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SP-Arte coloca SP no circuito mundial das feiras de arte

Forte e inédita presença de galerias de peso no mercado internacional marca a 8ª edição do evento, que abre ao público nesta quinta no pavilhão da Bienal

Galerias estrangeiras começaram a vender já na abertura da feira para convidados. A badalada White Cube, de Londres, comercializou duas obras de Damien Hirst: um quadro da série Spot Paintings, por 600.000 pounds (aproximadamente 1,9 milhão de reais), e instalação da série No Love Lost, por 800.000 pounds (cerca de 2,5 milhões de reais). “O desempenho é o mesmo de qualquer feira no mundo”, diz Tim Marlow, diretor da galeria.

“É preciso estar aqui.” A explicação de Tim Marlow, diretor da prestigiada galeria inglesa White Cube, para a decisão de participar pela primeira vez da SP-Arte, é curta. Mesmo assim, de grande significado para o momento vivido pelo mercado de arte brasileiro. A presença recorde de galerias relevantes no cenário internacional na 8ª SP-Arte, que abre ao público nesta quinta-feira no prédio da Bienal, no Parque Ibirapuera, coloca São Paulo no mapa do circuito mundial de feiras de arte. Neste ano, a SP-Arte recebe 27 galerias estrangeiras, o dobro de 2011 — e 26 a mais que em sua primeira edição, quando teve apenas uma.

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Para Alessandra Modiano, coordenadora da galeria inglesa Sprovieri, foram os oito anos de existência da SP-Arte que a convenceram a vir este ano. “É um risco trazer obras de Londres para o Brasil e o tempo de experiência da organização nos deu confiança para arriscarmos”, diz Alessandra, que comercializou três fotos da americana Nan Goldin no primeiro dia de SP-Arte, nesta quarta, numa abertura restrita a convidados.

Menos sorte teve o galerista alemão Florian Weingrüll, que não vendeu nenhuma obra no primeiro dia. O pouco movimento no stand surpreendeu Weingrüll, que afirma ter vendido todas as obras expostas em apenas uma hora na última edição da feira New Art Dealers Alliance (Nada), em Nova York. “Mesmo assim, estamos felizes de estar aqui. São Paulo é uma cidade vibrante e tem muitos colecionadores.”

A busca por compradores em potencial também animou a galeria japonesa Kaikai Kiki, do artista Takashi Murakami, a estrear na feira. “A vantagem é que não temos a concorrência de grandes galerias da Europa e dos Estados Unidos e podemos atrair novos investidores”, diz Nao Tazaki, coordenadora da Kaikai Kiki, que vendeu quatro obras nas primeiras horas do evento.

O movimento no primeiro dia de SP-Arte também agradou Tim Marlow, diretor da White Cube. Nesta quarta, o inglês conta ter vendido duas obras de Damien Hirst, um quadro da série Spot Paintings, por 600.000 libras (aproximadamente 1,9 milhão de reais), e instalação da série No Love Lost (Nenhum Amor Perdido) por 800.000 libras (aproximadamente 2,5 milhões de reais). “O desempenho é o mesmo de qualquer outra feira no mundo.”