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NORTE
Pará
Belém
340 Teatro
importado
Construído com o dinheiro dos barões da borracha,
o Teatro da Paz tem ornamentos de ferro inglês
banhados a ouro, lustres franceses de cristal e mármore
italiano nas paredes. Em agosto, recebe o Festival de Ópera,
com artistas brasileiros e estrangeiros. Há visitas
guiadas de hora em hora.
Praça da República, s/nº,
91/4009-8750.
341 Casa
da padroeira
A Basílica de Nazaré abriga a imagem
da padroeira do Pará. Suas paredes internas têm
revestimento de mosaicos de pedra. Nas laterais, 53 vitrais
narram a vida de Jesus Cristo.
Praça Justo Chermont, Nazaré,
91/4009-8400.
342 Amazônia
na casquinha
A sorveteria Cairu (Travessa 14 de Março, 1570,
91/3242-2749, e outros nove endereços na cidade) prepara
sorvetes de sabores incríveis. Os melhores levam frutas
da região amazônica, como bacuri, murici, sapoti,
graviola, cupuaçu e castanha-do-pará
imbatível entre eles.
343 Viagem
antropológica
Qualquer brasileiro com um mínimo de vocação
para bicho-grilo já sonhou em navegar pelo Amazonas.
De navio, a viagem de Santarém a Belém leva
dois dias e meio e custa entre 160 reais (de rede) e 300 reais
(na suíte).
Enart,
91/3224-1225.
344 Doce,
salgada, seca, molhada...
Setenta variações de tapioca fazem parte do
cardápio da Tapioquinha de Mosteiro, considerada
a melhor da cidade por Veja Belém. Uma das preferidas
chama-se molhada, com coco ralado, mergulhada na calda de
coco e servida em folha de bananeira.
Rua dos Pariquis, 1981-B, Batista Campos,
91/3242-5240.
345 Tem
remédio para tudo
Aberto o dia todo, todo dia, o Mercado Ver-o-Peso tem
centenas de barracas, divididas em alas: a dos doces, a das
raízes aromáticas, a dos temperos, a do artesanato...
As mais divertidas são dedicadas a poções
milagrosas que prometem curar tudo, principalmente problemas
amorosos e sexuais. Cuidado com bolsas e pertences.
Pará
346
Imersão na cozinha paraense
Um dos principais responsáveis pela difusão
dos ingredientes amazônicos pelo Brasil, o chef Paulo
Martins, dono do Lá em Casa, propõe uma
imersão completa na cozinha paraense. Com receitas
como pirarucu grelhado, patas e casquinha de caranguejo, farofa
de pirarucu, salada de feijão-manteiga, pato no tucupi
e maniçoba, seu restaurante foi eleito o melhor de
comida regional por Veja Belém.
Boulevard Castilhos França (Estação
das Docas),
91/3212-5588; www.laemcasa.com.
347 Bichos
e ciência
Ao contrário do que muita gente pensa, não é
a todo momento que se vêem bichos na Amazônia.
Para observar a fauna local, programa certeiro é uma
visita ao Parque Emílio Goeldi, que reúne
cerca de 2 000 animais de 86 espécies. Há três
exemplares da onça-pintada: uma fêmea de 21 anos
e dois machos, de 10 e 8 anos.
Rua Magalhães Barata, 376, Nazaré,
91/3219- 3369; www.museu-goeldi.br.
348 Bela
vitória
Já imaginou uma planta cuja folha tenha 2 metros de
diâmetro? Pois esse é o tamanho das maiores vitórias-régias,
belezas nativas do Brasil que podem ser admiradas no Jardim
Botânico de Belém, junto a outras 2 500 espécies
florestais amazônicas.
Avenida Almirante Barroso, 2305, Bosque Rodrigues Alves,
91/3276-2308.
349 Fé
e calor humano
No segundo domingo de outubro, uma multidão de 2 milhões
de fiéis lota as ruas de Belém durante o Círio
de Nazaré.Sob um sol escaldante, muitos se aglomeram
para segurar a corda que puxa o carro principal desde a Catedral
da Sé, na Cidade Velha, até a Basílica.
O suor, a umidade do ar e as lágrimas se misturam,
num cenário de intenso calor humano.
350 Italianíssimo
Neste ano, Veja Belém conferiu ao Dom Giuseppe
os títulos de o melhor italiano, a melhor carta de
vinhos e, o mais importante, o melhor restaurante da cidade.
O sucesso se deve à aliança entre as receitas
clássicas com técnicas modernas no preparo e
a escolha seletiva dos ingredientes, comprados de produtores
locais.
Avenida Conselheiro Furtado, 1420, em frente ao Centur,
Batista Campos,
91/4008-0001.
351 Moqueca
paraense
Pela quarta vez consecutiva, o restaurante Remanso do Peixe
recebeu de Veja Belém o prêmio de o melhor
pescado. Um sucesso, a moqueca paraense foi até
patenteada. Leva camarão, peixe filhote, patinhas de
caranguejo, tucupi, jambu, ervas e tomate.
Travessa Barão do Triunfo, 2590, casa 64, Marco,
91/3228-2477.
João Ramid/Fotomontagem/Ag.
Amazônia
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352 Caminho
das aves
No parque Mangal das Garças (Passagem Carneiro
da Rocha, Cidade Velha,
91/3242-5052), às margens do Rio Guamá,
é possível caminhar entre guarás e outras
aves (foto). Lá também está o
Museu Amazônico da Navegação, o fabuloso
borboletário e o bom restaurante Manjar das Garças.
No mirante da torre, aproveite a vista de 360 graus de Belém.
353 Pedras
e cerâmicas
O antigo Presídio São José deu lugar
ao Pólo Joalheiro de Belém, complexo
que engloba o Museu das Gemas do Estado e a Casa do Artesão.
Há exposições de minerais, oficinas de
fabricação de jóias e lojinha para comprar
pedras e cerâmica marajoara.
Praça Amazonas, s/nº,
91/3230-4452.
Octavio Cardoso
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354 A
estação da poente
Perto de completar uma década, a Estação
das Docas é um dos lugares mais aprazíveis
de Belém. Os antigos armazéns do porto foram
convertidos em lojas de artesanato, restaurantes e bares,
que ficam cheios nos fins de tarde. Todo mundo quer aproveitar
a vista do pôr-do-sol na Baía do Rio Guajará.
Outras regiões
355 Areias
de algodão
Trezentos anos atrás, quando depararam com a brancura
das areias desta ilha do litoral paraense, os navegadores
portugueses resolveram chamá-la de Algodoal.
Para chegar lá, é preciso enfrentar estrada,
barco, carroça e caminhar. A recompensa é
a Praia da Princesa, onde há dunas e uma lagoa.
356 Búfalos
e guarás
Na Ilha de Marajó, muita gente vai à Fazenda
Araruna (
91/3741-1474) para andar de búfalo até
a praia e tirar uma foto ao lado do animal. Preste atenção
na revoada dos guarás, aves com penas de um vermelho
vivo.
357 Amazônia
oceânica
O pequeno trecho em que o Atlântico banha a Região
Norte vem sendo descoberto pouco a pouco. Salinópolis,
no Pará, é um balneário que tem sol o
ano inteiro, clima equatorial e temperatura média de
27 graus condições ideais para aproveitar
o mar e as piscinas naturais.
358 Um
quê caribenho
Entre julho e janeiro, época em que a chuva dá
uma trégua e amplia a faixa de areia, dá para
fotografar Alter-do-Chão, a 35 quilômetros
de Santarém, no Pará, e dizer que esteve no
Caribe. Mas as águas de azul intenso são do
Tapajós, o mais bonito dos rios da Amazônia,
que forma inúmeras prainhas na região. No fim
da tarde, programe-se para um passeio muito legal: a quinze
minutos de lancha, na entrada da enseada, vêem-se botos
dando shows de acrobacia.
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