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O
empurrão que falta para o país voltar a crescer |

 
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Os
brasileiros têm mais educação, mais saúde
e mais renda |

 
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O
Brasil aprendeu que desenvolvimento econômico combina
com meio ambiente |
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Novas
tecnologias ajudam a recuperar a natureza |
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Empresários
obtêm lucro sem destruir a floresta |
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O
país já tem 25% de território protegido |
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A
população indígena voltou a crescer |
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O
Brasil tem quinze cidades com mais de 1 milhão de habitantes |
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O
caos nas cidades onde falta tudo |
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As
grandes cidades procuram alternativas para se livrar do lixo |
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Amazônia
e Pantanal: os dois paraísos do Brasil |

 
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Conheça
mais sobre o Brasil na internet |
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Lucros no paraíso
Uma
decisão do governo brasileiro sobre a Amazônia está
sendo muito debatida pelos ambientalistas. Coisa rara, o país
é apontado como exemplo a ser seguido. Trata-se da operação
de Urucu, tocada pela Petrobras. A planta petrolífera de 157
000 metros quadrados localiza-se no coração da selva,
a 650 quilômetros de Manaus. Só se chega até lá
de barco ou avião. Por seus dutos são extraídos
450 milhões de dólares por ano em combustíveis.
Segundo ecologistas, o impacto da usina no meio ambiente é
desprezível. A emissão de poluentes é mínima,
e parte da área de mata derrubada foi reflorestada. No passado,
a exploração de recursos naturais não parecia
viável sem grandes danos à natureza. Agora, caso não
ocorram acidentes, pode-se começar a ver a Amazônia como
uma importante fonte de recursos. Já foram feitas várias
tentativas de explorar as riquezas da região. Primeiro foi
a extração de borracha, depois vieram os projetos de
colonização agrícola e a grande fábrica
de celulose do Projeto Jari. Todos fracassaram. Hoje se tem uma noção
mais precisa do tamanho das riquezas da Amazônia e onde elas
estão guardadas. Sabe-se também que a melhor forma de
proteger a floresta é por meio da exploração
sustentada, ou seja, sem agressões ao meio ambiente. Calcula-se
que só de petróleo existam 160 bilhões de barris
em reservas na Amazônia, seis vezes a produção
anual do mundo. Com base nesses novos conhecimentos, catorze grandes
empresas brasileiras estão desenvolvendo projetos na região.
Embora
sejam muitos os avanços ecologicamente corretos na exploração
comercial da floresta, é na Amazônia que o Brasil tem
sofrido as maiores derrotas na campanha pela preservação
ambiental. O ritmo de destruição da selva esteve praticamente
inalterado nos últimos 25 anos. Ou seja, não se reduziu
de forma alguma. Uma área de 17.000 quilômetros quadrados
em média desaparece a cada ano. O país é o
segundo mais desmatado do mundo. Perde só para a China continental,
onde há apenas 25% de cobertura de floresta original. Segundo
especialistas, se nada for feito, restam apenas cinqüenta anos
de vida para a Amazônia. Curiosamente, as grandes madeireiras
e mineradoras estão sendo contidas na região. Um estudo
do governo revelou que a presença de colonos e pequenos agricultores
e a extração ilegal de minérios são
os novos perigos para a floresta. Pequenos produtores rurais e garimpeiros
foram responsáveis por metade das árvores derrubadas
na última década. A população que vive
no meio da selva cresce muito mais rapidamente que a média
da população brasileira. Já existem 5 milhões
de moradores no coração da Floresta Amazônica,
cinco vezes mais do que havia quinze anos atrás.
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