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Quem são as brasileiras mais influentes do mundo, segundo a BBC

A rapper mirim MC Soffia é uma das participantes da lista das 100 mulheres mais inovadoras de 2017 montada pela emissora britânica

Divulgada nesta quarta-feira, a lista 100 Women da BBC, que aponta as mulheres mais inspiradoras e inovadoras de 2017, tem oito brasileiras. Todas as eleitas trabalham com questões desafiadoras para o sexo feminino ao redor do mundo e dividem-se entre quatro temáticas: teto de vidro (falta de visibilidade), analfabetismo feminino, assédio na rua e sexismo no esporte. Essa última categoria está baseada principalmente no Rio de Janeiro, local que sediará a festa de celebração da  premiação anual da rede britânica, no fim de outubro. Até lá, outros quarenta nomes devem entrar na lista, pois, ao contrário dos outros anos, nem todas as posições foram ocupadas neste primeiro momento.

Entre as brasileiras eleitas, está MC Soffia, a rapper mirim que dá visibilidade às mulheres negras e debate o racismo com apenas 13 anos. “Meu cabelo não é duro. Duro é o seu preconceito”, é o verso-slogan da cantora. Mais duas jovens estão entre as meninas inspiradoras deste ano: Luiza Travassos, de 13 anos, e Ana Luiza Santos de Andrade, de 12, são estudantes e veem no futebol, esporte que praticam, uma forma de romper a barreira do machismo no esporte.

Também do futebol, há duas veteranas na lista da BBC. Beatriz Vaz e Silva, a paulistana que joga atualmente pelo Osasco Audax e já representou a seleção brasileira e o time americano Boston Breakers. E, longe dos holofotes, Claudianny Drika, uma treinadora de futebol feminino da periferia do Rio de Janeiro.

Adriana Behar, atleta do vôlei de praia, medalhista olímpica e bicampeã mundial que também comandou a Gerência Geral de Planejamento Esportivo do Comitê Olímpico do Brasil na Olímpiada do Rio 2016, completa a participação brasileira na seleção da emissora britânica ao lado de Fernanda Nunes, campeã do remo nas competições pan-americana, sul-americana e latino-americana do ano passado, e de Maíra Liguori, fundadora da Think Olga, ONG criada em 2013 para dar visibilidade às mulheres e apoiá-las por meio da informação.