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Roupa para quê?

No afã de continuarem célebres, as celebridades da internet desafiam o limite da vulgaridade com peças como a blusinha ultracurta e o vestido transparente

A festa era o muito chique baile anual de gala patrocinado pela papisa da moda Anna Wintour no muito respeitado Metropolitan Museum of Art, de Nova York. Beldades desfilavam traduções mais ou menos arrebatadoras da alta moda europeia. Aí surge Kendall Jenner, modelo catapultada à fama por obra e graça de um reality show familiar, de tanguinha sumária e um tecido transparente artisticamente distribuído sobre o resto do corpo impecável. Ué, mas isso é elegante? Não é, mas tornou-se aceitável desde que as celebridades da era da internet se graduaram na arte de equilibrar-se no limite da nudez sem descambar para a vulgaridade pura e simples. Não é tarefa fácil; muitas vezes elas derrapam, e o vulgar, sempre à espreita, dá o bote. Mas, no geral, esta edição de VEJA mostra que as famosas que são famosas por serem famosas (e só) têm conseguido fazer do ato de se desvestir uma poderosa ferramenta de trabalho — que famosas de verdade até imitam de vez em quando. “As mulheres comuns não vão aderir a esse figurino, mas as celebridades precisam aparecer. Mais do que estar na moda, elas têm de estar na mídia”, explica a especialista em moda Iesa Rodrigues.

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