"Trotsky dizia que o grande orador, quando fala, por sua garganta passa a voz de Deus. Num dado momento, diria Trotsky, a criação é obra divina."
13 de novembro de 1996, em discurso no Dia da Cultura.
"Quero dar as boas-vindas ao povo chileno."
20 de novembro de 1996, falando como anfitrião ao desembarcar no Chile, na qualidade de convidado, para a reunião de cúpula dos países ibero-americanos.
"Vocês estão conspirando contra mim?"
27 de novembro de 1996, ao ligar para o antecessor José Sarney e encontrá-lo reunido com Itamar Franco.
"Essas posições demagógicas não mexem mais com ninguém, muito menos com o papa."
4 de dezembro de 1996, sobre a ameaça de Vicente Paulo da Silva, presidente da CUT, de denunciar a João Paulo II a falta de política social no Brasil.
"Não quero fulanizar o debate."
25 de dezembro de 1996, garantindo que a mudança de regras sobre a reeleição valeria para qualquer um.
"O primeiro ano de governo foi do frango, o segundo do iogurte. Acho que 1997 tem de ser o ano do investimento e do emprego."
8 de janeiro de 1997.
"O Brasil se precipitou."
19 de fevereiro de 1997, sobre o processo de abertura da economia.
"Não tenho culpa se tive a capacidade de convencer as pessoas."
12 de março de 1997, negando excessiva acumulação de poder.
"Só quem não tem nada na cabeça é que fica repetindo que o governo é neoliberal. Isso é neobobismo."
2 de abril de 1997, sobre as críticas à política social de seu governo.
"Gostei tanto de Rondônia que até beijei o chão."
23 de abril de 1997, depois de escorregar e cair da escada que levava ao palanque.
"Num prazo de 120 dias não haverá mais buracos."
25 de junho de 1997, anunciando programa de recuperação das rodovias federais.
"O mundo nunca é maravilhoso para todos, mas há uma similitude efetiva entre um grande período da expansão do capitalismo comercial, da eclosão do Renascimento e das Descobertas - naquela altura, em que o homem era a medida de todas as coisas, embora não fosse, na verdade, mas como referência passou a ser e é o que está acontecendo hoje em dia."
9 de julho de 1997, numa recaída intelectual, no discurso de abertura da Conferência Internacional para Integração e Desenvolvimento, em São Paulo.
"Não somos tigres, não damos saltos felinos. Somos uma baleia que se move devagar, mas com firmeza."
23 de julho de 1997, descartando a hipótese de que a crise na economia dos Tigres Asiáticos possa estender-se ao Brasil.
"Levamos muitos anos sendo o país do futuro. Chegou o futuro, o futuro é hoje, o futuro é agora."
13 de agosto de 1997.
"É preciso uma pitada de candomblé para poder governar e entender esse imenso Brasil."
20 de agosto de 1997, em encontro com empresários no qual revelou que quando e se deixar a Presidência vai escrever um livro de cunho sócio-antropológico sobre o país.
"Eu sou cartesiano, mas tenho uma pitada de candomblé."
1 de outubro de 1997.
"Vou terminar usando as palavras que ouvi de Handel, que são as palavras mais belas que se pode ouvir. E cito Handel: Aleluia."
8 de outubro de 1997, no encerramento do 2º Congresso Mundial das Assembléias de Deus.
"Não sei nada de restauração e não sou como o ministro Motta, que mete o bedelho em tudo quanto é lugar."
5 de novembro de 1997, sobre o amigo Sergio Motta e seus palpites até a respeito da restauração de igrejas antigas da cidade goiana de Pirenópolis.
"Quando chega o fim do ano, o presidente tem de ter muita imaginação."
17 de dezembro de 1997, desculpando-se por falar pouco numa solenidade.
"Os catastrofistas devem pôr as barbas de molho. 98 será melhor que 97."
7 de janeiro de 1998.
"Estou bronzeado. Graças à mistura de raças que há no Brasil."
14 de janeiro de 1998, ao exibir a cor que pegou durante os feriados de fim de ano e reevocar o que chama de pé na cozinha.
"Não estou cogitando mexer no câmbio. Não vou mexer nem neste nem no outro mandato."
4 de fevereiro de 1998, num ato falho em que admite contar com a reeleição.
"Pode olhar, pode beijar."
18 de fevereiro de 1998, a funcionárias do Ministério da Educação que o receberam com festa.
"Além de falta dágua para beber e atenção básica ao povo, o que falta é vergonha na cara de seus dirigentes."
25 de fevereiro de 1998, criticando as elites políticas nordestinas em discurso na cidade alagoana de Arapiraca, numa reunião com agentes comunitários de saúde.
"São uns ignorantes."
22 de abril de 1998, irritado com os críticos de sua aula inaugural na faculdade do Hospital Sarah Kubitschek.
"São vagabundos."
20 de maio de 1998, sobre os brasileiros que se aposentam com menos de 50 anos.
"As relações com o Congresso nem sempre ocorrem com a assepsia que a população espera."
13 de maio de 1998, sobre a aprovação das reformas.
"O povo precisa de carinho."
1 de julho de 1998.
"Pensei que você ia me dizer que vinha visitar o filho da Xuxa. Aliás, eu não tive nada com isso."
12 de agosto de 1998, para o colega argentino Carlos Menem, que ligou para saudá-lo pela privatização da Telebrás.
"Vida de rico em geral é muito chata."
9 de setembro de 1998.
"Eu sempre gosto de elogios."
28 de outubro de 1998, sobre a declaração de Fidel Castro, que o chamou de audaz e inteligente.
"O Itamaraty cresce mais e mais com a inauguração desta casa, casa barata, o que me alegra muito, pois sabem que sou mesmo pão-duro."
16 de dezembro de 1998, sobre a inauguração da nova sede do Instituto Rio Branco, onde se formam os diplomatas brasileiros.
"Não fui eleito para ser o gerente da crise."
13 de janeiro de 1999, no discurso de posse do segundo mandato.
"Não antecipo tragédias. Sempre crio condições para que as coisas não sejam piores."
27 de janeiro de 1999.
"Eu tô cansado. Ruth tirou uns quinze dias para respirar e eu paguei a conta. Já foram dizer que eu tinha uma namorada."
17 de fevereiro de 1999.
"O Rio é uma maravilha. Falam em crise e esse pessoal todo na praia!"
3 de março de 1999, para o governador Anthony Garotinho, sobrevoando a Praia de Copacabana.
"Não há cirurgia que dê jeito no Serra."
24 de março de 1999, comentando a cirurgia plástica feita pelo então ministro para retirada da bolsa sob os olhos.
"Por quê? Porque eles falaram mal de mim num jantar? Eu também falo mal de todo mundo."
14 de abril de 1999, dizendo por que não pensava em demissão de pessoas indicadas pelo PMDB, que patrocinou a CPI dos bancos.
"Essa obsessão de parar de trabalhar a uma certa idade vai criar problemas na Previdência, que já são desagradáveis por causa do aspecto financeiro."
14 de abril de 1999, sobre a aposentadoria.
"A âncora do real é o povo."
21 de abril de 1999, em pronunciamento à nação.
"Eu nunca fui ateu."
28 de abril de 1999, na catedral da cidade portuguesa de Évora.
"Quem não tem cão caça com gato."
5 de maio de 1999, justificando a indicação de Francisco Lopes à presidência do BC.
"O que é que vocês acham se a gente convidar o pessoal pra dar uma esticada?"
12 de maio de 1999, fazendo piada na recepção à rainha Margrethe da Dinamarca, que depois do jantar continuou na festa enquanto os convidados se retiravam.
"I'm not Pedro Malan!"
19 de maio de 1999, respondendo em Nova York a uma pergunta sobre a ajuda do BC ao Banco Marka.
"Nós vencemos outra vez."
26 de maio de 1999, referindo-se aos índices econômicos brasileiros.
"Quem correr muito vai quebrar o joelho."
9 de junho de 1999, sobre a precipitada corrida pela sucessão presidencial.
"A carne daqui é tão boa quanto a brasileira."
16 de junho de 1999, exagerando no nacionalismo numa churrascaria de Buenos Aires.
"Andei dizendo que se insistissem acabaria nomeando o Serra."
18 de agosto de 1999, explicando como conseguiu baixar a bola dos críticos do ministro da Fazenda, Pedro Malan.
"Tudo bem, eles vão fazer uma marcha. E no outro dia vão fazer o quê?"
1 de setembro de 1999, sobre a marcha da oposição.
"Eu não entendo de imposto. Pago, com mau gosto, como todo mundo."
8 de dezembro de 1999, durante encontro do PSDB.
"Por favor, Malan, fale em português."
26 de janeiro de 2000, ao dar a palavra ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, no jantar com senadores no Palácio da Alvorada.
"E que as minhas últimas palavras sejam de reconhecimento ao esforço feito pela Ford, perdão, pela General Motors..."
26 de julho de 2000, em Gravataí, na inauguração de uma fábrica da GM.
"Eu quero deixar claro para o país todo. Eu adoro pão de queijo. Eu não passo sem pão de queijo."
27 de setembro de 2000, provocando Itamar Franco.
"Ninguém recomenda nada ao presidente da República. O presidente está preocupado em governar o Brasil, e não com futricas."
11 de outubro de 2000, respondendo ao então presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, que recomendara uma reforma ministerial pós-eleitoral.
"Nosso governo é de gente que está se matando pelo Brasil."
6 de dezembro de 2000, discursando como chefe dos tucanos camicases.
"Nós, os brasileiros, gostamos de ser misturados."
20 de dezembro de 2000.
"Acho que nós, brasileiros, ainda não entendemos que a política externa é interna."
17 de janeiro de 2001, explicando que o que acontece lá fora repercute aqui dentro.
"Precisa acabar no Brasil essa mentalidade atrasada de que o presidente vai passear. Tenha paciência."
31 de janeiro de 2001, rebatendo críticas à sua passagem pela Ilha de Bali, na Indonésia.
"Eu era feliz com ACM e não sabia."
21 de março de 2001, fazendo graça depois que o então presidente do Senado, Jader Barbalho, virou sua metralhadora verbal para o palácio.
"A esquerda não leu o que escrevi há trinta anos e, como acha que eu pensava naquela época as besteiras que ela pensa hoje, confunde as coisas e conclui que esqueci o que escrevi."
11 de abril de 2001.
"Isso é problema lá deles. Eles é que têm de resolver."
25 de abril de 2001, sobre a confusão no Senado.
"Posso dizer que Chico é um estúpido, mas não que seja canalha."
30 de maio de 2001, sobre a demissão de Chico Lopes da direção do Banco Central.
"Se não chover, o país vai parar."
6 de junho de 2001, em tempos de apagão.
"O governo não cacareja."
4 de julho de 2001, sobre a discrição com que o governo divulga suas realizações.
"Me sinto coroado o rei da Eslováquia."
18 de julho de 2001, colocando o chapéu e empunhando a arma de um herói popular eslovaco, presente do presidente Rudolf Schuster, em visita ao Brasil.
"Só Deus sabe."
15 de agosto de 2001, ao ser questionado sobre as perspectivas da economia brasileira.
"Exportar ou morrer."
29 de agosto de 2001, anunciando a nova prioridade do governo.
"Qual guerra? Ele até me deu este casaquinho."
12 de setembro de 2001, mostrando que não há mais crise entre ele e o governador cearense, Tasso Jereissati.
"A oposição está como barata tonta."
31 de outubro de 2001.
"Vive la France!"
7 de novembro de 2001, depois de discursar na Assembléia Nacional francesa.
"Se a pessoa não consegue produzir, coitada, vai ser professor."
5 de dezembro de 2001, sobre a angústia dos pesquisadores bolsistas.
"Esse resultado foi um trabalho de Deus."
16 de janeiro de 2002, para quem o risco de apagão foi afastado não pelo trabalho da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, mas pelo bom volume de chuvas.
"Sou presidente, não sou xerife da esquina."
23 de janeiro de 2002, negando interferência na escolha dos candidatos a sua sucessão.
"Posso assistir de camarote."
6 de março de 2002, sobre a briga por sua sucessão.
"É tempestade em copo dágua."
13 de março de 2002, minimizando a crise com o PFL.
"Eu poderia ganhar as eleições sozinho."
20 de março de 2002, afirmando que foi pelo país que se aliou ao PFL em sua reeleição.
"O neoliberalismo aqui nunca teve chance. Este é um país muito pobre, e o Estado sempre terá papel importante na redução das diferenças sociais."
24 de abril de 2002, em entrevista ao jornal inglês Financial Times.
"Vou ser ongueiro."
22 de maio de 2002, dizendo que vai dedicar-se a alguma ONG depois de deixar o poder.
"Não dá para pôr salto alto ainda."
3 de julho de 2002, pedindo humildade aos jogadores da seleção antes do jogo final da Copa do Mundo contra a Alemanha.
"É verdade que você ficou bravo comigo?"
10 de julho de 0202, depois de criticar a seleção na época das eliminatórias, para Rivaldo.
"Não dá mais para viver em um país tropical."
7 de agosto de 2002, gripado, ao receber o presidente do Timor Leste.
"Se punhalada houve, foi pela frente."
28 de agosto de 2002, sobre a decisão do tucano Tasso Jereissati, ex-governador cearense, de apoiar o candidato Ciro Gomes na briga pela presidência.
"Ataque eleitoral não pega. Não adianta."
11 de setembro de 2002, desdenhando os ataques da oposição na campanha por sua sucessão.
"Vamos vencer, vença quem vencer."
30 de outubro de 2002, mostrando tranqüilidade diante de qualquer resultado na eleição presidencial.
"Eu espero que o PSDB não faça com o PT o que o PT fez comigo. Mal terminava a eleição, eles diziam: Fora FHC!"
6 de novembro de 2002, sobre a oposição do PT nos oito anos de governo.
"Cada vez que recebo um título, eu me pergunto: será que mereço? Depois, tenho um medo que me pélo do Chico Caruso."
13 de novembro de 2002, ao receber o título de Doutor Honoris Causa da universidade Cândido Mendes, no Rio, lembrando a caricatura feita pelo chargista quando recebeu o mesmo título na Universidade de Coimbra, em Portugal.
"Antes da eleição todos os candidatos beijaram a cruz."
20 de novembro de 2002, declarando em Portugal que Lula também prometeu seguir o "bom caminho" na economia.
"Governar é navegar em nevoeiro denso."
4 de dezembro de 2002, poetando ao estilo do velho lobo-do-mar.
"Tem muito pobre. Não tem outra conclusão, tem muito pobre."
11 de dezembro de 2002, reconhecendo que, apesar dos avanços na área social, ainda há muito o que fazer.
(as datas se referem à publicação das frases em VEJA)