel Cambridge), centro,
3487-1176, Metrô Anhangabaú. 18h/último cliente.
Cc.: todos. Cons. mínima: R$ 10,00 (só em noites de
festa). Estac. c/manobr. (R$ 10,00).
É totalmente cult. Fica no térreo do hotel de mesmo
nome, erguido na década de 50 ao lado do Vale do Anhangabaú,
num pedaço praticamente deserto à noite. A localização
e o ambiente com ar decadente acarpetado e escuro
fazem do lugar um concorrido endereço de festas. A discotecagem
é por conta de quem promove a noitada. Nas paredes, fotos
de Liza Minnelli e de Nat King Cole reforçam a atmosfera
noir.
Del
Mar
Rua dos Andradas, 161, Santa Ifigênia,
222-8600. 11h30/21h (sáb. até 16h; fecha dom.). T.:
todos (só no almoço).
Nas tardes de sábado, quando o Bar Léo costuma ficar
entupido, este botequim é a melhor alternativa para tomar
um chopinho com tranqüilidade. A bebida não chega a
ser tão primorosa quanto a do vizinho famoso, mas não
decepciona. O creme tece uma cobertura generosa sobre o líquido
levinho. A origem do bar fundado por dois irmãos espanhóis
pode ser comprovada na paella valenciana.
Drosophyla
Rua Pedro Taques, 80, Consolação,
3120-5535. Cons. mínima. (R$ 10,00). 19h/1h (sex. até
2h; sáb. 20h/2h; fecha dom. e seg.).
www.drosophyla.com.br.
Em 1996, a mineira Lílian Varella desembarcou em São
Paulo com seus dez anos de experiência no badalado Drosophyla
de Belo Horizonte. Neste ano, ela resolveu abrir na cidade uma versão
mais cool da outra casa. "É um bar pré-balada", define.
A decoração tem um pé no kitsch e outro no
lúdico. Há cabeças de bichos empalhadas, máscaras,
pratos e outros badulaques. O público de modernos faz o agito
do lugar, que não tem placa na porta e fica próximo
da Rua da Consolação, perto do cemitério. Do
cardápio mineirinho, prove os minipães de queijo recheados
de lombinho ou frango.
Estadão
Viaduto
Nove de Julho, 193, centro,
3257-7121, Metrô Anhangabaú. 24 horas. Cc.: D, M e
V. T.: todos.
O boteco é parada quase obrigatória para boêmios,
policiais e taxistas que circulam pelo centro durante a madrugada.
A maioria não hesita na hora de escolher. O campeão
de pedidos é o sanduíche de pernil com molho de cebola,
pimentão e tomate. Por dia, são vendidos cerca de
400 unidades. Sucos e cervejinhas fazem companhia ao lanche. Antes
de seguir para casa ou voltar ao batente, o pudim de leite é
um desfecho feliz para a rápida refeição.
La
Bourse
Rua Quinze de Novembro, 275, 9º andar, centro,
3233-2451, Metrô São Bento. 11h/18h (fecha sáb.
e dom.). Cc.: todos. T.: todos.
No prédio da Bolsa de Valores, elevador da esquerda,
9º andar, este bar-restaurante em estilo inglês reserva
uma atmosfera de clube. A tranqüilidade de sua happy hour é
um bom contraponto ao ambiente de alta ansiedade encontrado nove
andares abaixo, onde acontece o pregão. Confortável
e espaçoso, o piano-bar antecede o salão de refeições.
Aqui, os operadores substituem a gritaria do sobe-e-desce das ações
por um uísque, escolhido entre trinta rótulos disponíveis.
Santa
Madalena
Rua
Santa Madalena, 27, Bela Vista,
287-6999. 18h30/1h (fecha de sáb. a ter.).
www.pannamontata.com.br.
A localização é inusitada. Fica no endereço
onde, durante o dia, funciona uma cozinha comercial a Panna
Montata, fornecedora de massas e doces para restaurantes. Para montar
o bar, o artista gráfico Sérgio Gagliardi não
investiu fortunas. Apostou no improviso. Pendurou na parede, por
exemplo, um desenho original da Catedral da Sé, assinado
pelo autor do projeto, o arquiteto alemão Max Hehl. O quadro
foi presente de um amigo. Para beber, peça ao garçom
Santiago uma cerveja belga. Há marcas como Stella Artois
e Chimay. No enxuto cardápio, brilha a lasanha de bacalhau.
Terraço
Itália
Avenida Ipiranga, 344, 42º andar, centro,
3257-6566, Metrô República. 18h/0h (sex. e sáb.
até 1h; fecha dom.). Cc.: todos. Cons. mínima: R$
25,00. Estac. c/manobr. (R$ 10,00).
www.terracoitalia.com.br.
A vista deslumbrante, a iluminação suave e o som que
vem do piano fazem daqui um programa ideal para ir a dois. Para
chegar ao 42º andar, onde fica o charmoso bar, os casais precisam
tomar dois elevadores. No local, instalam-se em confortáveis
poltronas, posicionadas estrategicamente bem juntinhas. Prefira
as mesas próximas às paredes envidraçadas.
Depois, peça duas taças de champanhe e faça
um brinde à cidade a seus pés.
Veríssimo
Rua
Frei Caneca, 80 (Pergamon Hotel), Bela Vista,
3120-2021. 6h/0h (fecha dom.). Cc.: todos. Estac. c/manobr.
Anexo ao restaurante de mesmo nome, o bar funciona em um ambiente
elegante, revestido de mármore italiano escuro. A partir
da happy hour, suas poucas e aconchegantes cadeiras costumam receber
hóspedes estrangeiros e fãs de um drinque bem-feito,
preparado pelo barman Maurício. O cardápio de bebidas
foi reformulado. Houve a inclusão de coquetéis digestivos,
martinis e formulações à base de champanhe.
Servido em taça flûte, o pergamon combina vodca, sucos
de cranberry e limão, espumante e curaçau blue.
Villaggio
Café
Praça Dom Orione, 298, Bela Vista,
251-3730. 19h/último cliente (dom. a partir das 16h). Couvert
art.: R$ 3,00 a R$ 15,00. Cc.: V.
O grande trunfo é a programação musical, voltada
ao samba tradicional de primeira linha. Em dez anos, o minúsculo
palco já recebeu sambistas ilustres, como Nelson Sargento,
Dona Ivone Lara e Guilherme de Brito. Os domingos são destinados
ao conjunto Choro, Seresta & Cia., que interpreta Pixinguinha
e Jacob do Bandolim. Nos fins de semana, recomenda-se fazer reserva,
pois suas 24 mesinhas costumam lotar com facilidade.
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