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NORDESTE
Bahia
Salvador
Leonardo Papini/Sambaphoto
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1 SOOBE!
Subir ou descer pelo Elevador Lacerda custa 5 centavos.
O percurso de 72 metros, que separa a Cidade Alta da Cidade Baixa,
dura trinta segundos e é feito no interior de quatro cabines
fechadas. Frustrante? De jeito nenhum, ainda mais quando se desembarca
na Praça Tomé de Sousa. Lá de cima, vêem-se
as casinhas da Cidade Baixa e o Forte de São Marcelo, com
a bela Baía de Todos os Santos ao fundo.
2 Mordomia
na areia
Distante uma hora da região central, entre Itapuã
e o aeroporto, a Praia do Flamengo é a mais bacana
da cidade. O cenário composto de mar verde, águas
mornas e extensos coqueirais tem como outra atração
disputadíssimas barracas de praia, geralmente tomadas por
gente bonita. Mais do que oferecer um mero guarda-sol aos banhistas,
esses locais contam com infra-estrutura exemplar, sombra, muita
sombra, e agito, muito agito.
3 Gringolândia
No badalado trecho da Praia do Flamengo conhecido como Aleluia,
a Barraca do Lôro (
71/3374-7509) já recebeu artistas como os guitarristas Jimmy
Page e Ron Wood. Chegue cedo para conseguir uma das espreguiçadeiras
cobertas com esteiras e almofadas de chita, peça ao barman
um caprichado mojito e explore as piscinas naturais, o lounge, os
deques, a tenda de massagem...
4 Balada
a pino
Eleita a melhor barraca de praia pelo júri da edição
especial Veja
Salvador, a Marguerita (
71/3374-7318 e 3363-5822) se transforma, nos fins de semana,
numa pista de dança animada por DJs. Mas há
espaço e mimos para os que preferem, simplesmente,
não fazer nada: as espreguiçadeiras acolchoadas
são fabricadas com material que não esquenta,
há kits térmicos para até dez garrafas
em todas as mesas e um novo sushi-bar construído sobre
o deque.
5 Milk-shake
de tapioca
Quem vai à Igreja do Bonfim merece fazer uma escala para
pedir a bênção, quer dizer, cometer o pecado
da gula na Sorveteria da Ribeira. Coco verde, umbu,
biribiri, cajá, mangaba e jenipapo são alguns dos
sessenta sabores. Mas irresistível mesmo é o milk-shake
de tapioca.
Praça General Osório, 87, Ribeira,
71/3316-5451.
Inácio Teixeira
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6 Um
acarajé antes, uma cocada depois
Se você decidir passar uma tarde em Itapuã, não
deve voltar de lá sem ter provado o melhor acarajé
da cidade. É a baiana Cira além de sua
filha e de sua neta quem faz a massa sequinha e recheia o
bolinho de feijão com camarões bem temperados, vatapá
cremoso e vinagrete caprichado. Expostas no famoso tabuleiro, também
enchem os olhos as cocadas-puxa, com pedacinhos de coco e rapadura.
Rua Aristides Milton, s/nº, Itapuã,
71/3249-4170.
Inácio Teixeira
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7 Bahia de todos os sabores
O cardápio é francês. O chef, Laurent
Rezette, é belga. A vista para o mar, com a Ilha de
Itaparica ao fundo, dá o tempero baiano à mistura.
Com essa receita, o Chez Bernard destaca-se como o
melhor restaurante da cidade, segundo o júri de
Veja
Salvador. No ambiente de bistrô, com cortinas
de veludo vermelho e cadeiras estilo Luís XV, Rezette
serve pratos como o camarão ao poivre com arroz selvagem
e sobremesas clássicas, a exemplo do crepe suzette.
Rua Gamboa de Cima, 11, Aflitos,
71/3328-1566.
8 Haja fitinha
Se tem um dia em que católicos e seguidores do candomblé
se reúnem nas ruas de Salvador é na segunda quinta-feira
depois do Dia de Reis (6 de janeiro), na lavagem do Bonfim.
Cerca de 1 milhão de pessoas percorrem os 8 quilômetros
que ligam o Largo da Conceição ao Largo da Igreja
do Nosso Senhor do Bonfim. Ali, 200 baianas esfregam com vassoura
e água-de-cheiro os degraus e o átrio da igreja, ao
som de atabaques e cânticos em iorubá. Por fim, não
é exagero dizer que o Carnaval começa ali.
9 Lá
vem o sol
É fácil entender por que o Bar da Ponta
é dono da melhor happy hour da cidade, segundo a eleição
da edição especial Veja
Salvador. Erguido sobre um píer desativado,
seu salão se abre para a Baía de Todos os Santos.
Através das paredes de vidro, é possível
observar o Elevador Lacerda e os barquinhos, as lanchas e
os iates ancorados na marina atrações
coadjuvantes do espetacular pôr-do-sol. Para se acomodar
nas mesas da janela, convém chegar cedo. Depois, é
pedir um espumante, uma porção de ostras frescas
(trazidas de Santa Catarina de quinta a sábado) e esperar
a noite cair.
Avenida Contorno, 2, Praça dos Tupinambás, Comércio,
71/3326-2211.
Iatã Cannabrava
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10 Altos
e baixos
A região do Pelourinho não passa pela mais
esplendorosa de suas fases. Diversos dos cerca de 800 imóveis
tombados precisam de reforma urgente, mas o conjunto da obra é
tão magnífico que não pode ser desmerecido.
Porém, é preciso ter pernas e fôlego para se
embrenhar nas estreitas ruas calçadas de paralelepípedo
e paciência diante dos ambulantes que querem a todo custo
amarrar no pulso do turista uma fitinha do Senhor do Bonfim. Tome
como marco zero o Largo do Pelô.
11 Luxo
monástico
O Pestana Convento do Carmo reproduz a atmosfera do século
XVI, época em que abrigava os monges carmelitas. Suas antigas
celas foram convertidas em quartos e os corredores, à meia-luz,
têm móveis seculares. A mordomia oferecida em nada
lembra a rotina regrada de outrora: dá para relaxar no spa
LOccitane e saborear ótimas receitas portuguesas com
tempero baiano do restaurante Conventual, ali instalados.
Rua do Carmo, 1, Pelourinho,
71/3327-8400; diárias a partir de R$ 748,00; www.pestanabahia.com.br.
12 Missa
afro
Às 6 da tarde das terças-feiras, na Igreja Nossa
Senhora do Rosário dos Pretos, aquela de fachada azul
no Largo do Pelourinho, é celebrada uma missa acompanhada
de atabaques e cantos tradicionais. Num dos momentos marcantes do
ritual, os fiéis dirigem-se ao altar, dançam como
no candomblé e deixam uma cesta de pães para ser benzidos
e depois distribuídos no fim da cerimônia.
13 Quilates
de fé
A Igreja e Convento de São Francisco, dedicada ao
padroeiro dos pobres, é a mais rica do país. Nada
menos que 800 quilos de ouro presentes em seu interior deixam o
visitante boquiaberto, diante de tamanho esplendor. Construída
no século XVIII em estilo barroco, reúne esculturas
e pinturas de anjos, sereias e flores. No convento anexo, o agradável
pátio tem revestimento de azulejos portugueses, nos quais
está reproduzida a trajetória de São Francisco
de Assis.
Largo Cruzeiro de São Francisco, s/nº,
71/3322-6430.
14 Arte
à beira-mar
No século XVII, o Solar do Unhão foi sede de
um engenho de açúcar. Hoje, a construção
abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia, com exposições
na capela, na casa-grande e na senzala. O ponto alto do passeio
é o magnífico jardim das esculturas, onde estão
obras de Carybé, Mário Cravo Júnior e outros
artistas. Aos sábados, a partir das 18 horas, costumam rolar
shows de jazz.
Avenida Contorno, s/nº, Cidade Baixa,
71/3117-6141.
15 De
camarote
Na Cidade Alta, não faltam mirantes e pontos para admirar
a Baía de Todos os Santos. O jardim do Museu de Arte Sacra
permite que se veja o espetáculo, por assim dizer, de
camarote. Reserve uma tarde para circular pelas salas do convento,
que foi erguido no século XVIII e abriga quase 2 000 peças,
como oratórios e uma imagem de Nossa Senhora das Maravilhas
sob manto de prata.
Rua do Sodré, 276, Cidade Alta,
71/3283-5600.
16 Eu
vi um dendê
Na cozinha do Paraíso Tropical, o chef Beto Pimentel
só usa produtos naturais. Muitos dos ingredientes, ele cultiva
na chácara de 60 000 metros quadrados em que está
instalado o restaurante. Ali, em meio a um espaço no qual
funcionou uma rinha de galos, há 6 000 pés de frutas
tropicais, como jaca e manga, que podem ser saboreadas após
a refeição e até levadas para casa. A moqueca
de camarão, lagosta e polvo, cozida em caldo de cacau, chega
à mesa guarnecida de arroz, farofa e mandioca. Em vez de
azeite-de-dendê e leite de coco, entram na cocção
o próprio fruto do dendê e coco verde batido com água-de-coco.
Não tem igual.
Rua Edgar Loureiro, 98-B, Cabula,
71/3384-7464.
17 Corra,
para correr atrás do trio elétrico
Ainda dá tempo de comprar um abadá, mas é
preciso correr, caso esteja em seus planos passar o Carnaval
de Salvador atrás do trio elétrico. São
dois os circuitos mais disputados da festa, o Dodô (Barra
Ondina) e o Osmar (Campo GrandeAvenida), pelos quais
se arrastam os cordões puxados por estrelas do axé
como Ivete Sangalo, Cláudia Leitte e Chiclete com Banana.
www.centraldocarnaval.com.br
Linha Verde
18 Baleias
na janela
Sem o luxo dos resorts vizinhos, o Tivoli Praia do Forte Ecoresort
agrada a quem procura conforto com um toque de rusticidade. Além
do spa, dos coqueiros no gramado e da piscina com vista infinita,
todos os quartos ficam de frente para o mar. De julho a outubro,
período em que as baleias jubarte estão próximas
à praia, é o melhor ponto da Praia do Forte para observá-las.
Avenida do Farol,
71/3676-4000 e 0800-71-8888; diárias a partir de
R$ 650,00; www.ecoresort.com.br.
19 Sol,
praia e... golfe
Não tenha dúvida de que a Bahia é a meca dos
golfistas. Há campo para a prática do esporte em boa
parte dos resorts. No Iberostar Bahia, a área de jogo
foi concluída há cerca de um ano e está entre
as melhores do país. A megainfra-estrutura inclui ainda seis
piscinas que se unem, formando um enorme espelho-dágua.
No sistema all-inclusive, até os drinques alcoólicos
estão liberados.
Acesso pelo km 56 da BA-099,
71/3676-4200; diárias a partir de R$ 512,00; www.iberostar.com.br.
20 O
número 1
Eleito o resort do ano pelo Guia Quatro Rodas 2009, o Iberostar
Praia do Forte é o mais luxuoso da rede espanhola no
Brasil. Novinho em folha, foi aberto no segundo semestre deste ano.
Os hóspedes compartilham o campo de golfe e a área
de praia com quem está no Iberostar Bahia. Aqui há
mais mordomias: todas as suítes são equipadas com
TV de LCD de 29 polegadas, cama king-size e cafeteira. Um concierge
atende cada um dos três blocos de quartos.
Acesso pelo km 56 da BA-099,
71/3676-4200; diárias a partir de R$ 794,00; www.iberostar.com.br.
Otávio Dias de Oliveira
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21 No passo da tartaruguinha
De uma antiga vila de pescadores, a Praia do Forte tornou-se um
charmoso pólo com ruas calçadas de pedras, lojinhas,
bares e restaurantes. À beira-mar, na sede do Projeto
Tamar, os tanques de observação de tartarugas
fazem a alegria da garotada. A partir de setembro, dá para
acompanhar a desova na praia e, em dezembro, vêem-se os filhotes
seguir em direção ao mar. É emocionante.
Avenida ACM, s/nº,
71/3676-1045; www.tamar.org.br.
22 Cinco
vezes cinco-estrelas
Primeiro complexo de resorts do Brasil, o Costa
do Sauípe (www.costadosauipe.com.br)
oferece opções para públicos diferentes.
São cinco hotéis, mais seis pousadas temáticas.
Cada um deles tem suas próprias piscinas e restaurantes,
mas dividem uma estrutura de lazer com campo de golfe, quadras
de tênis, centros náutico e de equitação.
O All-Inclusive tem a preferência dos jovens; o Suites
é ideal para receber famílias; no Breezes, você
pode comer e beber de tudo, na quantidade que quiser, entre
6 da manhã e 2 da madrugada; o Golf & Spa tem quartos
luxuosos próximos à areia, com excelente estrutura
de praia; e o Conventions apresenta tudo o que um hotel executivo
requer, como um salão para 1 400 pessoas e sete espaços
para reuniões. Além da praia, naturalmente.
23 Cenário
de novela
As dunas que ganharam fama pela personagem Tieta do Agreste, de
Jorge Amado, ficam a 255 quilômetros de Salvador e a 160 quilômetros
da Praia do Forte. Essa distância faz com que o vilarejo de
Mangue Seco tenha parado no tempo. Na divisa da Bahia com
Sergipe e situa-do no encontro do Rio Real com o mar, tem o acesso
feito por lanchas que partem de Pontal ou por veículos 4x4
a partir da Praia de Costa Azul.
Litoral Sul
24 Múltipla
escolha
Queridinha dos estrangeiros, a ilha de Morro de São Paulo
tem o clima e o charme de uma vila, com um centrinho e cinco
praias, o que garante a boa convivência. O agito está
na Segunda Praia, com sua concentração de bares, restaurantes
e os famosos luaus de verão. Quem fica na Primeira e na Terceira
também chega a pé à muvuca. O sossego é
garantido para quem se hospeda na Quarta ou na Quinta Praia.
25 Tão
longe, tão perto
Parece que o tempo anda bem devagar na praia de Santo André,
embora fique apenas 26 quilômetros distante do aeroporto
da agitadérrima Porto Seguro. Para chegar a essa vila de
pescadores, que não tem posto de combustível nem caixa
eletrônico, é preciso tomar uma balsa e seguir por
mais uns 3 quilômetros de estrada. À beira de águas
cristalinas encontra-se o Costa Brasilis Resort, com chalés
e apartamentos de ambiente rústico, do qual faz parte também
o spa Maria Bonita, da atriz Tânia Alves.
Avenida Beira-Mar, 2000, acesso pelo km 46 da BA-001,
73/3282-8200 e 0800-7038201; diárias a partir de
R$ 350,00; www.costabrasilis.com.br.
Leonardo Papini
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26 Espelho,
espelho meu
Com falésias, piscinas de águas transparentes,
coqueiros e rios que deságuam no mar, as praias do Espelho
e Curuípe só encontram rivais à altura
de sua beleza em Fernando de Noronha. Mesmo com a invasão
dos turistas que fazem bate-e-volta de Porto Seguro no verão,
esse pedaço abençoado no sul do estado continua com
a paisagem intacta. Nas poucas e boas pousadas de Curuípe,
o serviço é tão vip que, para o conforto dos
hóspedes, os funcionários estendem esteiras e almofadas
coloridas nos gramados à beira-mar.
27 Mergulho
exclusivo
Maraú é uma península, mas o acesso deve
ser feito de barco. Grande atração dali, a vila
de Barra Grande (www.barragrande.net),
com suas ruas de terra e pousadinhas, só tem o sossego
quebrado na época do Réveillon. A 7 quilômetros
fica a praia de Taipu de Fora, onde se encontram um
mar azul-claro e uma piscina natural de 1 quilômetro
de extensão, que se forma duas vezes por mês,
na maré baixa, sempre na parte da manhã. Convém
levar ou alugar snorkel para nadar na companhia de peixinhos
de todas as cores.
28 Ninguém
à vista
Bangalôs de 140 metros quadrados, equipados com camas superking-size,
dossel, deque com rede, ducha em boxe de palha ao ar livre. Sonho?
Esse é o cenário do exclusivíssimo hotel Fazenda
da Lagoa, que ocupa as instalações de uma propriedade
rural de produção de coco e dendê, em Una, próximo
a Ilhéus. Cercado pela Mata Atlântica, trata-se de
um paraíso para os casais que querem se isolar do mundo.
Rodovia BA-001, km 18, Dependência, Una, Ilhéus,
73/3236-6137; diárias a partir de R$ 940,00; www.fazendadalagoa.com.br.
29 Quadrado
democrático
O famoso Quadrado de Trancoso é, na verdade, uma praça
retangular. Em dois dos lados, paralelos, vêem-se casinhas
coloridas perfiladas. Em uma terceira lateral fica uma igrejinha
do século XVII e a outra é a via de acesso. Mais famoso
até que as praias da região, o local reúne
turistas e nativos, famosos e gringos, alternativos e patricinhas
que circulam por lugares como o restaurante da pousada Capim Santo
(
73/3668-1122) e a galeria de arte Fulô, que tem um café
nos fundos (
73/3668-1623).
30 Aquário
gigante e quentinho
Os recifes de corais, as aves marinhas e o show das baleias jubarte,
que procriam na região entre julho e outubro, fizeram a fama
do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, um dos pontos de
mergulho mais visitados do país. A 70 quilômetros de
Caravelas, no extremo sul do estado, suas águas mantêm
a temperatura média anual de 24 graus e visibilidade de 20
metros. Entre todas as ilhas do arquipélago, só é
possível desembarcar na Siriba e com o acompanhamento
de monitores do Ibama.
31 Uma
ilha para chamar de sua
Foi-se a época em que Morro de São Paulo era um destino
procurado por poucos turistas. Os saudosistas podem relembrar os
bons tempos de sossego ali pertinho, na Ilha de Boipeba,
uma relíquia ainda bem guardada na costa baiana. São
20 quilômetros de praias selvagens e piscinas naturais, para
curtir em pousadinhas rústicas. Nada de resorts. A partir
de Torrinhas, distrito de Cairu, são duas horas de barco.
Itacaré
Ricardo Freire
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32 Terra
e mar
Não faz nem dez anos, Itacaré era a jóia
mais bem guardada do Litoral Sul baiano. O asfalto chegou à
cidade, que finalmente apareceu para o mundo, mas tendo como marca
o ecoturismo. Afinal, as melhores praias são encontradas
depois de caminhadas em trilhas pela mata. No trecho até
Ilhéus, há quatro desses paraísos:
33 Havaizinho
O único acesso é feito por uma trilha de doze minutos
a partir da BR. Tem clima de praia particular, com ondas mansas
e orla minúscula.
34 Engenhoca
A partir da mesma trilha que leva a Havaizinho, são 25 minutos
de caminhada até essa praia pitoresca. O encontro de um rio
com o mar propicia lugares para banho em água doce ou salgada.
35 Jeribucaçu
Depois de percorrer 10 quilômetros de carro e quarenta minutos
de trilha a pé, chega-se a um incrível refúgio
cercado por coqueiros. Na maré baixa, forma-se uma piscina
transparente no meio da areia.
36 Itacarezinho
A mais visitada entre as praias localizadas fora da cidade, tem
mar agitado, sem costões, com alguma calmaria na parte central.
Ali fica o resort Txai, vencedor do prêmio de hotel
sustentável do ano pelo Guia Quatro Rodas 2009. Ao
chegar aos bangalôs montados sobre palafitas, em meio a um
coqueiral, o hóspede vê flores colocadas sobre a cama
king-size. Mas faltam regalias urbanas como televisão e telefone.
O passeio de canoa pelo Rio das Contas é acompanhado de música
instrumental, com direito a champanhe para brindar o pôr-do-sol.
Rodovia Ilhéus-Itacaré, km 48, Praia de Itacarezinho,
73/2101-5000; diárias a partir de R$ 515,00; www.txai.com.br.
Chapada Diamantina
Palê Zuppani
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37 Capital
do trekking
Cachoeiras, grutas, poços naturais, mirantes, cânions
e muitas trilhas para trekking resumem o que é a Chapada
Diamantina. A base para conhecer a região do parque nacional
é a cidade de Lençóis, a mais estruturada.
Outros pontos de apoio são Mucugê, Andaraí e
Vale do Capão. O incêndio ocorrido no mês de
outubro destruiu trechos das principais trilhas, como o percurso
GuinéMucugê no Vale do Paty, e a parte alta do
Cachoeirão. Outras atrações, porém,
permanecem intactas. Confira as principais:
38 Cachoeira
da Fumaça
A mais famosa, exige esforço para ser apreciada. Em duas
horas percorrem-se os 6 quilômetros íngremes que levam
até o ponto de observação de seus impressionantes
380 metros de queda.
39 Cachoeirão
Quem faz o trekking do Vale do Paty deve incluir um dia a mais para
alcançar a parte baixa da cachoeira. No inverno, seca por
completo e deixa à vista um belo cânion.
40 Cachoeira
do Buracão
Em uma hora de trilha, alcança-se o alto da cachoeira, que
fica no extremo sul da Chapada, depois da vila de Ibicoara. Para
mergulhar em suas águas de forte correnteza, é preciso
descer até a Cachoeira Recanto Verde e atravessar um trecho
agarrado a um paredão.
41 Morro
do Pai Inácio
O ponto mais fotogênico da Chapada encontra-se no meio do
caminho entre as grutas Torrinha, Pratinha e Lapa Doce. O melhor
de tudo: dá para fazer o programa completo em um só
dia.
42 Trekking
do Vale do Paty
O trecho Vale do Capão-Andaraí, a trilha mais bonita
do país, tem 70 quilômetros e dura de quatro a cinco
dias. O programa inclui pernoite em gruta e na casa de nativos,
com bate-papo à luz de lampião e comida caseira.
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