| | CIDADES Muito
além do Carnaval  Frederico
Alberti, Mariana Sgarioni e Natália Boere
Stefan
Kolumban/Tyba  |
Salvador
- BA Salvador
foi fundada em 1549 pelo militar português Tomé de Sousa. Ele viria
a se tornar o primeiro governador-geral do Brasil e a cidade, a primeira capital
da colônia. Mas isso pode ser encontrado em livros de história. Quem
vai a Salvador tem a oportunidade de conhecer de perto em praças, museus
e até ao passear pelas ruas elementos arquitetônicos, culturais e
religiosos que fizeram a história da cidade e do Brasil. O Pelourinho,
onde os escravos eram castigados, é hoje o maior centro da efervescência
cultural afro-brasileira, com casarões e igrejas seculares, como a de Nossa
Senhora do Rosário dos Pretos, e uma roda de capoeira e uma baiana de acarajé
em cada esquina. O Mercado Modelo, cujo porão abrigava os negros vindos
da África até serem leiloados, atualmente é o destino preferido
dos turistas que procuram artesanato ou quitutes baianos. Para ir do Mercado Modelo
ao Pelourinho, pode-se recorrer a outro ilustre cartão-postal soteropolitano,
o Elevador Lacerda, inaugurado em 1873.
Se a agenda não estiver apertada, vale conhecer lugares que não
freqüentam o roteiro das agências de viagem. Um bom exemplo é
o Museu Eugênio Teixeira Leal, no Terreiro de Jesus, que conta a história
do dinheiro, do escambo ao cartão de crédito. Descendo um pouco,
no Largo do Pelourinho, está a Casa do Benin, reformada neste ano. Ela
reúne mais de 200 objetos e obras de arte de várias cidades da região
do Golfo do Benin, na África, coletados pelo antropólogo e fotógrafo
francês Pierre Verger. Próximo dali, o Museu da Gastronomia Baiana,
inaugurado em agosto, retrata curiosidades da culinária local.
A novidade para esta temporada é um carrinho que faz um tour pelo Centro
Histórico onde é proibida a circulação de automóveis.
O passeio custa R$ 25,00 por pessoas e sai da Praça Municipal. Também
desse local parte o tour de maria-fumaça. O trenzinho vai da Rua Chile
até a Praça Castro Alves, em um percurso guiado de trinta minutos,
a R$ 5,00 por pessoa. MAIS INFORMAÇÕES:
(71) 3176-4261 (Emtursa). www.salvadordabahia.ba.gov.br
MELHOR PERÍODO: nas férias de julho a cidade não
está cheia e o clima é bom como no resto do ano ATRAÇÕES
IMPERDÍVEIS:
show folclórico com apresentações de maculelê, samba-de-roda,
capoeira e orixás. De quinta a sábado, às 19h, no Teatro
de Arena do Sesc-Senac Pelourinho (R$ 7,00);
o museu Tempostal, no Pelourinho, com acervo de 35 000 peças entre postais
e fotografias dos séculos XVII a XXI. Entrada gratuita;
a muralha original do Castelo de Santa Catarina (século XVII), que separa
as salas do Museu da Gastronomia Baiana Ouro
Preto - MG Rogério
Reis/Tyba  |
Considerada
patrimônio cultural da humanidade, Ouro Preto tem o maior conjunto de arquitetura
barroca do mundo. Em 2006, a cidade passou a oferecer novas opções
de passeio. O mais charmoso é percorrer os 18 quilômetros até
Mariana na maria-fumaça recém-reativada (R$ 30,00), num bucólico
trajeto entre montanhas. Até as estações são atraentes:
foram transformadas em centros culturais e de lazer. O Museu da Inconfidência,
o mais procurado ponto turístico do município, voltou a ser atração
em agosto, após quase um ano em reforma. O acervo de 5 000 obras agora
está disposto em ambientes temáticos.
MAIS INFORMAÇÕES:
(31) 3559-3287 (Secretaria de Cultura e Turismo) MELHOR PERÍODO:
julho e setembro, meses dos festivais de inverno e de jazz, respectivamente ATRAÇÃO
IMPERDÍVEL:
descer a mina de ouro do distrito de Passagem de Mariana, a 4 quilômetros
de Ouro Preto Parati
- RJ Claus
Meyer/Tyba  |
Passear
pelas ruas de pedra de Parati, construídas pelos escravos, não é
tarefa fácil. Como existe o risco de torcer o pé, é melhor
fazer isso acompanhado, de preferência de mãos dadas. E o cenário
em volta ajuda a manter o clima: casarões coloniais que são patrimônio
histórico nacional, cachoeiras escondidas, ilhas paradisíacas e
um agito cultural que passa por literatura, música, teatro e, principalmente,
gastronomia. As festas populares da cidade são uma atração
à parte. Elas ainda preservam uma forte tradição de manifestações
religiosas, como a Procissão do Fogaréu, realizada na Semana Santa,
na qual a cidade inteira apaga as luzes e fica iluminada apenas por velas.
MAIS INFORMAÇÕES:
(24) 3371-1222 (informações turísticas). www.paraty.com.br
MELHOR PERÍODO: na Semana Santa, para ver as festas de rua
ATRAÇÕES IMPERDÍVEIS:
caminhada no Parque Nacional da Serra da Bocaina;
ver o pôr-do-sol no cais | |