| | HOTÉIS
DE CHARME Para hóspedes especiais Marco
Frenette e Laila Mares
Divulgação
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Ponta
dos Ganchos Exclusive Resort A
escolha do Ponta dos Ganchos como o melhor hotel de charme do país, empatado
com o Convento do Carmo, confirma os prêmios e os reconhecimentos que esse
resort de Governador Celso Ramos, a 41 quilômetros de Florianópolis,
vem acumulando desde que foi inaugurado, em 2001. O hotel tem a chancela da Relais
& Chateaux, associação francesa de hotéis e restaurantes
de luxo. A revista americana Travel + Leisure o indicou como uma das vinte revelações
do mundo entre destinos de praia em 2006. O Ponta dos Ganchos possui apenas vinte
bangalôs debruçados sobre o mar verde-esmeralda, um spa da grife
Christian Dior e praia particular. Todos os bangalôs têm 180 graus
de vista e lareira, além de cama king-size com lençóis de
algodão egípcio. Os mais luxuosos dispõem de 130 metros quadrados,
piscina privativa e jacuzzi na varanda. Os preços estão de acordo
com as mordomias: a diária nos bangalôs mais baratos custa a partir
de 965 reais. Motoristas levam os hóspedes até a praia, 500 metros
abaixo, em carrinhos de golfe. Lá, as espreguiçadeiras têm
vista para três ilhotas desertas. Ancorados na enseada, caiaques e veleiros
aguardam quem se animar a pilotá-los.
Mais
informações:
0800-6433346; www.pontadosganchos.com.br
Melhor período: o resort é uma boa pedida mesmo no frio
espantado em alto estilo na lareira dos bangalôs Atrações
imperdíveis: s o passeio até a Ilha do Anhatomirim, onde é
comum avistar golfinhos, ou à Ilha do Arvoredo, ponto de mergulho (R$ 240,00
por pessoa); s o jantar com menu degustação em um gazebo instalado
em uma ilhota (R$ 200,00 o casal) Os
requintes e os detalhes dos hotéis e das pousadas que têm o bom gosto
como principal atração
As
pousadas de hoje são a versão contemporânea das antigas hospedarias
européias, que transmitiam ao cansado viajante algo próximo do aconchego
do lar sem a desvantagem de precisar fazer comida, lavar pratos ou se envolver
em problemas domésticos ou duelos de espadas. E o mais importante: não
ser tratado como um estranho. Fundamentalmente,
as aspirações do viajante contemporâneo não mudaram,
e as pousadas ou, mais exatamente, uma parcela delas aperfeiçoaram
de tal modo a arte de servir que já se distinguem radicalmente dos grandes
empreendimentos hoteleiros, a ponto de merecer nome próprio. "Apesar
de os hotéis de charme terem essa denominação subjetiva,
possuem características claras como preservação histórica,
um número bem restrito de vagas, uma culinária distinta e capricho
nos detalhes", diz o empresário e escritor Ernesto Hsieh, autor do
livro Pousada Entre o Sonho e a Realidade. "São lugares com
personalidade própria", afirma Monica Borobia, diretora de meio ambiente
da Associação de Hotéis Roteiros de Charme, entidade que
engloba parte dessas pousadas especiais. Monica acrescenta a todas essas características
uma outra, fundamental: "Nesses hotéis, há um grande esforço
para ficar em harmonia com o entorno". Localizada
em São Miguel dos Milagres, em Alagoas, a Pousada do Toque (www.pousadadotoque.com.br)
se adapta perfeitamente à definição. Ela fica numa praia
praticamente deserta, na vizinhança de peixes-bois, piscinas naturais e
mar indeciso entre o verde e o azul. São apenas doze chalés construídos
de forma integrada à paisagem. Os proprietários, Nilo Burgarelli
e Gilda Peixoto, estão sempre presentes, o que possibilita a aplicação
de outra lei dos hotéis de charme: a proximidade com os hóspedes.
"No jantar, faço questão de ir até as mesas anotar os
pedidos e perguntar se não desejam comer algo especial", diz Burgarelli. Mas
simpatia e disponibilidade dos donos não é tudo. Para ter um atendimento
que fuja das padronizações das grandes redes hoteleiras, é
preciso que os funcionários entendam a proposta do empreendimento. "Quando
abrimos a pousada contratamos uma psicóloga para prepará-los para
o tipo de atendimento cordial que pretendíamos dar", diz Paulo Leonhardt,
proprietário da Cravo & Canela, no Rio Grande do Sul. A
variação de estilos é outra grande vantagem dos hotéis
de charme. Há desde cabanas até palacetes suntuosos. É o
caso do Solar do Império (www.solardoimperio.com.br),
em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Construído em 1875, o casarão
em estilo neoclássico tem dezessete suítes e móveis de época.
O luxo também está nos detalhes. O hóspede dorme em lençóis
de 200 fios por polegada e travesseiros de pena de ganso e o frigobar é
customizado de acordo com o gosto do visitante. Enquanto
uns querem se sentir em outras épocas, mas com o máximo de conforto,
outros se deliciam ao se distanciar da modernidade. São as subjetividades
do charme. TV, rádio e luz elétrica não existem na pousada
Vale dos Veados (www.hoteisdabocaina.com.br),
um refúgio ecológico encravado na Serra da Bocaina, a 42 quilômetros
de São José do Barreiro, em São Paulo. São apenas
oito aconchegantes cabanas de madeira, com decoração de casa de
caçador. A comida é feita em fogões a lenha, para não
destoar da aura regional que domina o lugar. Como
em qualquer ramo de negócio, a novidade é um dos caminhos para vencer
a concorrência. Em termos de distinção radical sem perder
o charme, nada supera a pousada Parador (www.paradorcasadamontanha.com.br).
Localizada no município de Cambará do Sul, na Serra Gaúcha,
ela foi inspirada nos safáris africanos. O hóspede dorme em confortáveis
barracas térmicas que dão aquela sensação de acampamento,
produzida pelo barulho da chuva batendo nas lonas e pelos pios das corujas. Um
charme.
Convento do Carmo Otavio
Dias de Oliveira
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Bem
na entrada, um altar do século XVIII substitui a recepção.
Os quartos ficam nos antigos aposentos que abrigaram frades carmelitas. A cabine
telefônica funciona em um confessionário barroco
É muito
pouco dizer que o hotel Convento do Carmo ocupa uma construção religiosa
erguida em 1586 no alto da Ladeira do Carmo, no Pelourinho. Está mais para
o contrário: o hotel que é ocupado pela aura histórica. Administrado
pelo grupo Pestana, o Convento do Carmo, eleito pelo júri de VEJA
O Melhor do Brasil o melhor hotel de charme do país, em empate com o Ponta
dos Ganchos, é o primeiro empreendimento sob a bandeira Pousadas de Portugal
fora da terrinha.
O conjunto do
Carmo, que engloba ainda uma igreja, duas capelas e um museu com acervo de 1 500
peças, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional. O lugar, como é de se imaginar, tem história
de sobra: foi ali, por exemplo, que os holandeses assinaram sua rendição
a Portugal, em 1625. Apesar da discrição condizente com a aura monástica,
há o conforto e os mimos que se esperam de um hotel de luxo: os 79 quartos
têm enxoval de algodão egípcio, menu de travesseiros, televisão
LCD e internet de banda larga. Alguns têm banheira de hidromassagem. Tudo
se casa harmonicamente com os objetos de arte da decoração, muitos
arrematados em um leilão de antiguidades na Dinamarca. Uma diária
não sai por menos de 850 reais, nos quartos
mais simples, instalados no sótão. A da suíte master, com
mordomo particular, pode chegar a 3 000 reais na alta
temporada. Mais informações:
(71) 3327-8400; www.pousadas.pt.
Melhor período: vale visitar Salvador durante a Festa do Nosso
Senhor do Bonfim, que em 2007 acontece em 11 de janeiro. Atrações
imperdíveis:
visitar a sacristia da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, do século XVIII,
com pinturas originais com detalhes de ouro é necessário
pedir autorização no hotel;
as massagens e banhos do spa do Convento, feitos em antigos aposentos dos frades.
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