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  O empurrão que falta para o país voltar a crescer


  Os brasileiros têm mais educação, mais saúde e mais renda


  O Brasil aprendeu que desenvolvimento econômico combina com meio ambiente
  Novas tecnologias ajudam a recuperar a natureza
  Empresários obtêm lucro sem destruir a floresta
  O país já tem 25% de território protegido
  A população indígena voltou a crescer
  O Brasil tem quinze cidades com mais de 1 milhão de habitantes
  O caos nas cidades onde falta tudo
 
 
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Caos nas cidades gigantes

Marco Ankosqui/Folha Imagem
Monica Zarattini/AE

São Paulo no dia seguinte às enchentes: até 250 quilômetros de congestionamento

Invasão das margens de uma represa em São Paulo: a periferia cresce de forma descontrolada

Londres e Nova York foram as primeiras cidades do mundo que alcançaram a marca de 1 milhão de moradores no século XIX. As duas organizaram festejos para comemorar o fato. Atualmente as megacidades são fenômenos típicos dos países pobres. Das dez maiores do mundo, sete estão em nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento. A região metropolitana de São Paulo ingressou no novo século com a população de 18 milhões de pessoas, distribuídas por uma área de apenas 8 000 quilômetros quadrados. É a maior concentração demográfica em território nacional. O fenômeno das metrópoles é alarmante no Brasil. Até o começo dos anos 70, o país só tinha cinco cidades com mais de 1 milhão de habitantes. Na virada para o ano 2000 eram quinze. O que ocorre em São Paulo deve servir de alerta ao restante do Brasil. A cidade chega a ter 250 quilômetros de engarrafamento nos horários de pico. Para evitar o pior, foi criado um sistema de rodízio em que os carros são obrigados a ficar na garagem um dia por semana. Estudos indicam que 40% da área de São Paulo está ocupada por ruas, avenidas e garagens. Na periferia, onde a população cresce de forma descontrolada, já há 8 milhões de pessoas, quase a soma dos habitantes de Londres e Paris. Existem bairros inteiros sem escola nem policiamento. Alguns indicadores sociais da cidade são piores que os do interior do Nordeste. Reverter esse quadro é o maior desafio do século.