Carta ao leitor
Turismo
Manual da boa viagem
Praia
Praia do Espelho
Maceió
Fernando de Noronha
Hotéis de praia
Resorts
Florianópolis
Hotéis para esportes aquáticos
Cruzeiros
Os melhores navios
Golfe
Tacadas no paraíso
Natureza
Jalapão
Bonito
Pantanal
Hotéis de natureza
Montanha
Serra Catarinense
Gramado
Hotel-fazenda
Spa
Hotéis de charme
Para hóspedes especiais
Crianças
Parque
Hotel-fazenda
Acampamento
Cidades
Salvador
Ouro Preto
Parati
Rio de Janeiro
São Paulo
Curitiba
Eventos
Os melhores hotéis
Jurados
Gastronomia
Os melhores dos melhores
Quantidade e qualidade
Bonitos e charmosos
Uma nova geração
Belém
Belo Horizonte
Brasília
Campinas
Curitiba
Florianópolis
Fortaleza
Goiânia
Manaus
Natal
Porto Alegre
Recife
Rio de Janeiro
Salvador
São Paulo
Vale do Paraíba
   
 HOTÉIS DE CHARME
Para hóspedes especiais


Marco Frenette e Laila Mares

Divulgação

Ponta dos Ganchos Exclusive Resort

A escolha do Ponta dos Ganchos como o melhor hotel de charme do país, empatado com o Convento do Carmo, confirma os prêmios e os reconhecimentos que esse resort de Governador Celso Ramos, a 41 quilômetros de Florianópolis, vem acumulando desde que foi inaugurado, em 2001. O hotel tem a chancela da Relais & Chateaux, associação francesa de hotéis e restaurantes de luxo. A revista americana Travel + Leisure o indicou como uma das vinte revelações do mundo entre destinos de praia em 2006. O Ponta dos Ganchos possui apenas vinte bangalôs debruçados sobre o mar verde-esmeralda, um spa da grife Christian Dior e praia particular. Todos os bangalôs têm 180 graus de vista e lareira, além de cama king-size com lençóis de algodão egípcio. Os mais luxuosos dispõem de 130 metros quadrados, piscina privativa e jacuzzi na varanda. Os preços estão de acordo com as mordomias: a diária nos bangalôs mais baratos custa a partir de 965 reais. Motoristas levam os hóspedes até a praia, 500 metros abaixo, em carrinhos de golfe. Lá, as espreguiçadeiras têm vista para três ilhotas desertas. Ancorados na enseada, caiaques e veleiros aguardam quem se animar a pilotá-los.

Mais informações: 0800-6433346; www.pontadosganchos.com.br
Melhor período: o resort é uma boa pedida mesmo no frio – espantado em alto estilo na lareira dos bangalôs
Atrações imperdíveis: s o passeio até a Ilha do Anhatomirim, onde é comum avistar golfinhos, ou à Ilha do Arvoredo, ponto de mergulho (R$ 240,00 por pessoa); s o jantar com menu degustação em um gazebo instalado em uma ilhota (R$ 200,00 o casal)


Os requintes e os detalhes dos hotéis e das pousadas que têm o bom gosto como principal atração

As pousadas de hoje são a versão contemporânea das antigas hospedarias européias, que transmitiam ao cansado viajante algo próximo do aconchego do lar – sem a desvantagem de precisar fazer comida, lavar pratos ou se envolver em problemas domésticos ou duelos de espadas. E o mais importante: não ser tratado como um estranho.

Fundamentalmente, as aspirações do viajante contemporâneo não mudaram, e as pousadas – ou, mais exatamente, uma parcela delas – aperfeiçoaram de tal modo a arte de servir que já se distinguem radicalmente dos grandes empreendimentos hoteleiros, a ponto de merecer nome próprio. "Apesar de os hotéis de charme terem essa denominação subjetiva, possuem características claras como preservação histórica, um número bem restrito de vagas, uma culinária distinta e capricho nos detalhes", diz o empresário e escritor Ernesto Hsieh, autor do livro Pousada – Entre o Sonho e a Realidade. "São lugares com personalidade própria", afirma Monica Borobia, diretora de meio ambiente da Associação de Hotéis Roteiros de Charme, entidade que engloba parte dessas pousadas especiais. Monica acrescenta a todas essas características uma outra, fundamental: "Nesses hotéis, há um grande esforço para ficar em harmonia com o entorno".

Localizada em São Miguel dos Milagres, em Alagoas, a Pousada do Toque (www.pousadadotoque.com.br) se adapta perfeitamente à definição. Ela fica numa praia praticamente deserta, na vizinhança de peixes-bois, piscinas naturais e mar indeciso entre o verde e o azul. São apenas doze chalés construídos de forma integrada à paisagem. Os proprietários, Nilo Burgarelli e Gilda Peixoto, estão sempre presentes, o que possibilita a aplicação de outra lei dos hotéis de charme: a proximidade com os hóspedes. "No jantar, faço questão de ir até as mesas anotar os pedidos e perguntar se não desejam comer algo especial", diz Burgarelli.

Mas simpatia e disponibilidade dos donos não é tudo. Para ter um atendimento que fuja das padronizações das grandes redes hoteleiras, é preciso que os funcionários entendam a proposta do empreendimento. "Quando abrimos a pousada contratamos uma psicóloga para prepará-los para o tipo de atendimento cordial que pretendíamos dar", diz Paulo Leonhardt, proprietário da Cravo & Canela, no Rio Grande do Sul.

A variação de estilos é outra grande vantagem dos hotéis de charme. Há desde cabanas até palacetes suntuosos. É o caso do Solar do Império (www.solardoimperio.com.br), em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Construído em 1875, o casarão em estilo neoclássico tem dezessete suítes e móveis de época. O luxo também está nos detalhes. O hóspede dorme em lençóis de 200 fios por polegada e travesseiros de pena de ganso e o frigobar é customizado de acordo com o gosto do visitante.

Enquanto uns querem se sentir em outras épocas, mas com o máximo de conforto, outros se deliciam ao se distanciar da modernidade. São as subjetividades do charme. TV, rádio e luz elétrica não existem na pousada Vale dos Veados (www.hoteisdabocaina.com.br), um refúgio ecológico encravado na Serra da Bocaina, a 42 quilômetros de São José do Barreiro, em São Paulo. São apenas oito aconchegantes cabanas de madeira, com decoração de casa de caçador. A comida é feita em fogões a lenha, para não destoar da aura regional que domina o lugar.

Como em qualquer ramo de negócio, a novidade é um dos caminhos para vencer a concorrência. Em termos de distinção radical sem perder o charme, nada supera a pousada Parador (www.paradorcasadamontanha.com.br). Localizada no município de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha, ela foi inspirada nos safáris africanos. O hóspede dorme em confortáveis barracas térmicas que dão aquela sensação de acampamento, produzida pelo barulho da chuva batendo nas lonas e pelos pios das corujas. Um charme.

 

Convento do Carmo

Otavio Dias de Oliveira

Bem na entrada, um altar do século XVIII substitui a recepção. Os quartos ficam nos antigos aposentos que abrigaram frades carmelitas. A cabine telefônica funciona em um confessionário barroco… É muito pouco dizer que o hotel Convento do Carmo ocupa uma construção religiosa erguida em 1586 no alto da Ladeira do Carmo, no Pelourinho. Está mais para o contrário: o hotel que é ocupado pela aura histórica. Administrado pelo grupo Pestana, o Convento do Carmo, eleito pelo júri de VEJA – O Melhor do Brasil o melhor hotel de charme do país, em empate com o Ponta dos Ganchos, é o primeiro empreendimento sob a bandeira Pousadas de Portugal fora da terrinha.

O conjunto do Carmo, que engloba ainda uma igreja, duas capelas e um museu com acervo de 1 500 peças, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O lugar, como é de se imaginar, tem história de sobra: foi ali, por exemplo, que os holandeses assinaram sua rendição a Portugal, em 1625. Apesar da discrição condizente com a aura monástica, há o conforto e os mimos que se esperam de um hotel de luxo: os 79 quartos têm enxoval de algodão egípcio, menu de travesseiros, televisão LCD e internet de banda larga. Alguns têm banheira de hidromassagem. Tudo se casa harmonicamente com os objetos de arte da decoração, muitos arrematados em um leilão de antiguidades na Dinamarca. Uma diária não sai por menos de 850 reais, nos quartos mais simples, instalados no sótão. A da suíte master, com mordomo particular, pode chegar a 3 000 reais na alta temporada.

Mais informações: (71) 3327-8400; www.pousadas.pt.
Melhor período: vale visitar Salvador durante a Festa do Nosso Senhor do Bonfim, que em 2007 acontece em 11 de janeiro.
Atrações imperdíveis: visitar a sacristia da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, do século XVIII, com pinturas originais com detalhes de ouro – é necessário pedir autorização no hotel; as massagens e banhos do spa do Convento, feitos em antigos aposentos dos frades.