| | PRAIA Um
lugar que reflete beleza 
Por Laila Mares
Praia
do Espelho - BA
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| Praia do Espelho: oásis de tranqüilidade no badalado
litoral sul da Bahia | Para
vips como a atriz Luana Piovani e viajantes descolados como o publicitário
Ricardo Freire, a Praia do Espelho não é exatamente novidade
há anos eles freqüentam esse esconderijo a 110 quilômetros de
Porto Seguro, uma singular combinação de praia linda, pousadas charmosas,
restaurantes com sotaque asiático, preços altos e acesso difícil
(são 26 quilômetros por uma estrada de terra esburacada). Os habitués
sabem também que a praia que todo mundo chama de Espelho, onde estão
as pousadas e a badalação, é, mais precisamente, Curuípe.
Espelho é um apelido que o pessoal do lado sul, mais pacato, deu para seu
pedaço, em razão do efeito provocado pelo reflexo dos raios do sol
nas piscinas naturais quando avistadas do mar. O apelido atravessou o riozinho
que fazia a divisa original, pegou entre os donos de pousadas e se espalhou.
Grande
parte da praia pertence a uma família de pescadores que se fixou por lá
nos anos 40. Recentemente, o lugar entrou na rota do turismo regular. Já
é possível comprar pacotes de agências conhecidas e foram-se
os tempos em que uma placa enganosa tirava os desavisados do caminho certo, provavelmente
de propósito. O número de pousadas aumentou, e, embora seja exagero
dizer que há barganhas, hospedar-se por lá não é mais
privilégio de endinheirados. Ainda bem, porque ninguém merece pagar
o mico de embarcar nos passeios de bate-e-volta em escunas ou vans que partem
de Porto Seguro, Caraíva e Trancoso, chegam tocando axé no último
volume e deixam lixo na praia. O mais divertido a fazer no Espelho é justamente
o oposto do esquema das excursões. É ter tempo de se instalar numa
esteira de palha coberta de almofadões e ver a paisagem mudar de acordo
com a maré. É passear com calma por longos trechos desertos, riozinhos
e coqueirais. Os restaurantes pé-na-areia são um convite para deixar
cair a tarde ouvindo lounge, jazz ou bossa nova sem se incomodar com a hora de
voltar. Mais informações:
(71) 3116-4131 (Secretaria da Cultura e Turismo da Bahia), www.freires.com.br
Melhor período: o ano inteiro; no inverno chove um pouco mais, mas
há menos badalação Atrações imperdíveis:
subir a falésia
para aproveitar a vista e tirar fotos;
almoçar no restaurante da Silvinha (R$ 48,00 por pessoa,
[73] 9985-4157), depois de atravessar a pé o riozinho em frente;
caminhar pelas praias até Caraíva, 12 quilômetros ao sul Maceió
- AL
 | Entre
todas as capitais do Nordeste, Maceió é a que consegue reunir mais
requisitos para uma viagem boa e barata. Para começar, esbanja belezas
naturais: mar verde-claro, enormes lagoas e piscinas naturais. As praias urbanas,
como a Ponta Verde, são cuidadas com esmero a orla tem coqueiros,
barracas legais, ciclovia e aparelhos de ginástica. A menos de meia hora
de viagem, há praias belíssimas, tanto na direção
norte quanto para o lado sul. Deslocar-se entre os lugares de interesse é
facílimo: basta seguir a avenida litorânea. E tudo isso cabe em muitos
bolsos. A economia começa na compra dos pacotes turísticos
graças à competição entre as grandes agências,
há opções a partir de 850 reais, parceláveis em oito
vezes, com passagem aérea e hotel por sete noites. As barganhas continuam
ao desembarcar: come-se muito bem por pouco, os passeios têm preço
justo e rechear a mala com lindíssimas peças de renda não
é um atentado contra a conta bancária. Depois do Carnaval, quando
acaba a alta temporada, os preços despencam ainda mais as tarifas
de hotéis, por exemplo, ficam até 60% mais baratas.
Mais
informações:
(82) 3336-4409 (Secretaria de Turismo). www.turismomaceio.com.br
Melhor período: de março a maio, quando os preços
caem e ninguém precisa brigar por um lugar ao sol Atrações
imperdíveis:
apreciar o trabalho das rendeiras do Pontal da Barra, à beira da Lagoa
Mundaú; o passeio
chamado de Nove Ilhas, na escuna que sai do Pontal da Barra;
as piscinas naturais de Paripueira, 33 quilômetros ao norte da capital,
mais tranqüilas que as da Pajuçara Fernando
de Noronha - PE
Carlos Sechin/Opção Brasil Imagens
 | Por
ironia, as praias consideradas as melhores do país ficam bem longe da costa
continental, a 360 quilômetros de Natal ou a 545 quilômetros do Recife.
Não por acaso, esse é também o destino de praia mais caro
e mais complicado: o número de visitantes é controlado, paga-se
uma taxa de preservação na ilha e mesmo nas pousadinhas mais simples
as diárias de dois dígitos (por pessoa) estão em extinção.
A boa notícia é que conforto deixou de ser antônimo de uma
viagem a Fernando de Noronha. Depois que pousadas tradicionais, como a do Zé
Maria, foram repaginadas, algumas novas pipocaram, como a Maravilha e a Teju-Açu,
enquanto muitas outras, para não perder o lugar ao sol, tiveram de investir
para garantir o básico: ar-condicionado que funciona, banho quente e uma
piscininha. Os turistas não precisam mais depender apenas de bugues: a
BR-363 (com 7,5 quilômetros de extensão) agora tem uma passarela
de pedestres e uma linha de ônibus com poltronas devidamente plastificadas,
adequadas aos trajes de banho. Mas o que garante o título a Noronha não
é o conforto. É a satisfação que começa com
a vista quando o avião se aproxima do arquipélago, continua nos
encontros com golfinhos durante os passeios de barco e se completa com o primeiro
pôr-do-sol na Praia da Conceição ou nas ruínas do Fortinho
do Boldró.
Mais informações:
(81) 3619-1352 (informações turísticas). www.noronha.pe.gov.br
Melhor período: há duas estações bem definidas:
a de surfe, entre dezembro e fevereiro; e a de mergulho, em setembro Atrações
imperdíveis:
mergulhar; a Praia do
Sancho, considerada a mais bonita do Brasil;
visitar a Praia do Atalaia chegando por trilha acompanhado de um guia | |