CENTRO-OESTE Goiás 464 Foie
gras do cerrado A marca Piquiras é uma das mais-mais
do circuito gastronômico de Goiás. Apontada pelo júri
da edição especial Veja Goiânia como a melhor mesa
da cidade, a casa se dedica a misturar receitas clássicas da comida internacional
com sabores regionais. Um exemplo: o foie gras do cerrado apresenta o fígado
de ganso com molho de jabuticaba, abacaxi grelhado e crostini na manteiga de trufa.
Avenida República do Líbano, 1758, Setor
Oeste,
62/3223-8168; Rua 146, 464, Setor Marista,
62/3281-4344; www.piquiras.com.br.
465 Pamonha
com guariroba? Uma das principais iguarias da cozinha goiana é
a pamonha salgada. Quem vem de fora pode estranhar, mas as pamonharias vendem
o quitute também com recheios como frango, guariroba (um tipo de palmito
amargo), queijo, pimenta e lingüiça. Servida quentinha, enrolada nas
folhas da espiga, a pamonha sai sempre cremosa na Frutos da Terra, eleita
por Veja Goiânia a melhor da cidade. Para garantir a qualidade, os
horários das remessas diárias da casa são obedecidos à
risca: 11 da manhã, 15 e 18 horas. Avenida Perimetral, 2065, Setor
Oeste,
62/3233-1507; Avenida T-11, 411, Setor Bueno,
62/ 3281-4049; www.pamonhariafrutosdaterra.com.br. Paulo
Rezende
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466
Friozinho da terra Não têm nada
de convencionais os gelados da sorveteria Frutos do Cerrado, eleita a melhor
da cidade na mais recente edição de Veja Goiânia. Dos
53 sabores comercializados, 32 são de frutas nativas da região.
Tem cajá-manga, cagaita, murici e mangaba todas cultivadas por pequenos
produtores. Entre as novidades do ano estão os sorvetes de amora, figo
e tapioca. Avenida 85, 3276, Setor Bueno,
(62) 3278-1209. Mais dois endereços; www.frutosdocerrado.com.br.
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Art déco goianiense A capital
costuma ser evocada por suas ruas largas, arborizadas e planejadas. O.k., nem
tão planejadas assim. O que pouca gente sabe é que a cidade possui
um respeitoso conjunto de construções no estilo art déco.
Ornamentos trabalhados típicos dessa corrente surgida na década
de 20 se fazem presentes na fachada dos monumentos. A maior parte fica nos arredores
da Avenida Goiás, a exemplo da Torre do Relógio, do Coreto da Praça
Cívica e do Palácio das Esmeraldas. Caldas
Novas Divulgação
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468 O
quente dos resorts Localizado a 43 quilômetros de Caldas
Novas, o complexo Rio Quente Resorts conta com seis hotéis e o maior
parque temático da região, o Hot Park. Em 2008, foi eleito o melhor
resort de campo, termas, interior ou selva pelos leitores da revista Viagem
e Turismo. Quem fica hospedado ali tem passaporte livre nos parques. Já
os que têm preguiça de se esbaldar entre tantas atrações
podem descansar nas piscinas quentes, exclusivas para os hóspedes. Fazenda
Água Quente,
64/3512-8000; pacote (mínimo de duas noites) a partir de R$ 701,00;
www.rioquenteresorts.com.br.
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Ondas no cerrado
Embora o Planalto Central fique a 1 000 quilômetros
do mar, é possível pegar praia por lá.
Ou quase isso. Em 2008, o Rio Quente Resorts inaugurou a Praia
do Cerrado. Trata-se da maior piscina de ondas da América
Latina, do tamanho de três campos de futebol e com 210
metros de faixa de areia. O movimento das águas chega
a 1,20 metro e a temperatura fica sempre nos 37,5 graus.
470 Adrenalina
para os pequenos Um dos destinos turísticos mais concorridos
da região, o Hot Park é diversão garantida para todas
as idades, mas principalmente para a criançada. Meninos e meninas com mais
de 1,30 metro de altura vão ao delírio nos tobogãs e escorregadores
gigantes. A mais radical atração é o Half Pipe, uma rampa
com bordas altas e formato de "U" que propicia alguns segundos de queda
livre. Certos brinquedos têm entrada cobrada à parte, a exemplo da
tirolesa e do mergulho de cilindro. Grátis para os hóspedes
do complexo hoteleiro. 471 Descida
radical Localizada na cidade de Formosa, a queda do Salto do Itiquira
está entre as maiores do Centro-Oeste, com 168 metros de altura. Por esse
motivo, é adorada pelos praticantes de rapel. Quem prefere um programa
menos radical pode encarar a trilha (fácil) de dez minutos até o
poço. Logo após o salto, o Rio Itiquira forma uma seqüência
de cachoeiras, corredeiras e piscinas naturais. Parque Municipal do Itiquira,
33 km do centro,
61/3503-5308. 472 Cavalhadas
de Piri Com seus casarões coloniais preservados e ruas de calçamento
de pedra, a cidadezinha histórica de Pirenópolis, carinhosamente
chamada de Piri, recebe visitantes o ano inteiro. Trilhas e belas cachoeiras fazem
parte do roteiro. Mas é na Festa do Divino Espírito Santo, realizada
no Pentecostes, que os turistas lotam as ruas para assistir à tradição
das cavalhadas. Desde 1826, a população se reúne para fazer
fantasias e encenar a luta entre cristãos e mouros nas Cruzadas. 473 Lampiões,
casarios, cinema e Cora Coralina O ar pacato, o casario
colonial e as ruas de pedra iluminadas por lampiões marcam a cidade de
Goiás, também conhecida por Goiás Velho. Trata-se de
um daqueles lugares onde o tempo parece passar mais devagar. Patrimônio
Histórico da Humanidade pela Unesco, viu seus monumentos ser arrastados
numa enchente do Rio Vermelho em 2001. As águas atingiram parte da principal
atração turística: a casa da poetisa Cora Coralina, morta
em 1985. Hoje, as marcas são quase imperceptíveis. Em julho, durante
o Festival Internacional de Cinema Ambiental, a cidade ganha um ar cosmopolita,
com bares abertos até altas horas da madrugada. 474
Caminho de fogo À meia-noite de quarta-feira
da Semana Santa, a iluminação pública da cidade de Goiás
é apagada. Ao som de tambores e à luz de tochas, homens com capuz
e pés descalços, os farricocos, começam a percorrer caminhos
que simbolizam a busca e a prisão de Jesus. Assim tem início a Procissão
do Fogaréu, tradição que remonta a 1745, quando foi introduzida
na antiga Vila Boa de Goiás. Cerca de 10.000 pessoas acompanham a trilha
de fogo que atravessa a cidade por uma hora e meia. 475
Coração magnético Repleta
de construções em forma de pirâmide e cúpulas, Alto
Paraíso de Goiás é considerada por místicos o
coração magnético do Brasil. Como a região repousa
sobre uma imensa reserva de quartzo, muitos esotéricos acreditam que ali
exista uma concentração maior de energia. Há até quem
jure já ter visto discos voadores por lá. A cerca de 30 quilômetros
do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, é a cidade mais bem estruturada
da região em termos hoteleiros e culinários. Para quem procura artigos
esotéricos e pedras, em forma bruta ou lapidada, eis o paraíso.
476 Terra das
cavernas A 78 quilômetros da cidade de Posse, na GO-108 para São
Domingos, fica um dos maiores sítios de cavernas do país. O Parque
Estadual do Terra Ronca tem cerca de 200 grutas, mas apenas duas estão
abertas à visitação: Terra Ronca (a 78 quilômetros
de Posse) e Angélica (a 115 quilômetros). Nas crateras abertas na
superfície, dá para admirar amplos salões ornados com florestas
de estalactites e estalagmites. Os guias que acompanham as visitas devem ser contatados
na Associação Ecológica dos Monitores Ambientais (Aema),
62/3439-6058. 477 Safári
e vaga-lumes No Parque Nacional das Emas (
64/3634-1228), a 27 quilômetros de Chapadão do Céu, é
possível ver de perto ema, veado-campeiro, lobo-guará, jaguatirica
e tamanduá-bandeira. O acesso, porém, está longe de ser fácil.
Percorre-se a maior parte do trajeto de carro. Há apenas uma opção
de caminhada por Mineiros, a 85 quilômetros pela GO-341. O melhor período
para a observação de animais vai de julho a outubro. Em noites quentes
(outubro e novembro), ocorre um fenômeno curioso: os cupinzeiros irradiam
uma luz azul-esverdeada, emitida pelas larvas de vaga-lumes. Elisa
Franco/Opção Brasil Imagens
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Chão de cristais Cânions,
paredões rochosos, rios cristalinos, cachoeiras e, principalmente,
piscinas naturais fazem da Chapada dos Veadeiros, a 428 quilômetros de Goiânia,
um grande centro de ecoaventura. Lá, praticam-se trekking, bikecross, aquarider,
rapel... O Parque Nacional (
62/3446-1159) constitui o principal programa, com suas flores do cerrado e pequenos
cristais de quartzo espalhados pelo chão lembre-se: não leve
nada de recordação. Há apenas duas trilhas abertas à
visita, com o obrigatório acompanhamento de um guia credenciado pelo Ibama.
Uma caminhada de 12 quilômetros (ida e volta) leva aos cânions 1 e
2 do Rio Preto, impressionantes paredões de rocha que formam gargantas
de 20 metros de altura. Fora do parque, há saltos, belas cachoeiras e o
Vale da Lua, conjunto de rochas esculpidas pelas águas do Rio São
Miguel.
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