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BUTANTÃ/CIDADE
JARDIM
Cânter
Avenida
Lineu de Paula Machado, 1263 (Jockey
Club), Cidade Jardim,
3037-7426. 17h/2h (sex. a dom. a partir das 12h; fecha ter.). Cc.:
todos. Estac. pelo portão 1, na Rua José Augusto de
Queirós. 
Antes
do pôr-do-sol, as mesas do terraço e da varanda do
bar mais jovem do Jockey Club costumam ser tomadas por uma turma
barulhenta. Em vez de fazer uma fezinha nos cavalos, a moçada
está mais preocupada em apostar na paquera e nas ótimas
caipiroscas preparadas pelo barman Marcelo. Quando a fome aperta,
os camarões com catupiry flambados no uísque dão
um jeito. A vista do hipódromo, com a Marginal Pinheiros
ao fundo quase sempre engarrafada, convida a voltar.
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Bar
Léo
Fotos Mario Rodrigues
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| Salão
sempre lotado: grata
investida etílica |
A
maioria dos paulistanos já ouviu falar do chope do
Léo. Talvez pela localização, em meio
a uma deteriorada vizinhança, talvez por fechar muito
cedo, boa parte da nova geração nem sequer pôs
os pés no tradicional boteco. Uma pena, pois saborear
aquela preciosa bebida está entre as mais gratas investidas
etílicas da cidade. Diariamente, a Brahma entrega quinze
barris na sexagenária casinha da Rua Aurora, o que
explica o frescor. Já a "tirada" é a marca do
lugar. Há doze anos, Joaquim Fernando Lopes Santos
-- e só ele -- manuseia a antiga chopeira alemã.
Com a espátula, equilibra líquido e creme. Ágil,
solta os copos sobre o balcão com rígidos três
dedos de colarinho. Os garçons levam as caldeiretas,
sempre por volta de 1 grau, nas mãos. Não carregam
bandejas, para a bebida não ficar passeando entre as
mesas e esquentar. As comidinhas também valem a visita.
O sanduíche polaco (divino!) reúne rosbife,
queijo prato, cebola, molho inglês e mostarda. E o bolinho
de bacalhau, servido só aos sábados? O que é
aquilo? Merece nota máxima.
Rua
Aurora, 100, Santa Ifigênia,
221-0247. 10h/20h30 (sáb. até 16h; fecha dom.).
T.: todos (só no almoço).
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Clube
do Churrasco
Avenida
Vital Brasil, 1111, Butantã,
3726-6239. 11h30/15h e 17h30/0h30 (qui. e sex. até 2h; sáb.
sem intervalo até 2h; dom. sem intervalo até 0h).
Cc.: todos. T.: todos (só no almoço). 
Parece
festa no quintal da casa de algum parente, amigo ou vizinho. Abastecida
com muito chope, a galera se esbalda nos churrasquinhos servidos
no espeto. Aqui, pode-se prová-los sem receio. Há
espetinhos de filé mignon com bacon, fraldinha, frango, calabresa,
brócolis e queijo de coalho. A picanha na pedra com farofa
dá para quatro pessoas. Vá em um sábado ensolarado,
de bermuda e tênis, e mande o estresse para o espaço.
Mercearia
Jockey
Avenida
Lineu de Paula Machado, 1263 (Jockey Club), Cidade Jardim,
3815-8664. 17h/2h (sex. e sáb. a partir das 12h; fecha ter.).
Cc.: D e M. Estac. c/manobr. pelo portão 1, na Rua José
Augusto de Queirós. 
Inaugurou
o conceito de happy hour informal no aristocrático Jockey.
Seu salão de linhas clássicas atrai um pessoal mais
maduro, se comparado ao jovial vizinho Cânter. No verão,
de preferência num fim de tarde, peça a refrescante
caipirosca de lima-da-pérsia em uma das mesas do arejado
terraço. De lá é possível avistar a
linha de chegada dos cavalos e apostar no páreo do dia. Para
isso, simpáticas moças circulam entre as mesas recolhendo
os palpites dos clientes. E dá resultado: o bar é
o segundo maior ponto de aposta no Jockey.
Recanto
Nordestino Bar dos Cornos
Rua
Araicás, 242, Jaguaré,
3766-2969. 8h/0h (sáb. até 22h; dom. até 18h).
www.bardoscornos.com.br
Folclórico,
sem a menor dúvida. O boteco, aberto há treze anos,
ficou conhecido popularmente como Bar dos Cornos por causa dos chifres
de animais que o decoram. Muitos moradores do pedaço e estudantes
da vizinha USP costumam bater cartão ali. Quando surge um
visitante de primeira viagem, um badalo de boi e uma sirene anunciam
a chegada do novato. As 150 (!) marcas de pinga e os tira-gostos
nordestinos ocupam todo o cardápio. Dá-lhe caldo de
mocotó, sarapatel e carne-seca na manteiga acompanhados por
uma boa caninha.
Zêzé
Rua
Doutor Eduardo Vaz, 70, Butantã,
3483-4355 e 9815-5056. 20h/último cliente (fecha seg.).
Este
é outro lugar muito curioso. Funciona dentro da sala da casa
da psicóloga Mayla Pace, onde cabem trinta e poucas pessoas.
Todos são atendidos apenas mediante reserva antecipada. A
atmosfera pitoresca, à luz de velas e lampiões, lembra
um ateliê, com quadros e peças de arte à venda.
Há apenas uma empregada: Marisa, que prepara um leve espaguete
ao molho de atum e creme de leite. A cozinheira também é
terapeuta corporal e aplica massagens relaxantes nos clientes. Experimente
os bolinhos de arroz com parmesão, que têm sabor de
infância. Para bebericar, suco natural, caipirinha ou uísque.
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Pasta
& Vino
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| Mesinhas
na calçada: ponto de parada dos boêmios e
insones |
O
que fazer quando bate uma fominha e nenhum serviço
de entrega em domicílio se encontra mais aberto? Ou,
em vez de jantar, dá uma vontade danada de esticar
a noite bebericando algo antes de voltar para casa? O Pasta
& Vino é um dos poucos bares-restaurantes da cidade
que acolhem bem até o dia clarear. Sua cozinha não
fecha nunca. Seja dia, seja noite, estão sempre lá
os apetitosos espaguetes, capeletes, canelones e outros dez
tipos de massa em molhos diversos. Dá para ir sozinho,
a dois ou em ruidosas turmas. Todos, pelo jeito, sentem-se
à vontade. Boêmios, insones e aqueles que estão
se recuperando da balada noturna preferem as mesinhas da calçada
e o bar que antecede os dois salões de refeição.
É a hora relaxante da saideira, o último drinque
ou chopinho antes de cair na cama.
Rua
Barão de Capanema, 206, Jardim Paulista,
3081-8747. 24 horas. Cc.: todos. T.: todos. Manobr. (R$ 4,00,
11h/16h; R$ 6,00, 16h/7h).
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