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SUDESTE
Espírito Santo
329 Arrasta-pé
até o sol raia
As dunas e praias de Itaúnas, vila de pescadores
soterrada pela areia nos anos 60 e hoje reconstruída, não
são páreo para a principal atração do
local: o forró. Na divisa com o estado da Bahia, o vilarejo
caiu nas graças de jovens de São Paulo e do Rio de
Janeiro, que lotam o lugar na alta temporada. Os tradicionais trios
com zabumba, triângulo e sanfona animam o bate-coxa, que começa
depois da meia-noite e só pára quando o dia amanhece.
Na segunda quinzena de julho, de onde quer que haja sanfoneiros
no país chegam grupos para o Festival Nacional de Forró.
Walter Monteiro
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330 À
moda da Macedônia
Esqueça a tradicional moqueca capixaba. Comandado
pelo macedônio Vicente Bojovski, o Guaramare, em Guarapari,
a 64 quilômetros de Vitória, é um restaurante
de pescados do tipo nada óbvio. Nem cardápio tem.
Numa grande bandeja de cobre, o cliente escolhe os peixes, lagostas
e camarões que preferir, todos sempre fresquíssimos.
Os itens selecionados são assados na brasa apenas com azeite
de oliva e alecrim. Depois, recebem um molho de manteiga e alcaparra.
O banquete inclui salada, batata cozida, arroz à grega ou
espaguete, além de um pavê de pêssego acompanhado
de banana-da-terra assada na brasa.
Avenida Meaípe, 716, Nova Guarapari, Guarapari,
27/3272-1300
331 Domingo
na paz
A rotina do Mosteiro Zen no Morro da Vargem, perto de Vitória,
se altera aos domingos, dia aberto para visitação.
Os interessados têm pela frente uma íngreme subida
antes de alcançar esse centro de meditação
encravado na Mata Atlântica, no qual só se adentra
com os pés descalços. Os monges que lá residem
cuidam de mostrar seus cinco templos aos turistas. Não se
cobra pelo passeio de domingo. Quem quiser se aprofundar na meditação
poderá hospedar-se no próprio mosteiro por quatro
dias, ao preço de 400 reais.
Acesso pelo km 217 da BR-101 para Linhares, município
de Ibiraçu, a 50 quilômetros de Vitória;
27/3257-3030.
Divulgação
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332 Ritmo
de pesca
Nada menos que 636 quilos. Eis o peso do marlim-azul que deu
ao capixaba Paulo Amorim o recorde mundial de pesca dessa espécie,
em 1992. Não é de estranhar que tal recorde tenha
sido quebrado na costa entre Vitória e Guarapari, região
procuradíssima para pesca esportiva de marlim-branco
e marlim-azul, principalmente entre outubro e fevereiro. Para quem
almeja quebrar o recorde de Amorim, os passeios para pesca incluem
varas, carretilhas e iscas, além de lanche e almoço.
As lanchas deixam o porto às 6 da manhã e só
retornam às 17h30.
Dolphin Pesca Oceânica,
27/3345-9455; passeios a partir de R$ 3 600,00 para até seis
pessoas.
333 Hotel
panorâmico
Dá para ver Vitória e Vila Velha de quase todos os
pontos do prédio. Da varanda dos quartos, por exemplo, avistam-se
a Terceira Ponte, que liga as duas cidades, e o Convento de Nossa
Senhora da Penha, em Vila Velha. Essa vista panorâmica deve-se
à localização do Hotel Ilha do Boi, sobre
uma pedra no ponto mais alto da ilha de mesmo nome. Entre os 95
apartamentos, a suíte master tem 80 metros quadrados, com
ante-sala e banheira de hidromassagem. E o melhor: as praias mais
preservadas da capital estão logo ali.
Rua Bráulio Macedo, 417, Ilha do Boi, 27/3345-0111; diárias
a partir de R$ 179,00; www.hotelilhadoboi.com.br.
334 Ode
ao vinho
Criado com o propósito de exaltar o vinho, o Aleixo
levou na edição 2008/2009 de Veja
Espírito Santo não apenas o título
de a melhor carta da bebida, mas também os de o melhor contemporâneo
e o melhor restaurante de Vitória. As 2 000 garrafas (cerca
de 200 rótulos) acomodadas na adega climatizada que ocupa
toda a parede do fundo fazem jus ao prêmio, enquanto os méritos
da cozinha cabem a Juarez Campos, duas vezes considerado o chef
do ano. Entre as receitas, o lombo de bacalhau é cozido lentamente
e em baixa temperatura numa imersão de azeite com cebola,
batata, alho e tomate-cereja.
Rua Aleixo Neto, 1204, loja 1, Praia do Canto, Vitória,
27/3235-9500.
335 Gigante
multicor
Há trilhas em meio à Mata Atlântica, piscinas
naturais e cavalgadas ecológicas, mas a grande atração
do Parque Estadual Pedra Azul é a pedra que lhe dá
nome. Trata-se de uma formação rochosa de origem vulcânica,
com 1 822 metros de altura e coberta de liquens. Estes mudam de
cor. Conforme a incidência do sol, ganham tons de verde, amarelo
e, por volta das 9 da manhã, azul. O parque fica na cidade
serrana de Domingos Martins, a 64 quilômetros de Vitória.
Acesso pelo km 88 da BR-262 para Belo Horizonte, Domingos Martins,
27/3248-1156.
336 Flores
para comer
Perto da Pedra Azul, encontra-se o restaurante eleito o melhor da
montanha pelo júri de Veja
Espírito Santo. Com muita natureza e umas poucas
casas de veraneio ao redor, o Espaço Vellozia tem
à frente Elizandra Modolo. A especialidade são carnes
como pato, coelho, codorna e cordeiro. Sugestão da chef:
confit de canard (coxa e sobrecoxa de pato cozidas em baixa temperatura)
com risoto de tomate seco. Para acompanhar, há o purê
de banana e o de fruta-pão. Na finalização
dos pratos, a cozinheira sempre inclui uma flor comestível.
BR-262, km 89,5, Sítio das Flores, Pedra Azul, Domingos
Martins,
27/3248-0097
337 Pirão,
o rei da moqueca
A moqueca capixaba, ao contrário da baiana, não
leva leite de coco nem azeite-de-dendê. É feita com
tomate e temperos como urucum. E, segundo a avaliação
do júri de Veja
Espírito Santo, não há no estado receita
como a do Pirão, restaurante que recebeu o prêmio
de a melhor moqueca. As versões com badejo, robalo e camarão
saem bastante. Também aparece no cardápio garoupa
salgada com banana-da-terra, entre outros pratos. Nas paredes da
casa, o proprietário Hercílio Alves da Silva, o Pirão,
aparece em fotos ao lado de celebridades que vão de Elke
Maravilha ao presidente Lula.
Rua Joaquim Lírio, 753, Praia do Canto, Vitória,
27/3227-1165.
338 Panelas
de Goiabeiras
Uma autêntica moqueca capixaba deve ser preparada numa
boa panela de barro. Dizem que as melhores delas são as que
saem do galpão das paneleiras de Goiabeiras, no bairro
de Goiabeiras Velha. Moldadas à mão, queimam durante
meia hora numa fogueira que chega a 600 graus. A fase seguinte consiste
numa imersão em tintura de tanino. A produção
mensal gira em torno de 5 000 peças e sustenta cerca de 120
famílias. O Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional considera o ofício dessas paneleiras
um patrimônio cultural imaterial do país.
Rua das Paneleiras, 55 (siga as placas indicativas próximas
à Ufes, na Avenida Fernando Ferrari), Goiabeiras Velha, Vitória,
27/3327-0519; www.paneleirasdegoiabeiras.hpgvip.ig.com.br.
Gilvan Barreto
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339 Dos
tempos do Brasil-colônia
No topo de um morro de 154 metros de altura, o Convento
Nossa Senhora da Penha é um cartão-postal de Vila
Velha. Ainda no século XVI, freis franciscanos ergueram ali
a capela que daria origem ao convento. A cada quinze minutos, uma
van sai da Rua Vasco Coutinho levando turistas até lá.
Outro modo de ir é subir a pé, mas lembre-se: trata-se
de uma ladeira e o trajeto pode levar até vinte minutos.
Do alto, é possível avistar boa parte da capital capixaba.
A volta pode ser pelo caminho de paralelepípedos em meio
à Mata Atlântica. É comum surgirem pequenos
macacos, já acostumados com turistas, em busca de alimentos.
27/3329-0420;
www. conventodapenha.org.br
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