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Caos nas cidades
gigantes
Marco Ankosqui/Folha Imagem
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Monica Zarattini/AE
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São
Paulo no dia seguinte
às enchentes: até 250 quilômetros de congestionamento
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Invasão
das margens de uma represa em São Paulo: a periferia
cresce de forma descontrolada |
Londres
e Nova York foram as primeiras cidades do mundo que alcançaram
a marca de 1 milhão de moradores no século XIX. As
duas organizaram festejos para comemorar o fato. Atualmente as megacidades
são fenômenos típicos dos países pobres.
Das dez maiores do mundo, sete estão em nações
subdesenvolvidas ou em desenvolvimento. A região metropolitana
de São Paulo ingressou no novo século com a população
de 18 milhões de pessoas, distribuídas por uma área
de apenas 8 000 quilômetros quadrados. É a maior concentração
demográfica em território nacional. O fenômeno
das metrópoles é alarmante no Brasil. Até o
começo dos anos 70, o país só tinha cinco cidades
com mais de 1 milhão de habitantes. Na virada para o ano
2000 eram quinze. O que ocorre em São Paulo deve servir de
alerta ao restante do Brasil. A cidade chega a ter 250 quilômetros
de engarrafamento nos horários de pico. Para evitar o pior,
foi criado um sistema de rodízio em que os carros são
obrigados a ficar na garagem um dia por semana. Estudos indicam
que 40% da área de São Paulo está ocupada por
ruas, avenidas e garagens. Na periferia, onde a população
cresce de forma descontrolada, já há 8 milhões
de pessoas, quase a soma dos habitantes de Londres e Paris. Existem
bairros inteiros sem escola nem policiamento. Alguns indicadores
sociais da cidade são piores que os do interior do Nordeste.
Reverter esse quadro é o maior desafio do século.
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