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Entretenimento

Blade Runner, 30 anos depois

Alçado ao status de cult, filme de Ridley Scott ganha sequência poderosa, repleta de homenagens e com novos questionamentos

Em 2019, pelas ruas de uma metrópole caótica, habitada por uma multidão de variadas etnias e repleta de prédios com outdoors luinosos, Rick Deckard (Harrison Ford) tenta comer em paz um lámen em um restaurante chinês. Ele é interpelado por um antigo chefe do departamento de polícia de Los Angeles, que o recruta para “aposentar” um grupo dissidente de replicantes – androides de aparência humana usados em colônias extraterrestres como escravos.

Deckard, então, parte por uma jornada que é menos de força que de reflexão e melcancolia em Blade Runner, o Caçador de Androides (1982), inspirado no livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick, publicado em 1968. Análises sobre a essência do protagonista, um dos personagens mais comentados da história do cinema, e dúvidas filosóficas rondam a trama desde a estreia. Títulos futuros, como Matrix (1999) e a série Black Mirror (2011), beberam de seu legado. E, agora, o longa ganha a sequência que merecia: uma produção grandiosa, orçada em 185 milhões de dólares, com elenco afinado e a direção de Denis Villeneuve, canadense que já conquistou uma cadeira entre os bons cineastas da atual geração graças a longas magníficos como A Chegada (2016).

Inicialmente, Villeneuve recusou a direção de Blade Runner 2049. Estava envolvido com A Chegada e tinha o receio de mexer em um terreno tão sagrado da ficção científica. Os produtores insistiram, e esperaram pelo diretor, que aceitou o convite com o intuito de honrar o primeiro filme. “Para mim, este longa é uma carta de amor a Ridley Scott e seu time, pois Blade Runner é inspirador”, disse o canadense ao jornal Los Angeles Times.

A inspiração se vê no novo filme, que se esbalda em referências ao de 82. Clique nas imagens abaixo para ver o antes e depois:

Assista ao trailer oficial: