Carta ao leitor
O melhor do Brasil

Nordeste
Bahia
Fernando de Noronha/Pernambuco
Rio Grande do Norte
Paraíba
Ceará
Piauí
Maranhão
Alagoas
Sergipe

Sudeste
São Paulo
Rio de Janeiro
Minas Gerais
Espírito Santo

Norte
Pará
Amazonas
Tocantins
Roraima
Amapá
Rondônia
Acre

Sul
Santa Catarina
Rio Grande do Sul
Paraná

Centro-Oeste
Brasília
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
     
 

SUL
Santa Catarina

Florianópolis

Outras cidades

 

Florianópolis

390 Ventos a favor

Cleide de Oliveira

Gente desestressada, adeptos da comida natureba e praticantes de qualquer esporte de vela se encontram na Lagoa da Conceição, onde os ventos são também favoráveis à paquera. Não faz diferença, aliás, se eles sopram para o sul, norte, leste ou oeste; sempre dá para praticar windsurf e kitesurf. Quando a noite chega, com ou sem vento, bandas e DJs fazem bombar os bares e as casas noturnas da região.

391 Está morno!
Duas trilhas levam à Lagoinha do Leste, a praia mais bonita de Florianópolis, a 28 quilômetros do centro. No sul da ilha, em meio a vilas de pescadores, é acessível após uma hora de caminhada íngreme a partir do Pântano do Sul. Num trajeto plano, saindo da Praia do Matadeiro, são três horas de trilha. O esforço é recompensado pela orla (quase) deserta e pelo mar verde-claro, de águas mornas.

392 Hoje e sempre
Em 2005, houve um incêndio. Como tudo o mais na história do Mercado Público ( 48/2106-7195, ramal 7245), ficou no passado. Recuperado, o prédio de 1820 segue aberto como se seu tempo sempre tivesse sido o agora. Entre as bancas de frutos do mar, armazéns e bares, o mais famoso – e com preços mais salgados – é o Box 32. Peça a ótima cachaça da casa, enquanto saboreia o pastel recheado com 100 gramas de camarão.

393 A ilha da ilha
Provavelmente o melhor passeio a partir de Florianópolis, a Ilha do Campeche é a única tombada pelo Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional. Ao chegar lá, qualquer visitante entende o porquê do tombamento, embora já seja possível desconfiar pela beleza do trajeto, que dura meia hora saindo da Armação. A ilha tem areia branquinha, 160 inscrições rupestres, costões de pedra e um mar azul-caribe de cair o queixo.

394 Em busca da onda perfeita
Boa parte de cerca de 1 milhão de pessoas que passam pela capital catarinense no verão é de surfistas, eternamente em busca da onda perfeita. Onde encontrá-la numa ilha com 42 praias espalhadas por quilômetros e quilômetros de orla? Depende do sentido para o qual o vento sopra: a nordeste, deixa ainda mais acolhedoras as águas das queridinhas Joaquina (que já foi palco de uma etapa do Campeonato Mundial de Surfe), Mole (a preferida do público GLS), Moçambique e Santinho. Vento sul? A dica é levar a prancha à Praia Brava.

395 A Ibiza daqui
Se Jurerê Internacional, no norte da ilha, já tinha um jeitão de balneário europeu, a inauguração da Pacha Florianópolis ( 48/3282-2054; www.pachafloripa.com.br) tende a acentuar ainda mais as semelhanças. Além da filial catarinense do templo internacional das batidas eletrônicas, há por lá restaurantes-lounges badalados, como o El Divino Beach ( 48/3282- 1816; www.eldivinobrasil.com.br). E casarões sem muros ou cercas, bem-cuidados jardins, carrões e artistas a desfilar...

396 A melhor mesa (e ostra)
Eleito pelo júri de Veja Santa Catarina o melhor restaurante de Florianópolis e, pela terceira vez consecutiva, a melhor casa para degustar ostras, o Ostradamus fica entre as paisagens bucólicas e as casinhas de estilo colonial, que remetem ao século XVIII, em Ribeirão da Ilha, o maior pólo produtor do molusco no Brasil. A ostra passa por um sistema de depuração para filtrar e eliminar impurezas e bactérias antes de entrar em uma das 25 receitas do menu. Uma delas é temperada com conhaque e gengibre.
Rodovia Baldicero Filomeno, 7640, Ribeirão da Ilha, 48/3337-5711; www.ostradamus.com.br.

397 Mensagem para você
No cinqüentenário Arante, em Pântano do Sul, as paredes e o teto são tomados por bilhetinhos deixados pelos visitantes. Enquanto se espera o pedido, lê-los pode se revelar um divertido passatempo. Para deixar o seu, basta pedir ao garçom papel, caneta e fita adesiva. O restaurante foi eleito, por dois anos seguidos, o melhor brasileiro segundo o júri de Veja Santa Catarina. Sugestão do cardápio, a seqüência de frutos do mar é uma espécie de menu degustação: inclui anchova frita, camarões no bafo, ao alho e óleo e à milanesa, iscas de peixe-espada, mariscos, casquinha de siri e ostra gratinada, além de dois filés de peixe ao molho de camarão, com arroz, pirão e salada. Tudo isso por R$ 39,00.
Rua Abelardo Otacílio Gomes, 254, Pântano do Sul, 48/3237-7022; www.arantebar.com.br.

Divulgação

398 Luxo no Santinho
A área de 1 milhão de metros quadrados ao norte da ilha, o spa e 120 atividades de lazer são predicados que levaram os leitores da revista Viagem e Turismo a eleger o Costão do Santinho o melhor resort de praia na última edição do Prêmio Viagem. Com dois terços de sua área tomados por Mata Atlântica, tem por cenário costões rochosos e dunas. O recém-aberto campo de golfe (com nove buracos) fica a 10 quilômetros do hotel. Estrada Vereador Onildo Lemos, 2505, Praia do Santinho,
48/3261-1000; diárias a partir de R$ 690,00; www.costao.com.br.

Cleide de Oliveira

399 Onde tudo começou
Reserve uma tarde para visitar construções históricas como a Igreja de Nossa Senhora das Necessidades (erguida na década de 1750), a Casa Açoriana (de 1800) e o Engenho Caminho dos Açores (de 1860). Tudo isso se encontra no bairro de Santo Antônio de Lisboa, uma das vilas açorianas mais antigas da ilha. A 17 quilômetros do centro, seu acesso se dá pela SC-401. Lá, manifestações culturais e religiosas encantam tanto quanto o artesanato de cerâmica e as rendas típicas, tradições igualmente herdadas de imigrantes oriundos dos Açores.

 

Outras cidades

400 Baleia à vista
Os moradores de Imbituba nem se impressionam mais. Para os turistas, porém, é difícil conter a emoção quando avistam, a menos de 30 metros da praia, as baleias-francas. Entre julho e novembro, esses mamíferos de até 7 toneladas deixam a Antártica para procriar e amamentar os filhotes em águas mais quentes – como as do município, a 90 quilômetros de Florianópolis. A agência Vida, Sol e Mar ( 48/3254-4199; www.vidasolemar.com.br) organiza passeios de uma hora e meia para observá-los, com saída da Praia do Rosa.

401 A praia que todos querem
Faz uma década que a Praia do Rosa, uma baía no município de Imbituba, no litoral sul, ganhou vida própria. A praia mais distante de Garopaba foi redescoberta por suas belezas naturais e virou estrela. É, aliás, o único trecho do litoral do Brasil a fazer parte do seleto clube das Baías Mais Belas do Mundo (www.world-bays.com). A praia é pequena, com pouco mais de 2 quilômetros de extensão, e, felizmente, segue preservada.

402 Lagoa dos ventos
Achou estranha a romaria de pessoas com pranchas e velas seguindo para a Lagoa de Ibiraquera, em Imbituba? Pois ali, na primavera, os ventos chegam a superar os 60 quilômetros por hora. Para windsurfistas, trata-se do paraíso. Quem ainda não domina o esporte também pode juntar-se a eles, pois há aulas para iniciantes ( 48/3255-1251) ministradas lá mesmo.

403 Tudo muito natural
Embora os banhistas estejam nus, o clima é inteiramente familiar. Trata-se da Praia do Pinho, a primeira dedicada ao naturismo no Brasil, a 12 quilômetros do centro do Balneário Camboriú. Rígidas, as regras precisam ser respeitadas – casais e famílias de um lado, homens desacompanhados do outro.

404 Neve
Entra ano, sai ano, e a neve continua sendo a atração no inverno em São Joaquim, na serra catarinense. A expectativa de ver os floquinhos brancos descendo do céu é suficiente para que, nessa época, a cidade fique lotada e faltem vagas na rede hoteleira.

405 Chuva de cerveja
A multidão vai à loucura quando o carro da cerveja e a motocicleta do chope passam distribuindo bebida de graça. Trata-se da Oktoberfest (www.oktoberfestblumenau.com.br), a segunda maior festa do mundo dedicada à cerveja – perde somente para a Oktoberfest original, em Munique, na Alemanha. É realizada em outubro, em Blumenau.

406 Estrada cênica
Quem alguma vez subiu a Serra do Rio do Rastro pela SC-438, entre Lauro Müller e Bom Jardim da Serra, há de concordar: é uma das estradas de montanha mais bonitas do país. De seus 34 quilômetros, 15 serpenteiam a encosta, em curvas de até 180 graus – acertadamente chamadas de "cotovelos". A neblina dá uma trégua justamente nos meses mais frios, revelando cânions e mirantes.

Divulgação

407 Parque dos sonhos
O caubói e showman Beto Carrero morreu em fevereiro de 2008, mas assegurou que seu nome seja lembrado pelas gerações futuras graças ao gigantesco Beto Carrero World. Ele buscou inspiração, obviamente, nos parques temáticos da Disney, nos Estados Unidos. O resultado de seus sonhos pode ser conferido em Penha, a 120 quilômetros da capital. Lá, tem espaço para babuínos e tigres num zôo e diversão em brinquedos radicais, como as montanhas-russas. Na área de shows, o Acqua mistura números de dança e acrobacia com efeitos de luz e som.
Rua Inácio Francisco de Sousa, 1597, Penha, 47/3261-2000; www.betocarrero.com.br.

408 Um senhor café
Bolos, tortas, salgados, sobremesas, quiches, empadões, frios, geléias, sucos, chás, café e, em alguns casos, até carnes e vinhos. Assim funciona o bufê do café colonial, típico das cidades onde a presença alemã é forte. Por um valor fixo, o cliente se serve à vontade. No centro de Joinville, essa experiência pode ser conferida (e saboreada) na Delicatesse Viktoria.
Rua Senador Felipe Schmidt, 400, Joinville, 47/3422-0570.

409 Para lá de exclusivo
Instalado em Governador Celso Ramos, a menos de uma hora de Florianópolis, o Ponta dos Ganchos Exclusive Resort é um destino sob medida para casais. Entre os vinte bangalôs, há os que têm hidro, piscina ou sauna com vista para o mar. A praia é quase privê e o restaurante, requintadíssimo. Dá até para agendar um jantar numa ilha particular, sob um quiosque de palha, com garçom à disposição.
Rua Elpídio Alves do Nascimento, 104, Praia de Gancho de Fora, Governador Celso Ramos, 48/3262-5000 e 0800-6433346; diárias a partir de R$ 1 390,00; www.pontadosganchos.com.br.

410 Vale da adrenalina
O Vale do Itajaí, no interior, está para os praticantes de esportes radicais como o litoral catarinense para os surfistas. Considerado um dos melhores do Brasil para a prática de rafting, o Rio Itajaí-Açu corta várias cidades, mas é entre Apiúna e Ibirama que as águas ganham força. Também há trechos para iniciantes, que intercalam corredeiras e águas calmas.
Ativa Rafting e Aventuras, 47/3353-1392; Ibirama Rafting Aventuras, 47/3357-2130.

411 Azaração entre pranchas
Reduto hippie no passado, Garopaba é hoje o endereço certeiro para quem aprecia surfe e paquera. Na Praia da Ferrugem, os surfistas aproveitam as ondas à luz do dia e depois viram a madrugada nos barzinhos. A tribo das pranchas também costuma freqüentar a Praia da Silveira. Surfistas ou não, todos costumam se aventurar no sandboard nas Dunas de Siriú, com 40 metros de altura.

412 Rota da cevada
Região colonizada por alemães, o Vale do Itajaí abriga várias cervejarias artesanais, que produzem sua bebida sem lançar mão de nenhuma espécie de aditivo químico. A Zehn Bier ( 47/3351-6685; www.zehnbier.com.br), em Brusque, fabrica os chopes pilsen e porter (com malte torrado, aromas de chocolate e café). Em Blumenau, há a famosa Eisenbahn ( 47/3488-7371; www.eisenbahn.com.br), recentemente vendida à Schincariol, e a Bierland ( 47/3337-3100; www.bierland.com.br), que faz pilsen, bock e weizenbier (com malte de cevada e de trigo). A Das Bier ( 47/3397-8600; www.dasbier.com.br), em Gaspar, é a única cervejaria do Vale a oferecer o chope braunes ale, de teor alcoólico mais elevado, ao estilo das cervejas inglesas. Escalas em Pomerode e Timbó levam os turistas a visitar, respectivamente, a Schornstein ( 47/3387- 6655; www.schornstein.com.br), que fabrica quatro variedades de chope, e a Borck ( 47/3382-0587; www.borck.com.br).
Flávio Vidigal/Tyba

413 Aventura submarina
O clima de azaração que permeia quase todo o litoral catarinense dá um tempo em Bombinhas, vizinha ao Balneário Camboriú e ponto de encontro dos adeptos do mergulho. Barcos saem da Lagoinha rumo à Ilha do Arvoredo, reserva biológica onde é possível ver tartarugas marinhas, arraias, cavalos-marinhos e até um navio naufragado. Para iniciantes, o curso de mergulho da Acquatrek ( 47/3369-2137; www.acquatrek.com.br) dura três dias. Quem prefere praticar o mergulho livre, só com snorkel, encontra águas claras na Praia da Sepultura, ao fim de uma trilha de cinco minutos.

414 Dias de dança
Na segunda quinzena de julho, Joinville sedia o Festival Internacional de Dança. O evento reúne, durante onze dias, companhias nacionais e internacionais. Aproveite e confira também a programação do Balé Bolshoi
( 47/3422-4070; www.escolabolshoi.com.br), que tem na cidade catarinense sua única filial fora da Rússia.

415 Às margens da Mata Atlântica
O passeio a bordo do Príncipe de Joinville III ( 47/3455-4444; www.barcoprincipe.com.br), com capacidade para até 350 pessoas, cruza a Baía de Babitonga. Às suas margens, uma exuberante vegetação revela o pouco que restou da Mata Atlântica na região. O tour pode partir tanto de Joinville quanto da Ilha de São Francisco do Sul – no primeiro caso, dura quatro horas e meia e passa por catorze ilhas da baía.

416 Marreco alemão
Na região do Vale do Itajaí, onde a colônia alemã mantém vivos seus costumes, o marreco recheado faz companhia na mesa ao eisbein (joelho de porco) e ao kassler (bisteca de porco defumada). Na preparação da receita, a ave ganha no interior seus próprios miúdos antes de ser assada. Para acompanhar: repolho roxo, chucrute e purê de maçã ou de batata. O prato pode ser provado no Abendbrothaus, avaliado com uma estrela no Guia Brasil 2009, do Guia Quatro Rodas. Abre só aos domingos, atende apenas mediante reserva e o único prato no cardápio é o marreco.
Rua Henrique Conrad, 1194, Vila Itoupava, 26 km do centro, Blumenau, 47/3378-1157.