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  O empurrão que falta para o país voltar a crescer


  Os brasileiros têm mais educação, mais saúde e mais renda


  O Brasil aprendeu que desenvolvimento econômico combina com meio ambiente
  Novas tecnologias ajudam a recuperar a natureza
  Empresários obtêm lucro sem destruir a floresta
  O país já tem 25% de território protegido
  A população indígena voltou a crescer
  O Brasil tem quinze cidades com mais de 1 milhão de habitantes
  O caos nas cidades onde falta tudo
 
 
  As grandes cidades procuram alternativas para se livrar do lixo
  Amazônia e Pantanal: os dois paraísos do Brasil


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Quanto menos mexer, melhor

Luciano Candisani

Atol das Rocas: só cientistas têm trânsito livre

Quando o Arquipélago de Abrolhos, localizado na costa baiana, e o Atol das Rocas, que fica no litoral do Rio Grande do Norte, foram transformados em reservas nacionais, no começo dos anos 80, o governo foi acusado de ameaçar o sustento dos pescadores. Apelava-se para um argumento que parecia razoável: qual o sentido de preservar os animais e deixar o homem passando fome? Pelo menos do ponto de vista econômico, essa discussão faz pouco sentido atualmente. Cada hectare de natureza preservada gera até dez vezes mais receita por meio do turismo e dos recursos biológicos do que seria possível obter com atividades tradicionais - como pecuária e agricultura. Estudos mostram que a indústria farmacêutica deve patentear mais de 20 000 substâncias encontradas na Amazônia nas próximas décadas. Segundo cálculos de cientistas brasileiros, o licenciamento de apenas 1% desses produtos pode render mais de 2 bilhões de reais por ano ao país. É um valor impressionante, que corresponde a toda a riqueza obtida com a extração de ouro em Serra Pelada. As pessoas estão acostumadas a ver a riqueza surgir a partir de grandes transformações. Nesse caso, vale o inverso. Quanto menos se mexe com a natureza, melhor.