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NORTE
Amazonas
Manaus
359 Disputa
de território
Todos os dias, dezenas de barcos saem do Porto de Manaus abarrotados
de turistas para ver o encontro das águas barrentas
e velozes do Rio Solimões com as escuras, mais quentes e
lentas águas do Rio Negro. Essa diferença de temperatura
e densidade faz com que os dois rios corram lado a lado por 6 quilômetros,
para só então se misturar. O passeio, das 9 às
16 horas, pode ser reservado nas agências locais.
360 Floresta
e ondas artificiais
Às margens do Rio Negro, distante 16 quilômetros do
centro de Manaus, o único resort da região amazônica
fica em uma área urbana próxima da floresta. Inaugurado
há mais de trinta anos, o Tropical não tem
o charme e a privacidade dos hotéis de selva. Por outro lado,
oferece animadas atrações, como o show folclórico
de boi-bumbá nas noites de quinta, a piscina de ondas artificiais
e uma exclusiva faixa de areia que se forma entre agosto e janeiro,
quando o rio está baixo.
Avenida Coronel Teixeira, 1320,
92/2123-5000 e 0800-7012670; diárias a partir de R$ 510,00;
www.tropicalhotel.com.br.
361 Seis
meses de praia doce
Área nobre de Manaus, a 18 quilômetros do centro, Ponta
Negra garante o agito noturno da região, com os melhores
bares e restaurantes concentrados à beira do Rio Negro. Entre
agosto e janeiro, o lugar é concorrido também durante
o dia. Nesse período, o nível do rio diminui, revelando
uma agradável faixa de areia. É a deixa para esticar
a canga ou a toalha na praia sazonal e dar um mergulho nas doces
águas.
362 Labirinto
de ilhas
O Arquipélago das Anavilhanas, a cerca de 40 quilômetros
de Manaus (um pulo, em se tratando de distâncias amazônicas),
é o mais novo parque nacional brasileiro. Lá, no entanto,
não se faz trekking nem escalada. De barco, percorre-se um
labirinto de canais e igarapés que formam cerca de 400 ilhas
inabitadas, de mata nativa. O passeio dura o dia inteiro e pode
ser contratado nas agências locais. Dá para observar
pássaros, piranhas e, com sorte, os botos que vivem na região.
363 Desjejum
reforçado
Reserve pelo menos duas horas para sentar à mesa do
Joelza, considerado o melhor café regional pelos
jurados de Veja
Manaus. Mais de 150 itens compõem o cardápio.
Só de tapioca são quinze variações,
como a de coco com tucumã (fruto de uma palmeira).
Bolos, pães, canjica, mingau de banana-verde com castanha-do-pará
e cuscuz com manteiga reforçam a lista. Satisfeito?
Ainda tem franguinho de leite acompanhado de macaxeira e carne-de-sol
com farofa.
Avenida Torquato Tapajós, s/nº (próximo ao
trevo da Estrada do Tarumã),
92/3654-5487.
364 Variado
e premiado
Na última votação promovida por Veja
Manaus, o Village ficou com o título
de o melhor restaurante da cidade. A casa, comandada pela
empresária mineira Helena Brito, dispõe de um
invejável e variado cardápio. Das cerca de sessenta
receitas, uma boa opção regional é a
caldeirada mista, feita com costela de tambaqui e camarão.
Para a sobremesa, banana flambada ao licor de cacau.
Rua Recife, 948,
92/3234-3642.
Mauricio Simonetti
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365 Que
espetáculo!
Bela construção dos áureos tempos do
ciclo da borracha, o Teatro Amazonas, de 1896, é o
cartão-postal de Manaus no coração da cidade.
O edifício neoclássico, cuja cúpula foi revestida
com 36.000 peças de cerâmica colorida, abriga uma das
mais luxuosas salas de espetáculo do país. Os lustres
de Murano, as máscaras venezianas, escadaria de ferro em
estilo art nouveau e o piso de mármores português e
italiano tornam a visita obrigatória, apesar das histórias
de que fantasmas vagam por lá. Nos meses de abril e maio,
tem como atração o Festival Amazonas de Ópera.
Praça São Sebastião, s/n°,
92/3232-1768.
366 Um rio
de peixes
Cerca de 1 tonelada de pirarucu é vendida ao mês
no Choupana, o melhor restaurante regional e também
o que prepara o melhor pescado na cidade, segundo a recente
eleição promovida por Veja
Manaus. No ambiente de palha e madeira, provam-se
peixes dos rios amazônicos que atendem por nomes como
matrinxã, tambaqui, tucunaré, jaraqui, filhote
(ou piraíba) e pirarucu. De entrada, peça a
casquinha de caranguejo. Depois, que tal uma costela de tambaqui
com molho de azeite e legumes salteados?
Rua Recife, 790,
92/3635-3878.
367 Cupuaçu
no copo
Sucos de acerola, cupuaçu e caju, entre sessenta sabores,
são servidos na Skina dos Sucos, a melhor casa do
gênero em Manaus. Para repor as energias, prove também
o açaí servido na tigela com guaraná, ovo,
farinha de tapioca, castanha e mel.
Avenida Eduardo Ribeiro, 629,
92/3233-1970.
368 Café
com compras
A Ecoshop, loja instalada num casarão azul ao lado
do Teatro Amazonas, é o endereço certo para comprar
suvenires e artesanato indígena autêntico. No meio
de cestas, bolsas, objetos para casa, camisetas e bijuterias, o
viajante ainda se abastece na cafeteria. Tem sucos e sorvetes feitos
com frutas regionais, salgados e balas recheadas com castanha-do-pará
ou cupuaçu.
Rua 10 de Julho, 509-A,
92/3234-8870.
369 Para
namorar
Numa viela do centro, com ambiente à meia-luz e mesas enfeitadas
por flores, o Bistrô Ananã é o lugar
preferido para ir a dois, segundo o júri de Veja Manaus.
A casa abre apenas nas noites de sexta e sábado. Seu
jardim, cercado de bambus e plantas nativas, é o lugar preferido
dos casais, que curtem som de bossa nova. À frente da cozinha
está a paraense Sofia Bendelak, que faz hambúrguer
de pirarucu.
Travessa Padre Ghisland, 132,
92/3234-0056.
Nelio Rodrigues
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370 Onça-pintada
e muito mais
Dos animais que todo mundo quer ver na Amazônia, a onça-pintada
é o mais cobiçado. E também o mais difícil
de ser avistado mesmo porque ela foge da presença
humana. Em Manaus, o Centro de Instrução de Guerra
na Selva mantém um zoológico na Estrada da
Ponta Negra, onde as onças são vistas do alto de uma
passarela. E tem mais: macacos, jacarés, cotias, pássaros
de belas plumagens, cobras, entre 285 animais de 56 espécies
da fauna local.
Estrada da Ponta Negra, 750,
92/2125-6471.
Divulgação
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371 No coração
da mata
Trilhas pela floresta, passeios de canoa aos igarapés, pesca
de piranha e focagem noturna de jacarés são alguns
dos atrativos para se hospedar nos hotéis de selva,
ao longo do Rio Negro. O Tiwa Amazonas Ecoresort (
92/9995-7892; diárias a partir de R$ 440,00 por pessoa) é
o mais próximo de Manaus, com amplos quartos suspensos sobre
um lago. No Anavilhanas Jungle Lodge (
92/3365-1042; pacote de duas noites a partir de R$ 950,00 por pessoa),
às margens do famoso arquipélago fluvial, as suítes
foram construídas sobre palafitas, mas com conforto de hotel
cinco-estrelas. Também erguido sobre palafitas, o Ariaú
Jungle Tower (
92/2121-5000; www.ariau.tur.br;
pacotes a partir de R$ 782,00) ocupa uma área de igapó,
inundada. Suas instalações são ligadas por
passarelas de madeira, com suítes que ficam no nível
das copas das árvores.
372 Na calçada
Alternativa aos bares badalados de Ponta Negra, o fim de tarde e
a noite de clima interiorano ao redor do Teatro Amazonas conquistam
cada vez mais os turistas. São casas de ambiente simples
e mesas na calçada, ao estilo do Bar do Armando, destacado
como o melhor boteco pelo grupo de jurados de Veja Manaus. Ali
se come um bem temperado sanduíche de pernil, acompanhado
de ma cervejinha sempre gelada. Aos 73 anos, é o próprio
Armando quem atende a freguesia e cuida do caixa. No fundo do salão,
repare nos bonecos gigantes que circulam pelas ruas da região
todos os anos, no Carnaval.
Rua 10 de Julho, 593,
92/3232-1195.
Cacau Mangabeira
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373 Em Belém e Manaus, tacacá
"Giselas Tacaca Stand". A plaquinha é
chamariz para estrangeiros que, na saída do Teatro
Amazonas, fazem uma pausa para conhecer o Tacacá
da Gisela, o melhor da cidade, de acordo com a eleição
promovida por Veja
Manaus. Por semana, são consumidos 200 litros
de tucupi (trazidos em tonéis de Janauacá, no
interior do estado) e 200 quilos de camarão seco vindos
do Maranhão, ingredientes que, junto com goma de mandioca,
jambu, chicória, alho e sal, entram no preparo do caldo
servido em cuias. Concorrente à altura, só mesmo
o Tacacá do Colégio Nazaré, considerado
o melhor pelos jurados de Veja Belém. Tacacá
da Gisela: Largo São Sebastião, s/nº, Manaus,
92/3234-8856; Tacacá do Colégio Nazaré:
Avenida Nazaré, s/nº, entre a Travessa Quintino
Bocaiúva e a Avenida Generalíssimo Deodoro,
Belém,
91/9142-0433.
Outras regiões
374 Garantido
x Caprichoso
Todo ano, no mês de junho, um festival regional em Parintins
opõe duas famosas agremiações, o Boi Garantido
e o Boi Caprichoso, que se enfrentam durante três dias. A
história do povo ribeirinho é apresentada na arena,
num espetáculo de música e dança em que os
dois bois-bumbás exploram lendas e rituais indígenas.
375 Ponto
culminante
O Amazonas tem a maior floresta tropical, a maior área geográfica
e... a maior montanha do país, o Pico da Neblina,
com 2 993 metros de altura. Visitá-lo é tarefa para
quem, definitivamente, gosta das distâncias amazônicas:
a trilha exige oito dias de andança a partir de Maturacá,
a 800 quilômetros de Manaus, e passa pelo Pico 31 de Março.
376 Turismo
social
Que tal visitar um barco-hospital? E ver de perto o trabalho das
artesãs de couro vegetal e palha de tucumã? O Projeto
Bagagem (www.projetobagagem.org.br)
mostra aos viajantes como é a vida das comunidades instaladas
às margens dos rios Tapajós e Arapiuns. O roteiro
de oito dias pela Amazônia Ribeirinha parte de Santarém
e custa R$ 1 950,00 por pessoa.
377 De barco,
pelo Solimões
O local já foi tema de um documentário, Mulheres
de Mamirauá, de Jorane Castro. Assim como ela, muitos
ficam fascinados com a primeira reserva de desenvolvimento sustentável
do Brasil, a Mamirauá (www.mamiraua.org.br),
localizada no Rio Solimões, próximo à cidade
de Tefé e quase fronteira com a Colômbia. Nos centros
flutuantes de pesquisa, cientistas estudam plantas e animais da
região. Dá para conhecer uma minúscula parte
do projeto, já que a área total é quase metade
da do estado de Sergipe. Prepare-se, porém, para encarar
oito horas de barco até lá.
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