AMARELAS
Thomas Jefferson
FAMÍLIA REAL
O Brasil aonde
a corte chegou
Foi um caos
deixar Portugal
Sede e sofrimento
na fuga pelo mar
O Rio de Janeiro
recebe os reais
Dom João, o príncipe cheio de problemas
Carlota Joaquina:
ela quer o poder
IMPÉRIO
Napoleão domina
a Europa
A invasão da Espanha
já começou
Os Bonaparte: caso
de família
Império Otomano:
os radicais no poder
Moda
A imperatriz
do bom gosto
Quem é quem em 1808
Perfil
Sociedade
Faltam maridos
na Inglaterra
Cidades
As grandes obras
de Paris
Tecnologia
Gastronomia
As delícias do
chef Carême
  O FIM DA HISTÓRIA
  O que aconteceu com os principais personagens
mencionados nesta edição

   
 

O fim da história

O que aconteceu com os principais personagens mencionados nesta edição

Antoine Carême tornou-se o chef mais célebre da Europa, trabalhando para o czar Alexandre I, o príncipe de Gales e o barão de Rothschild.

Arthur Wellesley desembarcou em território português em agosto de 1808; foi vencendo os franceses até chegar a Waterloo, em 1815. Entrou para a história como duque de Wellington.

Carlos IV abdicou do trono espanhol no fim de março de 1808; os espanhóis rebelaram-se contra a ocupação francesa; Manuel de Godoy acompanhou o rei, e a rainha Maria Luísa, no exílio.

Carlota Joaquina conspirou até o fim; foi confinada no palácio que lhe valeu a denominação de megera de Queluz.

Carolina, a princesa de Gales, foi investigada por adultério; o marido aprovou uma lei para impedir que fosse coroada rainha; ela morreu em seguida.

Emma Hamilton passou um ano presa por dívidas; morreu refugiada e pobre na França.

George Gordon Byron vingou-se das críticas com a sátira Bardos Ingleses e Críticos Escoceses e as obras que o consagraram como protótipo do poeta romântico.

Jane Austen começou a ser publicada em 1811, com Razão e Sensibilidade; morreu aos 41 anos, solteira.

Jean-Andoche Junot assinou a rendição aos ingleses e deixou Portugal; comandou a retirada depois da derrota francesa na Rússia; suicidou-se em 1813.

Gravura de João Cardim/Coleção Museu Histórico Nacional/Reprodução Paulo Scheuenstuhl


João, o príncipe regente, tornou-se o rei dom João VI com a morte da mãe, em 1816. Retornou a Portugal e deixou o filho Pedro, que proclamou a independência e foi o primeiro imperador do Brasil.

John Jacob Astor aumentou a fortuna até chegar à quantia sem precedentes de 20 milhões de dólares, ou 110 bilhões em valores ajustados.

Josefina de Beauharnais teve de se divorciar de Napoleão Bonaparte em 1810, por esterilidade; ele morreu pronunciando seu nome.

José da Silva Lisboa continuou a defender as teses de Adam Smith, foi deputado e senador monarquista; recebeu o título de visconde de Cairu.

Juliette Récamier continuou casada e provocando paixões, presumidamente platônicas.

Maria Walewska teve um filho com Napoleão em 1810; viúva, casou-se com um primo do imperador deposto e foi morar em Paris.

Mustafá IV foi deposto e morto em novembro de 1808.

Napoleão Bonaparte caiu em 1814, derrotado por uma coalizão monarquista; recuperou brevemente o poder, perdeu em Waterloo e morreu no exílio, em 1821.

Paulina Bonaparte vendeu as jóias para ajudar, em vão, o irmão exilado; José foi um breve e malsucedido rei da Espanha; o filho de Luís deu um golpe e governou como Napoleão III de 1852 a 1870.

Salim III foi assassinado antes que o exército leal a ele chegasse. Os janízaros foram extintos em 1826. O Império Otomano acabou em 1922. Os fundadores da Turquia moderna pregam um estado secular; a questão religiosa passa por um ressurgimento.

Sydney Smith veio ao Brasil em maio de 1808; com Napoleão derrotado, foi morar em Paris, fugindo de dívidas.

Thomas Jefferson elegeu o sucessor, James Madison, e se aposentou na condição de o mais cultuado pai da pátria.