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Relação do Brasil com América Latina vai pautar a próxima Bienal de SP

A 30ª edição do da Bienal de Artes de São Paulo, prevista para 2012, terá o desafio de trabalhar a relação do Brasil com o mundo, através de um filtro brasileiro e latino-americano. Foi o que anunciou nesta quarta-feira, em encontro com a imprensa, o curador-chefe do evento, Luiz Pérez-Oramas. “Temos um argumento brasileiro muito bem formado e articulado com o cenário da América Latina”, disse.

Nascido em Caracas, Venezuela, Luiz Pérez-Oramas é curador de arte latino-americana do Museu de Arte Moderna de Nova York (o MoMa), e está em licença de suas funções no museu para tocar os trabalhos no evento, marcado para os meses de setembro a novembro do ano que vem. O venezuelano também será responsável em 2013 pelas mostras itinerantes decorrentes da 30ª Bienal e pela participação brasileira na Bienal de Veneza.

Além de Oramas, três curadores estão no projeto: André Severo, Tobi Maier e Isabela Villanueva. “Uma equipe em que cada um tem um campo de experiência diferente e que cobre bem todas as dimensões que queremos explorar”, afirmou o curador-chefe. Segundo ele, os quatro se encontrarão em São Paulo pelo menos uma vez por mês para discutir o projeto e entrar em contato com a cidade e com os artistas.

Para Oramas, a Bienal tem um papel transformador da cultura brasileira, função que estaria mais viva do que nunca. “A Bienal de São Paulo é historicamente um ponto de convergência cultural. A nossa ideia é que seja também um palco de radiação. Para isso, vamos andar bastante pelo Brasil, não só para expandir a Bienal, mas para mudar a Bienal também”, completou André Severo.

Oramas afirmou ainda que a 30ª edição terá menos artistas com obras expostas e que também há uma vontade de levar a exposição para as ruas de São Paulo. Isso pode ser feito durante todo o ano de 2012.

Até dezembro deste ano, estará definida a lista completa de artistas que participarão da mostra, mas em maio os curadores já terão uma lista com as obras pré-selecionadas. Em setembro, deve ser feita a decisão sobre o desenho arquitetônico da exposição. Segundo a Fundação Bienal, cerca de quarenta pessoas trabalham na produção do evento, cujo orçamento não foi revelado.